BLOG DEDICADO À PROVINCIA DE NAMPULA- CONTRIBUINDO PARA UMA DEMOCRACIA VERDADEIRA EM MOCAMBIQUE

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ALL MENKIND WERE CREATED BY GOD AND ARE IQUAL BEFORE GOD, AND THERE IS WISDOM FROM GOD FOR ALL

Wednesday, October 12, 2011

Funcionários do Estado no Dondo denunciam descontos obrigatórios para congresso da Frelimo

Funcionários do Aparelho do Estado afectos na área da educação, maioritariamente professores, no distrito do Dondo, província de Sofala, denunciaram que estão a ser descontados obrigatoriamente quinhentos meticais dos seus salários alegadamente para apoiarem a realização do 10º Congresso do Partido Frelimo, a ter lugar, próximo ano, na província de Cabo Delgado.

Segundo o jornal O Autarca, alguns professores afirmaram que tais descontos iniciaram em Setembro e, tudo indica que vão decorrer todos os meses até Agosto de 2012.

Um professor afecto na Escola Primária Completa de Mutua diz que essa prática é lamentável visto que não são todos docentes que são membros do Partido Frelimo, começando por exemplificar a sua pessoa.

Tendo solicitado anonimato, o mesmo professor opinou que os descontos não deviam ser de carácter obrigatório, mas sim de livre e espontânea vontade.

“A menos que essa obrigatoriedade contemplasse apenas aqueles docentes que são membros do Partido Frelimo” – afirmou, para quem não é obrigatório o funcionário do estado ser membro da Frelimo.

Um outro professor na mesma escola enfatizou afirmando tratar-se de uma injustiça, pior quando se sabe que o que o professor aufere não chega sequer para cobrir as suas necessidades básicas incluindo despesas familiares.

Secretário da Frelimo nega denúncia

Contactado pelo jornal O Autarca, a propósito dessa denúncia, o Primeiro Secretário do Partido Frelimo ao nível do distrito do Dondo, Castigo Hale Chutar, disse não constituir verdade a versão dos professores.

Castigo Hale Chutar afirmou que “isso é falso”, desafiando os denunciantes a apresentarem provas. Chutar negou categoricamente a existência de uma orientação nesse sentido, enfatizando que o seu partido é democrático e não permitiria uma situação dessas.

O Primeiro Secretário da Frelimo ao nível do distrito do Dondo afirmou que tem consciência de que nem todos funcionários do Estado são membros do seu partido, considerando esse cenário normal no contexto da democracia multipartidária.

A fonte convidou todos funcionários do Estado no distrito de Dondo a não terem receio de se identificar com outras formações políticas.

Fonte: O AUTARCA – 10.10.2011

Monday, October 10, 2011

PELA PAZ HÁ QUE JOGAR LIMPO E SEM DEMAGOGIAS

Só haverá perdedores se o processo descarrilar…
Por: Noé Nhantumbo
A luta política que se desenrola em Moçambique exibe contornos complicados na medida em que os protagonistas actuam de maneira dúbia e muitas vezes sem a clareza que se impõe.
Há como que uma mistura permanente de interesses individuais com os públicos acompanhado de uma relutância em incluir os outros no projecto de construção da nação moçambicana.
Uns que por circunstâncias históricas tiveram se encontram no poder e outros que se bateram para alterar o quadro político nacional aparecem monopolizando ou querendo monopolizar o que se faz em termos políticos no país.

Por razoes várias mas sobretudo por causa do que se pode denominar de astúcia de uns e infantilismo político de outros todo o processo de democratização após o Acordo Geral de Roma aconteceu sob o signo da fraude e da manipulação.
Os detentores do poder fortemente apoiados por interesses corporativos e governamentais de países como Espanha, Itália e Portugal puseram em marcha uma estratégia de açambarcamento das potencialidades do país. A banca, a indústria e a agricultura comercial de vulto foram tomados por interesses portugueses, sulafricanos.

