Maputo (Canalmoz) -
A 1 de Junho de 2010, o cidadão Mohamed Bachir Suleimane (MBS), foi declarado pela administração de Barack Obama, como “Barão de Droga” e colocado na principal lista desses perigosos indivíduos para os Estados Unidos da América. No dia 2 de Junho de 2010, quando a notícia corria o mundo, Bachir, fazendo-se acompanhar pelo seu advogado Máximo Dias, concedeu uma conferência de imprensa, alegando ser falaciosas as acusações que lhe imputavam. A Procuradoria-Geral da República (PGR), dada a gravidade das acusações contra um cidadão nacional, através do Gabinete de Combate à Droga, criou uma equipa, para a qual foram chamados dois agentes da Policia de Investigação Criminal, para investigarem o MBS. Na abertura do ano judicial, o bastonário da Ordem dos Advogados, alertou a sociedade que o silêncio à volta das investigações, “era preocupante”. O PGR, Augusto Paulino, disse a semana passada no seu informe ao parlamento que aquele órgão não encontrou nada como resultado do seu processo de averiguações.
O Canal de Moçambique, a propósito, esteve a investigar os interesses empresariais de MBS e apurou que as empresas apontadas pelo departamento de Tesouro americano não estão matriculadas em nome de Mohamed Bachir Suleimane (MBS) que ostenta, segundo o despacho do presidente Barack Obama, a partir de informações do Tesouro americano, cinco nomes diferentes em outros tantos passaportes moçambicanos.
Empresas do grupo MBS matriculadas sem nome de Bachir
O Departamento do Tesouro dos EUA sancionou três empresas do grupo MBS e proibiu os seus cidadãos e funcionários de fazerem compras naquele grupo. Em conformidade com a Lei dos Barões da Droga, o Gabinete de Controlo de Bens Estrangeiros do Departamento do Tesouro (OFAC) designou o Grupo MBS Limitada, Grupo MBS – Kayum Center, e o Maputo Shopping Center como Traficantes de Narcóticos Especialmente Designados, devido ao facto de serem propriedade de Mohamed Bachir Suleimane ou estarem sob o seu controlo.
Na verdade, segundo apurou a investigação do Canal de Moçambique, nenhuma de empresas também sancionadas pela Administração Obama, tem no seu registo directamente o nome de M. Bachir Suleimane.
Desde a construção do majestoso shopping – que tem o “Guebuza Square”, como atracção – os empreendimentos da família de Bachir vem sendo feitos pela esposa e filhos. Nada está feito em nome do grande patrão do MBS. Tudo está encoberto pela família.
Em 2006, de acordo com o Boletim da República nº 43, da III serie, Momade Kayum Bachir, um dos filhos de Mohamed Bachir Suleimane, constituiu juntamente com Vladimir Domingos Rafael Manuel, Diederick Johanes Gilliland, Gracinda Abiatar Mutemba Tivane e Johann Andreas Rautenbach, a Moçambique Construções, limitada. O capital social desta empresa, à data da sua constituição foi de cem mil meticais da nova família, o metical corrente.
No mesmo ano, em Dezembro, Momade Kayum Baschir, junto da Abida Banu Mussa – esposa de Baschir Suleimane e dos irmãos Vali Momade Baschir e Saif Momade Baschir, constituiram em sociedade, o Maputo Shopping Center, Limitada.
Em 2007, Momade Kayum Bachir constitui com os irmãos Vali Momade Suleimane e Saif Momade Suleimane, o “Hiper Maputo, Limitada”.
No ano passado, os filhos de M.Bachir S. e esposa, juntaram-se a Akilis Jorge Macropulos, Kimon Manuel Macropulos e a João Romeu Martins de Carvalho, ao adquiriram parte das acções da PROTAL, quando esta alterou o seu pacto social.
Este ano, os irmãos Momade Kayum Bachir e Vali Momade Bachir, constituíram a Maputo Game Center, que tem como objecto social “a realização de actividades relacionadas com a exploração e gestão de jogos de entretenimento...”.
