BLOG DEDICADO À PROVINCIA DE NAMPULA- CONTRIBUINDO PARA UMA DEMOCRACIA VERDADEIRA EM MOCAMBIQUE

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Saturday, May 7, 2011

Brasil financia materialização de um sonho colectivo




Aeroporto Internacional de Nacala

O cenário não podia ter sido melhor para um evento histórico. É que, dois anos após o início das negociações com o Brasil, visando a construção do Aeroporto Internacional de Nacala, a cidade do Rio do Janeiro - a cidade maravilhosa - no Brasil, acolheu a assinatura do acordo de financiamento da infra-estrutura, materializando, desta feita, um dos grandes projectos preconizados pelo Governo no presente mandato.
Este acto revestiu-se de grande importância na medida em que se trata do primeiro financiamento que entidades financeiras brasileiras concedem ao nosso país e, no caso vertente, a empresa Aeroportos de Moçambique foi a mais beneficiada.

São 80 milhões de dólares norte-americanos que serão desembolsados pelo banco estatal brasileiro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social.

O acordo foi rubricado pelo ministro moçambicano das Finanças, Manuel Chang - em representação do governo moçambicano - e por Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil.

Este acto foi testemunhado pelo ministro moçambicano dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula; Presidente do Conselho de Administração da empresa Aeroportos de Moçambique, Manuel Veterano; embaixador de Moçambique no Brasil, Murade Murargy; embaixador do Brasil em Moçambique, António José de Souza, bem como pelo director Superitendente da Construtora Norberto Odebrecht, Luis Manuel.

As obras de transformação da base aérea de Nacala em aeroporto internacional, adjudicadas à empresa brasileira Odebrecht, estão já em curso. A obra ficará pronta dentro de 24 meses ou seja, até Janeiro de 2013 a obra será uma realidade.

As obras consistem na construção de terminais de passageiros e de carga e torre de controlo e proceder à repavimentação da pista de aterragem, que ficará com 3 400 metros de comprimento e capaz de receber aeronaves dos tipos Boeing 757 e 767.

Uma vez concluídas as obras, o aeroporto de Nacala vai poder receber aviões de grande porte e espera-se que venha a movimentar entre 500 mil a 600 mil passageiros por ano.

O custo global da obra

Os 80 milhões USD vêm juntar-se aos restantes 40 milhões USD, totalizando 120 milhões necessários para a materialização deste projecto. A transformação da base aérea em aeroporto civil representa um contributo na oferta de novas oportunidades para a economia moçambicana e para o desenvolvimento do corredor de Nacala que neste momento já tem um sistema ferroviário e marítimo, no caso em apreço, um porto de águas profundas
Fonte: O país

Wednesday, May 4, 2011

Carvão de Moatize: Vale passa a produzir em grande escala



A EMPRESA mineira Vale de Moçambique passará a partir do próximo domingo a produzir a partir de Moatize, cerca de um milhão de toneladas de carvão por ano, contra as actuais 30 mil toneladas. Com este passo, o nosso País passa a produzir carvao em grande escala, prevendo-se que anualmente a producao aumente gradualmente ate atingir dez milhões de toneladas anuais nos próximos dez anos.

Maputo, Quarta-Feira, 4 de Maio de 2011:: Notícias
“A partir de domingo, dia 8 de Maio corrente vamos deixar de falar de projecto e começar a falar do empreendimento do carvão de Moatize. Ate agora falávamos do projecto de carvão de Moatize, mas queremos passar a dizer que Moçambique vai passar à produção em grande escala”, disse ontem a jornalistas, na Cidade de Cabo, África do Sul, a ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias.

A governante, que a partir de hoje irá participar no Fórum Económico para África, afirmou que a expectativa do governo é que parte do carvão que estiver direccionado para Moçambique possa ser efectivamente usado no pais para o desenvolvimento de outras indústrias.

“Essa produção vai contribuir em larga medida não só pelos impostos que a empresa Vale vai pagar, mas também pela geração de emprego. Queremos também que este empreendimento traga outras indústrias não só baseadas no carvão, mas que possam também prestar serviços”, disse.

Esperança Bias, afirmou que outros projectos passarão ainda este ano para a fase de produção. Entre eles encontram-se o projecto de carvão de Benga e as minas de tantalite em Moiane, no distrito de Gilé.

“Queremos que a actividade mineira de facto possa ser integrada na economia do pais e possa contribuir em grande medida para o desenvolvimento de Moçambique. Também queremos na área mineira haja empresas que possam adicionar valor naquilo que são os nossos minerais”, afirmou.

De entre os projectos que deverão passar à fase de produção ainda este ano, a ministra Esperança Bias falou também de um destinado à produção de fosfatos em Nampula.

“Com a extracção de apatite é possível ter calcário e ferro e em função das quantidades disponíveis vale a pena pensar nas indústrias de ferro e cimento com base nesses subprodutos”, afirmou.

A governante lembrou que Moçambique já está a explorar minas de areias pesadas desde 2007.

“Queremos que haja empresas que venham prestar serviços em Moçambique, pois há uma grande actividade geologico-mineira, mas há uma insuficiência de prestação de serviços. Ha muitas poucas empresas que fazem pesquisa e isto e o que nos queremos neste momento. Não queremos exportar matéria prima em bruto, mas sim fazer um pré-processamento ou mesmo um processamento final em Moçambique”, disse

Fonte: Jornal Noticias

Comando provincial da PRM desconhece as motivações mas agentes estão com medo de Dhlakama

Os recentes acontecimentos de Marínguè, colocaram em pânico os agentes da PRM que está a manter sob vigilância o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, e exigem reforço, com mais e melhores meios, ou a abolição das três unidades.