A indústria e a construção civil forma tomados ou entregues ao desbarato a interesses italianos e sul-africanos com alguma presença assinalável de interesses portugueses. No turismo para da intervenção promíscua e em certa medida ilícita de integrantes moçambicanos que ocupam cargos no governo sentese a presença em peso de interesses portugueses.
Aos vencedores efectivos da guerra civil, os que conseguiram pela força das armas inviabilizar o projecto que o governo da Frelimo tinha para com ao país nada ficou reservado.
Da euforia da vitória e das benesses que a comunidade internacional aparecia disposta a conceder, viu-se muitos exguerrilheiros com indubitável competência militar, serem embrulhados e habilmente adormecidos. O famoso “trust fund” cedo acabou e os problemas começaram.
Seria interessante saber o que fez a ONUMOZ e seus observadores nas primeiras eleições multipartidárias. Existe a percepção de que havia instruções prévias para não permitir que a Renamo fosse vencedora das eleições mesmo que o número de votos arrecadado fosse superior aos da Frelimo e seu candidato.

Uma dose de paternalismo no sentido de decidir o que era melhor para os moçambicanos por parte de chancelarias ocidentais terá influído para os resultados finais anunciados pela CNE. Interesses económicos relacionados com a exploração de recursos naturais no país terão jogado a favor da Frelimo na medida em que quase todos os recursos em exploração na altura estavam nas mãos de portugueses e espanhóis. A Itália tinha se constituído num parceiro de peso do governo moçambicano e suas empresas não tardaram a lucrar com esse posicionamento de seu governo.
Albergar as negociações de paz que conduziram eventualmente ao acordo de 4 de Outubro teve sem dúvidas os seus dividendos para variados “parceiros”. Cada um ganhou a sua parte. Se a por exemplo a Lonrho teve facilidades em dominar o sector algodoeiro nacional isso deve-se a intervenção de seu PAC como facilitador no processo. A CMC e como sabemos italiana, país que deve ter tido a maior contribuição financeira e política para o sucesso das negocia coes entre o governo da Frelimo e a Renamo. Em política nada acontece por acaso e o que aconteceu a posterior foi devido a todo um xadrez que foi sendo montado com alguma mestria.
Passados alguns anos a liderança da Renamo verificou que estava na “estaca zero”.
Eleitos sempre com suspeitas de fraude, falta de tratamento condigno aos seus guerrilheiros que integraram as FADM, falta de progressão na carreira militar para os mesmos e desmobilização ou passagem à reserva precoce, descriminação no acesso a formação avançada tornaram as coisas complicadas para a liderança da Renamo. Embora houvesse e haja todas as condições para acomodar materialmente boa parte da liderança esta tem por via da história e mesmo de suas aspirações políticas de prestar contas aos seus membros e especialmente para os exguerrilheiros.
Uma estratégia de corrosão activa embora lenta da Renamo, infiltração e subversão, aliciamento de seus membros por via da oferta de facilidades financeiras e de credito nos bancos sob seu controle da Frelimo acabaram tendo os seus efeitos.
Uma prestação sem a pujança e a qualidade dos primeiros pleitos eleitorais no sistema pluralista levou a redução drástica dos membros da Renamo com assento no Parlamento.
E o que acontece nos dias de hoje, com desinteligências entre Afonso Dlakama e seus deputados na Assembleia da República levaram que líder da Renamo ignorasse os meios políticos e avançasse para uma área onde ainda mantém controlo de seus ex-guerrilheiros.
O líder da Renamo é político adulto e sabe que se a Frelimo não aceita um diálogo sério sobre a condução dos assuntos políticos e económicos do país apoia-se no controlo das FIR e das FADM.
Mas é sabido quão relativo é de facto esse controlo. Durante a guerra civil todos sabem que o exército governamental, fortemente apoiado por forças militares tanzanianas, assessores cubanos, alemães da ex-RDA, da ex-URSS, contingentes consideráveis do Zimbabwe não levou de vencida. A guerrilha da Renamo foi efectiva e seus integrantes saíram da guerra como um experiencia acumulada que não se pode menosprezar.
Dizer que não há condições para o regresso à guerra é uma afirmação que não corresponde à verdade.
Nunca ninguém sonhou que a Costa do Marfim algum dia teria uma guerra civil. Mubarak. O coronel Kadafi e seus filhos bem como sua corte jamais imaginariam que sairiam de Tripoli a correr.

