BLOG DEDICADO À PROVINCIA DE NAMPULA- CONTRIBUINDO PARA UMA DEMOCRACIA VERDADEIRA EM MOCAMBIQUE

BLOG DEDICADO À PROVINCIA DE NAMPULA- CONTRIBUINDO PARA UMA DEMOCRACIA VERDADEIRA EM MOCAMBIQUE
ALL MENKIND WERE CREATED BY GOD AND ARE IQUAL BEFORE GOD, AND THERE IS WISDOM FROM GOD FOR ALL

Friday, January 28, 2011

Activista gay do Uganda espancado até à morte


Um activista ugandês pelos direitos dos gays, que no ano passado processou um jornal que revelou que ele era homossexual, foi espancado até à morte, alegaram amigos seus.



A polícia confirmou a morte de David Kato mas diz que está a investigar as circunstâncias em que esta ocorreu.

O jornal ugandês Rolling Stone publicou as fotografias de várias pessoas que alegou serem gays, ao lado de uma manchete que dizia "Enforquem-nos".

Actos homossexuais são ilegais no Uganda e podem ser punidos com penas de prisão de até 14 anos.

Recentemente, um deputado tentou aumentar as penalizações, para incluir a pena de morte em alguns casos.

Testemunhas disseram à BBC que um homem entrou na residência de David Kato, nos arredores de Kampala, e espancou-o até à morte antes de abandonar o local.

Ameaças de morte

David Kato pertencia ao Smug, um grupo de defesa das minorias sexuais no Uganda.

O grupo tem recebido ameaças de morte desde a publicação do seu nome e da sua fotografia pelo Rolling Stone no ano passado.

A Human Rights Watch pediu uma investigação rápida às circunstâncias em que ocorreu a sua morte.

"A morte de David Kato é uma perda trágica para a comunidade dos direitos humanos," disse Maria Burnett, da Human Rights Watch.

Ele fizera campanha contra o projecto de lei anti-homossexualidade, que parece ter sido discretamente retirado dos debates do Parlamento do Uganda depois de ter provocado protestos internacionais em 2009.

A seguir a uma queixa apresentada por David Kato e outros, em Novembro um juiz ordenou ao jornal Rolling Stone que parasse de publicar as fotografias de pessoas que alegava serem homossexuais.

Na opinião do juiz, isso constituía uma violação do seu direito à privacidade.

Vários activistas disseram que haviam sido atacados depois das suas fotografias terem sido publicadas.

BBC - 27.01.2011

Print This!

27/01/2011 in África | Permalink

Thursday, January 27, 2011

Barragem de Nacala: Reabilitação atrai trinta empresas


Cerca de trinta empresas, entre nacionais e estrangeiras, concorrem para a empreitada de reabilitação da barragem que abastece de água a cidade de Nacala-Porto, na província de Nampula, num projecto financiado pela Millenniun Challenge Account (MCA).
Imprimir Enviar a amigo
Comentar (0)




A cidade portuária de Nacala, acolhe hoje a cerimónia de lançamento oficial do concurso para a selecção da empresa (ou empresas), para execução da empreitada que deverá arrancar segundo previsões da agência financiadora em Julho.

A execução da obra terá a duração mínima de 15 meses e o máximo de 18 e inclui intervenções para a substituição da conduta adutora, ampliação do volume de água bombeada na estação de tratamento, centro de distribuição e da rede de abastecimento à cidade de Nacala-Porto.

As obras na barragem de Nacala visam aumentar a sua capacidade de encaixe, o reforço da disponibilidade de água, cobrindo toda a área do município daquela cidade portuária. Quando o trabalho ficar concluído, 65 porcento da população do distrito, estimada em cerca de 208 mil habitantes terá acesso à água.

O gestor do projecto de água e saneamento no MCA, Luís Paulo Mandlate, referiu-se à necessidade de transferir algumas famílias, em número não superior a vinte, que vivem próximo da barragem de Nacala, de forma a protegê-las de possíveis danos materiais porquanto os trabalhos cobrem uma vasta área.