O único registo de sociedade em que Mohamed Baschir Suleimane se encontra matriculado, trata-se da Edge Tecnologias, Limitada. Esta segundo o Boletim da República nr. 13, de 29 de Março de 2006, é uma sociedade que MBS tem com a “Africom, Limitada”, “Delta Trading e Companhia Limitada”, “Niza, Limitada” e a “Kangela Comercial”. O objecto social da Edge é “a) A produção, distribuição e comercialização de todo o tipo de produtos, tecnologias e serviços dos sectores de telecomunicações dos mercados fixo e móvel, audiovisual e tecnologias de informação, e comunicações em geral, no quadro da legislação nacional e internacional aplicável; b) A importação e a exportação ou reexportação de equipamentos, aparelhos, materiais, produtos e tecnologias, no âmbito dos fins que prossegue, e bem assim; c) Quaisquer outros negócios que os sócios resolvam explorar e sejam permitidos por lei;”
Que implicações para MBS se ele não esta matriculado nas empresas sancionadas?
Sendo que o cidadão Mohamed Bashir Suleimane (MBS), não se encontra matriculado nas empresas sancionadas pelo Departamento do Tesouro Americano, conforme apurou a investigação do Canal de Moçambique, fomos buscar o parecer de juristas sobre que implicações isso pode ter.
Um jurista disse-nos que as empresas sendo de familiares e não constando o nome de MBS, não significa que não possam ser sancionadas. Explicou que as movimentações de dinheiro, certamente foram e são feitas pelo MBS, em nome das empresas, independentemente dele fazer parte das empresas, como sócio. Certamente tem mandato, procuração ou é comissário com poderes para fazer as movimentações de dinheiro. Ou então tem a sua assinatura nas contas bancárias da empresa.
O Canal de Moçambique apurou ainda, de fontes insuspeitas que MBS é quem movimenta as contas bancárias de Saif Momade Bachir, o seu filho menor. Até ser declarado “Barão de Droga”, Saif Momade Bachir, estudava na escola americana de Maputo, e quando o pai foi declarado “barão da droga”, aquela escola cancelou a sua matrícula. Esse facto levou MBS a aparecer aos prantos no canal televisivo estatal.
Outros juristas explicaram-nos que o próprio MBS acabou de certa forma assumindo a liderança das empresas do grupo com as iniciais do seu nome.
“Ao aparecer publicamente”, explicaram-nos, “a repudiar as alegadas acusações mostrando que é um “empresário de sucesso”, então é lógico que se pense que ele participa nessas empresas com lucros de actividades ilícitas”.
É preciso também lembrar que em Moçambique as três empresas citadas não foram sancionadas, mas indivíduos e empresas que tenham ligações com os americanos ou com algum sector da economia americana, são aconselhadas a não negociarem directa ou indirectamente com o Grupo MBS porque podem estar a contribuir para as suas alegadas actividades ilícitas.
O MBS, para além de ser um nome, é um grupo, por isso, faz sentido que todo o grupo seja alvo de investigação, na medida em que o “patriarca”, Sr. Bashir foi quem construiu o império que está agora nas mãos de seus familiares.
Os juristas a quem pedimos esclarecimentos explicaram-nos ainda que o direito penal rege-se pelo princípio da presunção da inocência e também pelo princípio da individualidade ou pessoalidade da responsabilidade criminal.
Uma vez que quem esta na lista negra de Casa Branca é o pai Bachir poderá ele participar de alguma forma nas tais empresas citadas, porque muito provavelmente contribui para elas com recursos obtidos em actividades ilícitas.
Se fosse o caso tratado a luz do direito moçambicano, continuaria a responsabilidade individual do Sr. Bachir e a sua família seria chamada à responsabilidade na medida da sua participação nas actividades do Bachir. Ai teria que ser avaliado até que ponto cada filho ou neto sabia das actividades narcotráficas do seu pai ou avô e até que ponto decidiram colaborar com o “grande patrão Bachir”. Só assim é que seriam responsabilizados.
O passo seguinte seria ver, nas empresas em que cada filho ou neto é proprietário, com que proporção proveniente do narcotráfico contribuiu para a sua construção.
No nosso direito, pais ou filhos nunca serão julgados como encobridores de um e do outro. Por isso, Bachir não é obrigado a denunciar seus filhos ou netos e nem estes são obrigados em relação aos seus pais.
Quem acusa tem a obrigação de provar o envolvimento tanto do pai como dos filhos, netos, esposas e outros.
Também, o que acusa, poderá provar se na verdade Bachir é ou não o dono das empresas, na medida em que não são poucas as vezes em que pessoas esclarecidas recorrem a fraudes para encobrir bens ilicitamente adquiridos.