É preciso que os políticos dignos desse nome aprendam rapidamente com a história e que façam tudo para preservar uma paz que tenha sentido e seja do interesse dos cidadãos.
A apropriação do país por uma clique que se julga mais moçambicana que todos é um dos caminhos que tem potencial de levar o país de volta à guerra.
Sejamos honestos e objectivos nas nossas considerações e analises para não enganemos os outros e a nós mesmos.
Desenvolvimento e progresso, acesso as possibilidades e potencialidades do país não é um favor que alguns concedam a maioria mas sim uma obrigação de governantes sensatos e comedidos.
A distribuição pontual de regalias, cargos governativos e na esfera de defesa e segurança a alguns naturais do centro e norte do país, não retira aos cultores da “teoria do Império de Gaza”, material para sustentar que o Sul do país colhe benefícios especiais na esfera económica e política.
Os que dizem que Maputo é o país e que o resto é só paisagem continuam a ter razão porque as assimetrias não param de crescer. Basta de demagogias e de presidências abertas que só consomem recursos escassos.
É preciso que o PR se engaje com a responsabilidade que o cargo lhe confere, ao árduo trabalho de tudo fazer, para evitar que os ânimos se exaltem e que alguns oportunistas no seio de seu partido e de outras forças políticas lancem os moçambicanos para mais uma aventura fratricida. O PR tem de compreender que há gente no seio de seu partido interessada que ele falhe.
Queremos a paz mas não qualquer paz. Uma paz em que os moçambicanos tenham dignidade e recebam pelo que façam e não sejam sujeitos entregues à mendicidade e ao crime para garantirem a sobrevivência.
Centenas e centenas de jovens e crianças em idade escolar percorrem ruas de cidades e vilas, fazendo trabalho infantil, explorados por seus compatriotas na impossibilidade de acesso à escola e ao emprego.
A prostituição não pode ser a via de solução dos problemas e necessidade de elevado número de raparigas deste país.
Os velhos, deficientes tem de encontra estruturas governamentais de apoio efectivo e não o insulto que são os valores actualmente atribuídos enquanto uma minoria de titulares de cargos governamentais esbanja o que até é de todos…
Fonte: Diário da Zambézia - 07.10.2011

Sunday, October 9, 2011

PAHUMO “ataca” Pemba

O PARTIDO Humanitário de Moçambique (PAHUMO) acaba de apresentar o seu candidato à presidência do município de Pemba, na eleição autárquica intercalar a ter lugar a 7 de Dezembro.

Maputo, Segunda-Feira, 10 de Outubro de 2011:: Notícias
Trata-se de Emiliano Moçambique, de 50 anos de idade, natural da Maganja da Costa, residente em Pemba há 15 anos e funcionário reformado das Telecomunicações de Moçambique (TDM).

Moçambique terá como adversários nesta corrida, Tagir Carimo, suportado pela Frelimo e Assamo Tique, pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM).

O candidato do PAHUMO foi apurado no decurso de um encontro da comissão política da organização que tinha como ponto único a procura de um concorrente consensual para esta eleição.

Cornélio Quivela, presidente do PAHUMO mostrou-se entusiasmado com o apuramento de Emiliano Moçambique afirmando que este reúne os requisitos para dirigir a cidade de Pemba.

“Emiliano Moçambique não é mais um candidato, mas sim o candidato certo para dirigir a cidade de Pemba”, disse Cornélio Quivela.

Entretanto, o candidato do PAHUMO, falando após a sua eleição como candidato, disse que caso vença a corrida eleitoral dedicará todas as suas energias na busca de soluções para os múltiplos problemas que enfermam o município.