A barragem de Nacala foi concluída em 1969, um ano depois do início da sua construção. No entanto, em 2003, começou a ressentir-se da estiagem, não recebendo água, o que não só afectou o local onde se encontra construída como a nascente do rio que abastece a barragem.

Estudos efectuados recomendaram a sua reabilitação integral para suprir problemas como fugas de água a partir das comportas devido à falta de intervenção de carácter de manutenção…

fonte: Jornal Notícias

Wednesday, January 26, 2011

Moçambique repatria 33 angolanos ilegais


Moçambique repatria 33 angolanos ilegais


Imigração ilegal

Em apenas uma semana, foram detidos 344 imigrantes ilegais vivendo no território nacional e 64 imigrantes clandestinos

Trinta e três cidadãos de nacionalidade angolana foram repatriados, no último domingo, pelas autoridades moçambicanas. Os angolanos residiam ilegalmente no país por período não referido, mas no domingo passado viajaram de volta ao seu país, num avião das Linhas Aéreas de Moçambique.

A Polícia não avançou em que circunstâncias foram detidos, nem onde residiam os imigrantes ilegais, apenas explicou que os angolanos foram encontrados numa operação contra imigração ilegal, que ao todo culminou, segundo a PRM, com a detenção de 344 estrangeiros ilegais, numa só semana.

Os outros estrangeiros ilegais detidos são 167 somalis, 66 paquistaneses, 33 bengalis, 44 etíopes, dois (2) tanzanianos e um (1) ruandês.

Os bengalis já foram repatriados

A Polícia anuncia ainda que os 64 imigrantes ilegais bengalis, que recentemente foram detidos no Aeroporto Internacional de Maputo ao desembarcar de um voo da companhia aérea “Ethiopian Airlines’, já “foram repatriados, pouco depois da sua chegada, através da mesma companhia”.

Ainda na semana passada, foram capturados outros 64 imigrantes clandestinos, dos quais 19 congoleses, um ugandês, um chinês, 43 somalis, anuncia o Comando Geral da Polícia através de um comunicado emitido pelo porta-voz Pedro Cossa.

250 moçambicanos repatriados da África do Sul

Enquanto o Governo moçambicano expulsa estrangeiros ilegais do país, moçambicanos vivendo ilegalmente na vizinha África do Sul chegam ao país repatriados pelas autoridades daquele país que tal como Moçambique é membro da SADC. São ao todo 233 cidadãos nacionais que chegaram ao país, no domingo passado, repatriados da África do Sul.

Centro de Refugiados de Maratane é centro de difusão de imigração ilegal

Dados das autoridades moçambicanas indicam que, nos últimos dias, mais de seis mil cidadãos somalis e etíopes fugiram do Centro de Refugiados de Maratane, província de Nampula, onde se encontravam a residir como refugiados. As autoridades desconhecem o paradeiro dos fugitivos.

Estatísticas apresentadas pelo Governo indicam que no ano passado, aquele centro de refugiados registou um total de 9.973 requerentes de asilo, provenientes da Somália, Etiópia e de outros países como Mali e Congo. Contudo, até ao fim do mesmo ano, apenas 3.973 imigrantes continuavam em Maratane. Os outros fugiram. (Cláudio Saúte)

CANALMOZ – 26.01.2011

Tuesday, January 25, 2011

Comemorando o ano Samora Machel

Lázaro kavandame, o "chairman" de Cabo-Delgado e outros pares seus parecem ter tido a razão quando quiseram libertar apenas a sua província - então distrito - e Niassa. Porém, desde que foram mortos pelos "revolucionários", pela linha dura e pura do então movimento nacionalista e volvidos mais de 30 anos de Independência de Moçambique, AS SUAS PROVÍNCIAS ainda continuam na cauda do desenvolvimento nacional. A quem então serve a tão propalada UNIDADE NACIONAL?