A simulação pode ser uma das formas. Simular um registo, uma doação, uma venda, enfim, enquanto na verdade só se está a encobrir a titularidade ou um outro propósito ilícito. (Luís Nhachote)
Wednesday, May 4, 2011
Paquistão critica EUA e diz ter indicado esconderijo de Bin Laden

O governo paquistanês criticou declarações feitas por autoridades americanas de que o país não era confiável e por isso não foi informado dos detalhes da operação que matou Osama Bin Laden.
O diretor da CIA, Leon Panetta, disse que nenhuma informação de inteligência foi compartilhada com o Paquistão devido a temores de que o sucesso da operação fosse colocado em risco.
Mas o ministro do Exterior paquistanês, Salman Bashir, disse à BBC que esta visão é "desconcertante" e que seu país teve um "papel fundamental" na luta contra o terrorismo.
Bashir disse que Panetta tem direito a suas opiniões, mas que o Paquistão cooperou amplamente com os Estados Unidos.
Ele disse que o complexo em Abbottabad onde Bin Laden foi encontrado e morto no domingo já havia sido identificado como suspeito há algum tempo pelos serviços de inteligência do Paquistão (ISI), mas que foram necessários os abundantes recursos dos Estados Unidos para determinar que se tratava do esconderijo do líder da Al-Qaeda.
"Na maioria das coisas que aconteceram em termos de luta global anti-terrorismo, o Paquistão teve papel fundamental", disse Bashir. "Então é um pouco desconcertante quando temos declarações como esta."
"Incompetência"
Na terça-feira, o Ministério do Exterior do Paquistão defendeu o ISI e divulgou uma longa nota expressando "profundas preocupações e reservas" sobre a ação americana.
O Ministério insistiu que ações unilaterais não podem se tornar norma e enfatizou que a inteligência paquistanesa vinha compartilhando informações com os Estados Unidos nos últimos anos.
"Em relação ao complexo em questão, ISI tem compartilhado informações com a CIA e outras agências de inteligência desde 2009."
De acordo com analistas, se Bin Laden estava realmente escondido no local há cinco anos, como se suspeita, as autoridades paquistanesas foram incrivelmente incompetentes ou estavam protegendo o líder da Al-Qaeda. A mansão de Bin Laden ficava a menos de um quilômetro da Academia Militar do Paquistão, a maior do país.
Detalhes
A Casa Branca vem divulgando detalhes da operação que matou Osama Bin Laden, incluindo o fato de que ele estava desarmado quando foi alvejado, após resistir à prisão.
Dois de seus mensageiros e uma mulher morreram no ataque, enquanto uma das esposas de Bin Laden ficou ferida.
Os Estados Unidos não fizeram comentários sobre ninguém que foi capturado, revelaram apenas que o corpo de Bin Laden foi sepultado no mar. No entanto, a declaração divulgada pelo Ministério do Exterior paquistanês dizia que o restante da família de Bin Laden "está agora em segurança e sendo tratada de acordo com a lei".
Autoridades americanas vem discutindo como e quando divulgar as fotos do corpo de Bin Laden como forma de jogar por terra teorias que defendem que ele não morreu.
O porta-voz da Casa Branca Jay Carney disse que a imagem "pavorosa" poderia ofender algumas pessoas, mas Panetta disse que não há dúvidas de que, em algum momento, ela terá de ser trazida a público.
Fonte: BBC Brasil
Índice de pobreza no Brasil cai 50% em oito anos

RIO - A pobreza no Brasil caiu 50,64% entre dezembro de 2002 e dezembro de 2010, período em que Luiz Inácio Lula da Silva esteve à frente da presidência da República. O dado consta da pesquisa divulgada nesta terça-feira, 3, pelo professor do Centro de Politica Social da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Marcelo Neri. O critério da FGV para definir pobreza é uma renda per capita abaixo de R$ 151. A desigualdade dos brasileiros, segundo ele, atingiu o 'piso histórico' desde que começou a ser calculada na década de 60.
O estudo toma como base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (Pnad) e Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Pela pesquisa, a renda dos 50% mais pobres cresceu 67,93% entre dezembro de 2000 e dezembro de 2010. No mesmo período, a renda dos 10% mais ricos cresceu 10%.
Desigualdade. A desigualdade de renda dos brasileiros caiu nos anos 2000 para o menor patamar desde que começou a ser calculada, mas ainda está abaixo do padrão dos países desenvolvidos, segundo Neri. Ele tomou como base para o estudo o índice de Gini, que começou a ser calculado nos anos 60. Com esse resultado, o País recuperou todo o crescimento da desigualdade registrado nas décadas de 60 a 80.