Aliás, mostrou-se disponível a colaborar com todos os munícipes para que a sua eleição se transforme em realidade já a partir de 7 de Dezembro.

A eleição intercalar neste município decorre do facto de muito recentemente o ex-titular do cargo, Sadique Yacub, ter resignado alegadamente por razões de saúde.

Tratando-se de uma altura em que faltam mais de doze meses para o final do mandato das autarquias locais, a lei-base sobre a matéria impõe a realização de um escrutínio intercalar. O mesmo vai acontecer em Cuamba, na província do Niassa e Quelimane, na Zambézia, onde os titulares eleitos em 2008 renunciaram os seus mandatos.

Fonte:Noticias

19 Killed as Egypt Christians Riot Over Church Attack



Army soldiers run after Egyptian Coptic demonstrators by a burning civilian vehicle during cashes with Egyptian Army soldiers in Cairo, Egypt Sunday, Oct. 9, 2011. .

Egyptian medical sources say at least 19 people were killed and 150 injured Sunday when Coptic Christians protesting a recent attack on a church clashed with security forces in the capital, Cairo.

Rioters used firebombs, set army vehicles on fire and battled with security forces outside the state television building, in Egypt's latest sectarian flare-up. Hundreds of protesters fought with police, some of them tearing up pavement and using rocks for ammunition.

Christian protesters said their demonstration began peacefully but that plainclothes police attacked them. The protests later spread to Tahrir Square, the focal point of the February uprising that ousted former president Hosni Mubarak.

In the past few weeks, riots have broken out at two churches in southern Egypt, prompted by Muslim crowds angry about church construction.

One clash took place near the city of Aswan, after church officials agreed to a demand by local ultra-conservative Muslims, known as Salafis, that a cross and bells be removed from the church building.

Aswan's governor, Mustafa Kamel al-Sayyed, is also reported to have suggested that the church does not have legal authorization. Protesters said Sunday they are demanding the governor's ouster after the church was partially demolished last week.

Christians make up about a tenth of Egypt's 80 million people and often face attacks from Islamic extremists. Copts joined with Muslims during the protests that ousted Mr. Mubarak, but sectarian troubles have since intensified.

Egypt has been considering new laws designed to stem sectarian violence, including banning protests at places of worship and the use of religious slogans to incite hatred.

In May, 12 people were killed in sectarian clashes between Christians and Muslims after rumors spread that Christians were holding a woman who had converted to Islam.


Fonte: VOA

Friday, October 7, 2011

Zâmbia: Michael Sata nomeia um branco (Guy Scott) para vice-Presidente da República



Guy Scott, filho de imigrantes britânicos no que era chamado de Rodésia do Norte (Zâmbia) acredita que a sua nomeação, semana passada, para o cargo de vice-presidente do país, poderá abrir caminho a que outros países africanos sigam o exemplo e que se reconciliem com a sua história colonial e ultrapassem o preconceito racial.

Acredita-se que Scott seja o primeiro homem de raça branca a ocupar tão alto cargo num governo africano desde o fim do apartheid na África do Sul, em 1994.

Scott ganhou por esmagadora maioria no seu círculo eleitoral, mês passado, e daí ser nomeado vice-presidente pelo Presidente Michael Sata.

Na sua primeira entrevista internacional, Scott disse que “sempre suspeitei que a Zâmbia está a passar de uma condição pós-colonial para de cosmopolita. A mentalidade das pessoas estão a mudar. Já não cruzam os braços a pensar o que é que estava mal no colonialismo”.

A uma pergunta sobre se ele consegue imaginar um vice-presidente branco no Zimbabwe, Scott disse que “nós estamos independentes desde 1964 e talvez estejamos bem mais adiantados no jogo de ‘perdoar e esquecer’. Não penso que o racismo tenha mais tempo de duração no Zimbabwe. Talvez esta seja uma lição que vai ser imitada por outros países em África.”

Fonte: RM