Hoje, ao olhar a nossa Praça dos Herois, sinto que ela corre o risco de na verdade se tornar em um SIMPLES CEMITÉRIO FAMILIAR, visto que os que lá repousam pertencem quase à mesma linhagem etno-linguistica, regional e cultural

Em manuais de história; em propaganda político-partidária e em toda esfera pública, escreveu-se, ouviu-se, publicitou-se e inculcou-se na memória dos moçambicanos que os contra-revolucionários e traidores da pátria foram mortos porque trairam os interesses supremos da linha "pura" da revolução moçambicana. Contra eles, foram lançados todos tipos de calúnias, insultos e escârnio, "só" porque pretenderam levantar alguma voz para a sua emancipação e participação em processos de tomada de decisão bem como opinar sobre o modelo de desenvolvimento a independência. Ao rever a direcção original da Frelimo, constituida em 1962 após o seu primeiro Congresso, fiquei desolado ao ver que em apenas um ano, a maioria dos memebros fundadores teria abandonado a direcção e o movimento para se dedicar a outros afazeres ou constituirem outros movimentos que futuramente definharam.

A história oficial chama a isso de "desentendimento e deserções no seio do movimento" enquanto na verdade tratou-se de uma cabala regionalista contra os então "pais" do movimento revolucionário moçambicano.

Um dia ainda iremos recordar-nos, nostálgicos, de Adelino Chitofo Guambe, o jovem fundador da UDENAMO, juntamente com o Reverendo Uria Simango; de Marcelino dos Santos, o sempre preterido quando fosse para tomar a direcção do poder político da Frelimo bem como de outros nacionalistas que tombaram na linha da frente, só porque discordavam de algumas formas de pensar dentro do então movimento.

No momento em que se comemora o "ano Samora Machel", precisamos de debater seriamente sobre como fazer para que diversas figuras provenientes de diferentes partes deste moçambique TAMBÉM FIGUREM E ESTEJAM PRESENTES NO PANTEÃO NACIONAL; e sejam recordados com a mesma efusividade como se comemora hoje Samora Machel, o tal "neto de um grande guerreiro", segundo um jornalista da RM.

Hoje, ao olhar a nossa Praça dos Herois, sinto que ela corre o risco de na verdade se tornar em um SIMPLES CEMITÉRIO FAMILIAR, visto que os que lá repousam pertencem quase à mesma linhagem etno-linguistica, regional e cultural.

É preciso ter coragem para urgentemente corrigirmos o grande erro que se está a cometer e resgatarmos a essência dessa unidade, que tanto sangue fez derramar.

Niassa e os Niassenses chegaram a se "autoflagerarem" chamando a sua província de "terra esquecida". Claro, foi para lá que se exilavaam os improdutivos, segundo Samora Machel e seu Governo. Afinal, era com os improdutivos que se queria erguer uma "cidade" socialista?

Ntelela, Bilibiza e Unango, são localidades onde se acantonavam os reaccionários e prostitutas. São todos distritos de centro e norte de Moçambique. Andre matadi Matsangaissa escapuliu-se da prisão/campo de concentração de Macossa (estou a escrever de memória, não estou certo), após que o regime sul-africano ter bomaberdeado e liberto milhares dos então presos. Também foi no centro do país onde se acantanovam os "ladrões e toda escória da sociedade moçambicana". Ao rever-me no espelho, sinto que esse Moçambique não é meu. E dos outros. Sinto que sou órfão da minha história, porque a oficial, remete todos meus antepassados ao grupo dos traidores da pátria, divisionistas e fracos. Aos Gazenses e Maputenses e de certa forma os inhambanenses, oh, esses, a Praça dos Herois é deles. Tudo isso porque de Nampula, Niassa, Cabo-Delgado, Tete, Sofala e Manica, não vem ninguem digno de representa-los, figurando no panteão nacional. Quando recordamos os heórias nacionais, os cinco nomes que me vem à memória são naturais de gaza, sul de moçambique. Que raio de Unidade Nacional estamos a falar afinal? Sem delongas, urge debatermos sem preconceitos A SEGUINTE PERGUNTA: A QUEM BENEFICIA A UNIDADE NACIONAL?

Temos em tete as minas de tete. 90% da mão-de-obra daquele parque industrial é recrutado de Maputo. O mesmo digo em relação as Areias de Moma, Muebase e quejandos.

Dentro de 20-25 anos, moçambique será país explorador do petróleo. Sairão de Maputo gente para ganhar milhões em Cabo-Delgado e Niassa.