O índice Gini brasileiro está em 0,5304, acima do taxa de 0,42 dos Estados Unidos. Quanto mais próximo do número 1, maior a desigualdade. 'Acredito que ainda vai demorar mais uns 30 anos para que possamos chegar aos níveis dos EUA', estimou Neri.
Para o professor da FGV, o aumento da escolaridade e o crescimento dos programas sociais do governo foram os principais responsáveis pela queda da diferença de renda dos brasileiros mais ricos e mais pobres entre 2001 e 2009. 'Isso mostra que a China não é aqui', afirmou. E completou: 'O grande personagem dessa revolução é o aumento da escolaridade. Mas, ainda temos a mesma escolaridade do Zimbábue', mostrando que há um longo caminho a ser percorrido.
Entre os 20% mais pobres, a escolaridade avançou 55,6%, enquanto entre os 20% mais ricos, aumentou 8,12%. Outro fato que, para Neri, ajuda a entender a redução da desigualdade é o fato de pessoas de cor preta terem ganho aumentos de 43% no período, enquanto os brancos tiveram 21%.
Fonte:estadao.com.br, Atualizado: 3/5/2011 17:04
Tuesday, May 3, 2011
Investigators probe seized computers to thwart al Qaeda plots

Abbottabad, Pakistan (CNN) -- The trove of materials collected from the compound in which Osama bin Laden was killed includes 10 hard drives, five computers and more than 100 storage devices, a senior U.S. official told CNN Tuesday -- material that investigators hope will yield clues to help break the al Qaeda network and thwart future terrorist attacks.
Among the storage devices are disks, DVDs and thumb drives, the source said.
"We were on the compound for about 40 minutes and we were able to acquire some material that was there. A lot of that is currently being exploited and reviewed," the White House senior adviser on counterterrorism, John Brennan, told CNN Tuesday.
"What we're most interested in is seeing if we can get any insight into any terrorist plot that might be under way so we can take the measures to stop any type of attack planning. Secondly, we're trying to look and see whether or not there are leads to other individuals within the organization or insights into their capabilities."
A senior Pakistani intelligence official said people left behind at the compound told the intelligence services that the United States took one person from the compound in addition to the body of bin Laden. "There is no way to confirm who they took. It was bin Laden plus one," the source said.
But U.S. officials have indicated otherwise.
Details from inside bin Laden's compound
Bin Laden's compound
Investigations under way in Abbottabad
Sifting through bin Laden's records
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Guantanamo Bay
"There were several women and children on the compound. One woman, who was used as a human shield by one of the four military-age males on the compound, was killed; he was firing behind her. Two women, including one with Osama bin Laden, were wounded. And the rest were not injured at all. The noncombatants were moved to a safe location at the end of the operation, as the damaged helicopter was detonated, to ensure their safety," a senior defense official said Monday.
Asked where they are now, the official responded, "They were left on the compound."
The senior Pakistani intelligence official told CNN Tuesday that there were 17 to 18 people in the compound during the raid, including four or five men, who were brothers and a son; two to three women and a daughter; and eight to nine kids.
The search for bin Laden finally ended in early Monday's firefight, months before the 10-year anniversary of the al Qaeda network's most notorious act, the September 11, 2001, terrorist attacks on the United States.
Pakistan's GEO TV showed video Tuesday of the inside of the compound where the al Qaeda leader was living. Bottles of what appeared to be medicine, a pair of slippers, a shelf full of books and a passport of a Yemeni woman are among the items the network showed. Parts of the video showed items strewn about a stained floor, possibly the aftermath of the firefight.
Anything collected from the scene -- from documents to seemingly mundane items -- has the potential to lead investigators to other senior al Qaeda leadership.
U.S. officials say several people were killed inside the home in Abbottabad, about 50 kilometers (31 miles) north of Islamabad. There also were some children in the home, who are now in Pakistani custody, a senior Pakistani intelligence source said.
Officials have not publicly identified every person in the compound.
The United States might release a photo taken of bin Laden after he was killed. A senior government official involved in the discussions told CNN Tuesday that a photo release "could" come Tuesday via the CIA. There are "a lot to choose from," and most are "very graphic," the official said.
A government official familiar with intelligence matters said there is "growing consensus" to release the photo but emphasizes, "it isn't unanimous and everyone has understandable hesitation."
Both officials said the CIA has been tasked with coming up with the best possibilities, and the White House will make the call.
U.S. officials have said DNA matching shows bin Laden was killed.
The Taliban, meanwhile, sought to cast doubt on whether bin Laden is dead. "Obama has not got any strong evidence that can prove his claim over killing of the Sheikh Osama bin Laden," Taliban spokesman Zabiullah Mojahed said. "And secondly, the closest sources for Sheikh Osama bin Laden have not confirmed" the death, he added.
The Pakistani foreign ministry, meanwhile, issued a statement Tuesday saying that members of bin Laden's family are "in safe hands and being looked after in accordance with law. Some of them needing medical care are under treatment in the best possible facilities. As per policy, they will be handed over to their countries of origin."
The jubilation in many parts of the world over bin Laden's killing gave way Tuesday to increasing questions about how the world's most wanted terrorist could have hidden for years in a populated area so close to the Pakistani military. The prestigious Kakul military academy, the West Point of Pakistan, is only a couple of miles away.
"How did bin Laden stay at that compound for about six years or so and be undetected?" Brennan asked. "What type of support did he have outside of that compound in the Abbottabad area or more broadly within Pakistan? We're going to look carefully at this and get to the bottom of it all."
The U.S. mission early Monday took place in secrecy, without Pakistani leadership being informed, U.S. officials said.
But Brennan insisted that "Pakistan has been a strong partner in the effort to destroy al Qaeda."
"More al Qaeda and other terrorists have been captured and killed in Pakistan than in any other country since 9/11," he said. "Many brave Pakistanis have given their lives in this effort against the scourge of al Qaeda. So although we may sometimes have differences of view about how this effort should be prosecuted, we are partners with Pakistan, and we'll continue to be. We appreciate their understanding that we undertook this mission. They congratulated us and we are ready to move forward with them."
In a Washington Post column, Pakistani President Asif Ali Zardari wrote that Pakistan joined other victims of al Qaeda and is pleased "that the source of the greatest evil of the new millennium has been silenced, and his victims given justice."
"Some in the U.S. press have suggested that Pakistan lacked vitality in its pursuit of terrorism, or worse yet that we were disingenuous and actually protected the terrorists we claimed to be pursuing. Such baseless speculation may make exciting cable news, but it doesn't reflect fact," Zardari wrote.
In its statement Tuesday, Pakistan's foreign ministry said, "Abbottabad and the surrounding areas have been under sharp focus of intelligence agencies since 2003 resulting in highly technical operation by (the Pakistani intelligence) ISI which led to the arrest of (a) high value al Qaeda target in 2004. As far as the target compound is concerned, ISI had been sharing information with CIA and other friendly intelligence agencies since 2009."
Pakistani intelligence helped the United States find bin laden, the statement said.
The ministry called bin Laden's death "an important milestone in the fight against terrorism," but also expressed "deep concerns and reservations on the manner in which the government of the United States carried out this operation without prior information or authorization from the government of Pakistan."
"This event of unauthorized unilateral action cannot be taken as a rule. The government of Pakistan further affirms that such an event shall not serve as a future precedent for any state, including the U.S. Such actions undermine cooperation and may also sometime constitute (a) threat to international peace and security," the statement added.
The senior Pakistani intelligence official who spoke to CNN Tuesday said, "Yes we did fail to locate him. Yes, we are embarrassed. But that does not mean we are incompetent and straddling the fence." He added that Pakistani intelligence would have loved to capture bin Laden and hand him over to the United States to silence the critics. But, he said, he is "not being apologetic."
The compound where bin Laden was holed up was surrounded by walls 10 to 18 feet tall and topped by barbed wire. It sat far back from a main road and was relatively secluded. The building showed very little damage on the outside.
A neighbor said Tuesday he was stunned to learn that he lived near bin Laden.
The neighbor said if local children kicked a ball into the compound, someone from inside would pay the children for the ball rather than let them step onto the grounds.
In the wake of bin Laden's killing, U.S. officials warned that the al Qaeda leader's followers and supporters may threaten reprisal attacks. Already, one threat of revenge has surfaced.
"We are proud on the martyrdom of Osama," Ahsan Ullah Ahsan, spokesman for the Pakistani Taliban organization Tehrik-e Taliban Pakistan (TTP), said late Monday night. "We shall definitely take revenge (on) America."
Asked how the Pakistani Taliban organization would carry out its vow, Ahsan said, "We already have our people in America, and we are sending more there."
Just how al Qaeda and the organizations around the world that follow its ideology will be affected by bin Laden's death remains in question as well. "Leadership in al Qaeda tends to be replaced," former Defense Secretary Donald Rumsfeld said Tuesday in an interview with CNN. "I expect there will be someone who will step up."