A proespecção do gas-natural de Buzi dará frutos dentro em breve. Mas será de Maputo que sairão cozinheiros para servir os trabalhadores lá.

Eu não sei como se faz a Unidade nacional. Talvés morrendo.

É tempo de redistribuirmos os proventos da guerra de libertação nacional e parar de nos distrair com eventos anestesiantes

Fonte p- ContraPeso 3.0

Inspirados pela Tunísia, egípcios organizam megaprotesto contra governo

Embalados pelos protestos populares que sacudiram a Tunísia no início deste mês, milhares de egípcios planejam conduzir nesta terça-feira uma grande manifestação para exigir reformas políticas no país.

O evento, intitulado "Dia da revolução contra a tortura, corrupção, pobreza e desemprego", deverá contar com a participação de grupos sindicais, militantes islâmicos e até membros de torcidas de futebol.

Os organizadores pretendem se valer da insatisfação popular contra as forças de segurança egípcias, acusadas de torturar e tratar com truculência opositores, para atrair manifestantes em vários pontos do país e forçar concessões do governo.

Eles se espelham em acontecimentos recentes na Tunísia, onde uma onda de protestos levou à renúncia do presidente Zine El Abidine Ben Ali, em 14 de janeiro.

Apoio

Também devem ocorrer protestos em apoio à causa em Londres e em Washington. Manifestantes tunisianos se comprometeram a participar das passeatas em solidariedade aos egípcios.

As manifestações têm três objetivos principais: suspender a lei de emergência que vigora permanentemente no país (e que viola liberdades civis), forçar a saída do ministro do Interior e impor um limite temporal ao mandato presidencial.

Assim, esperam pôr um fim ao governo do presidente Hosni Mubarak, no poder há três décadas.

A Irmandade Islâmica, principal grupo opositor ao governo, disse que apoiará a manifestação, que também prevê a realização de greves e paralisações em vários pontos do país.

Boa parte dos partidos opositores anunciou apoio ao protesto, e ao menos 87 mil pessoas disseram numa página da rede social Facebook que participarão do evento.

Autoridades egípcias, no entanto, disseram que a manifestação é ilegal e que reagirão de forma "severa" com os participantes.

Em resposta ao protesto, simpatizantes de Mubarak se organizaram sob o slogan "Mubarak: a segurança do Egito". Eles pretendem conduzir passeatas paralelas em defesa do governo e "contra a destruição das instituições estatais pregada pela oposição".

Insatisfação

O analista político libanês Rami Khouri, do Instituto Fares da Universidade Americana de Beirute, disse à BBC Brasil que governos totalitários no norte da África e no Oriente Médio enfrentam insatisfação popular cada vez maior com a falta de soluções para os problemas econômicos e sociais e de liberdades individuais.

"O problema que assola a região é comum a todos -, a atual ordem política e econômica do mundo árabe, que é instável e insustentável, porque traz insatisfação para a imensa maioria de seus cidadãos", afirma.

De acordo com Khouri, a região vive um renascimento do ativismo árabe entre as populações mais jovens e mais conscientes, com fome de liberdades individuais, emprego e desenvolvimento.

Auto-imolação

O clima de tensão na Tunísia começou no dia 17 de dezembro, quando o desempregado Sidi Bouzeid, de 26 anos e com formação superior, foi abordado por policiais enquanto vendia verduras na rua. Após ter sua mercadoria apreendida, foi impedido de prestar queixa.

O jovem ateou fogo ao próprio corpo e morreu dias depois no hospital. A morte de Bouzeid iniciou uma série de protestos que se espalharam rapidamente pelo país e a capital Túnis.

Centenas de milhares de pessoas, entre estudantes, sindicatos e partidos de oposição, passaram a protestar contra o desemprego, corrupção e falta de democracia. Ao menos 78 pessoas morreram durante as manifestações, que se estenderam por um mês.

Pressionado, o presidente Zine El Abidine Ben Ali, que ocupava o poder desde 1987, renunciou e fugiu para a Arábia Saudita.

Com reportagem de Tariq Saleh, de Beirute para a BBC Brasil