Rumsfeld, who was in office during the September 11 attacks, also took the opportunity to praise Bush administration policies that came under heated criticism.
Noting that tracking one of bin Laden's trusted couriers led the United States to bin Laden's location, Rumsfeld said, "I remember back when people were saying at Guantanamo Bay we were keeping low-level people who shouldn't have been there as detainees. They were people who were drivers or chauffeurs or couriers or bodyguards. They weren't the senior-level people. It is those individuals that know the habits and locations of the senior people. It is a good thing that the people were held and that there were interrogations and that that information was patched together over a period of time."
Monday's raid came about four years after U.S. intelligence officials identified the courier, according to senior Obama administration officials.
Rumsfeld also stood by the controversial use of waterboarding, which the Obama administration has outlawed as torture. Rumsfeld said the information taken from three people who were waterboarded and passed on to then-CIA Director Michael Hayden proved to be "enormously valuable."
Former Secretary of State Condoleezza Rice also offered praise to both the Bush and Obama administrations, saying the process that led to the killing "started a long time ago," and that Obama and his team deserve credit for finally bringing it "to a close."
While Pakistan is "an important counterterror partner," she said, "this is a time when Pakistan has got to look in the mirror and ask some hard questions."
Obama plans to visit New York on Thursday to meet with families of those killed in the attacks and to visit the World Trade Center site, now being rebuilt but still widely known as ground zero.
The 9/11 attacks prompted a U.S. invasion of Afghanistan in pursuit of al Qaeda and its allies in the Taliban, the fundamentalist Islamic militia that ruled most of the country at the time.
"I hope now the world (has) realized that Afghanistan was not a haven for al Qaeda, but it was in Pakistan -- and that has always been pointed out by Afghans," Fatima Aziz, an Afghan parliament member, said Tuesday.
Bin Laden was the son of a prominent Saudi construction magnate. He turned against the Saudi monarchy when it agreed to allow U.S. troops into the kingdom during the 1991 Persian Gulf war and launched his jihad against the United States in 1997.
He had been implicated in a series of deadly, high-profile attacks that had grown in their intensity and success during the 1990s. They included a deadly firefight with U.S. soldiers in Somalia in October 1993, the bombings of two U.S. embassies in East Africa that killed 224 in August 1998, and a bomb attack on the USS Cole that killed 17 sailors in October 2000.
Source: CNN's Nic Robertson, Nick Paton Walsh, Elise Labott, Mary Snow, Allan Chernoff, Jeanne Meserve, Pam Benson, Brian Todd, Barbara Starr, Suzanne Kelly, Jessica Yellin and John King contributed to this report.
Monday, May 2, 2011
Teste de DNA confirma morte de Bin Laden, afirmam oficiais

Oficiais do governo americano disseram nesta segunda-feira que um teste de DNA comprovou a morte de Osama bin Laden, morto em uma operação dos EUA nesse domingo, no Paquistão, segundo informa a agência AP. Um oficial também confirmou à rede CNN a informação.
Após o pronunciamento oficial do presidente Barack Obama na noite de domingo, no qual foi oficialmente anunciada a morte do terrorista, restavam algumas dúvidas sobre a verdacidade da informação. O questionamento era fruto em parte da escassez de informações sobre o ex-líder da Al-Qaeda, há anos caçado pelos Estados Unidos, em parte da divulgação de uma foto duvidosa que mostraria o cadáver do terrorista, após o ataque de ontem.
Osama bin Laden é morto no Paquistão
No final da noite de 1º de maio (madrugada do dia 2 no Brasil), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou a morte do terrorista Osama bin Laden. "A justiça foi feita", afirmou Obama num discurso histórico representando o ápice da chamada "guerra ao terror", iniciada em 2001 pelo seu predecessor, George W. Bush. Osama foi encontrado e morto em uma mansão na cidade paquistanesa de Abbottabad, próxima à capital Islamabad, após meses de investigação secreta dos Estados Unidos .
A morte de Bin Laden - o filho de uma milionária família que acabou por se tornar o principal ícone do terrorismo contemporâneo -, foi recebida com enorme entusiasmo nos Estados Unidos e massivamente saudada pela comunidade internacional. Enquanto a secretária de Estado dos EUA afirmava que a batalha contra o terrorismo continua, o alerta disseminado em aeroportos horas depois da notícia simboliza a incerteza do impacto efetivo da morte de Bin Laden no presente e no futuro.
Fonte: Terra
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