Nampula (Canalmoz) – O Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, através do seu porta-voz, Inácio Dina, mostrou-se incapaz de esclarecer os motivos que nortearam a tomada de uma decisão que não agrada aos munícipes, que proíbe o acesso aos passeios que circundam a residência oficial do governador provincial, Felismino Tocoli.

Dina respondia a questões do Canalmoz na manhã desta terça-feira, à margem do habitual briefing com a Imprensa e em nenhum momento conseguiu, com precisão, esclarecer o facto da tomada daquela medida de segurança, limitando-se apenas a afirmar que a mesma deve ser colhida pelos cidadãos no sentido positivo, pois ele considera como não sendo “proibição, como as outras esferas querem fazer acreditar”.

Num outro desenvolvimento, o nosso interlocutor avançou que “há medidas que podem precipitar a tomada de decisões”. Deixava assim claro que foi uma medida precipitada, e mostrava também que desconhece as razões eu levaram a que a FOPAI, Força de Protecção de Altas Individualidades, se decidisse pela criação de uma cancela humana para não permitir o acesso dos cidadãos aos passeios da residência do governador Tocoli, prática que foi habitual nos tempos do monopartidarismo e do regime totalitário.

Inácio Dina tentou fazer acreditar que a tomada desta medida se deve, provavelmente, a algum indício da perturbação da ordem e tranquilidade públicas e não descorou a hipótese de que as recentes declarações do partido Renamo face a manifestações tenham contribuído.

O porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, Inácio Dina, procurou depois convencer à Imprensa que “não é uma proibição negativa”, o que suscitou incómodo nos presentes.



Vigilância a Dhlakama

Entretanto, o Canalmoz tem informações segundo as quais os agentes que garantem a vigilância do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, na rua das Flores, cidade de Nampula, estão inquietos com os recentes acontecimentos de Marínguè, em Sofala.

Muitos dos agentes andam com medo e pensam que os mesmos poderão acontecer em Nampula. “Porque os movimentos que estamos a ver estes dias não são de brincadeira”, disse-nos um dos elementos da guarnição imposta à residência de Dhlakama.

Convidado a tecer comentários a este assunto, Inácio Dina, porta-voz da PRM em Nampula, disse não dispor de nenhuma informação oficial, mas também não negou que haja este medo por parte daqueles agentes, por isso considera que “este trabalho acarreta risco, até da própria vida”. Depois reconheceu: “é uma inquietação legítima e deve ser tratada em fóruns próprios para ter solução”.



Ocorrências

Contudo, a PRM entende que o fim-de-semana de 1 de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, foi calmo pese embora se tenha registado uma tentativa de homicídio, no bairro de Namutequeliua, bem concretamente na zona de Nampaco, arredores da cidade de Nampula, onde um jovem de trinta anos que responde pelo nome de Raimundo Artur tentou sem sucesso tirar a vida da sua esposa de vinte e oito anos de idade, Joaquina Ernesto, atirando-a a um poço de água. Pela prontidão do socorro salvou-se e neste momento o indiciado de tentativa de homicídio encontra-se sob custódia policial.

Foram igualmente registados quatro casos criminais, sendo dois furtos, um roubo e um fogo posto. Este último registou-se no distrito de Mogovolas.

Em três acidentes de viação, foram registados três óbitos, um ferido grave e avultados danos materiais, sendo a origem dos mesmos o choque entre carro e motorizada, queda de passageiros e excesso de velocidade. (Aunício da Silva)

Fonte:Nampula (Canalmoz)

Os interesses empresariais do MBS

Maputo (Canalmoz) -

A 1 de Junho de 2010, o cidadão Mohamed Bachir Suleimane (MBS), foi declarado pela administração de Barack Obama, como “Barão de Droga” e colocado na principal lista desses perigosos indivíduos para os Estados Unidos da América. No dia 2 de Junho de 2010, quando a notícia corria o mundo, Bachir, fazendo-se acompanhar pelo seu advogado Máximo Dias, concedeu uma conferência de imprensa, alegando ser falaciosas as acusações que lhe imputavam. A Procuradoria-Geral da República (PGR), dada a gravidade das acusações contra um cidadão nacional, através do Gabinete de Combate à Droga, criou uma equipa, para a qual foram chamados dois agentes da Policia de Investigação Criminal, para investigarem o MBS. Na abertura do ano judicial, o bastonário da Ordem dos Advogados, alertou a sociedade que o silêncio à volta das investigações, “era preocupante”. O PGR, Augusto Paulino, disse a semana passada no seu informe ao parlamento que aquele órgão não encontrou nada como resultado do seu processo de averiguações.

O Canal de Moçambique, a propósito, esteve a investigar os interesses empresariais de MBS e apurou que as empresas apontadas pelo departamento de Tesouro americano não estão matriculadas em nome de Mohamed Bachir Suleimane (MBS) que ostenta, segundo o despacho do presidente Barack Obama, a partir de informações do Tesouro americano, cinco nomes diferentes em outros tantos passaportes moçambicanos.



Empresas do grupo MBS matriculadas sem nome de Bachir

O Departamento do Tesouro dos EUA sancionou três empresas do grupo MBS e proibiu os seus cidadãos e funcionários de fazerem compras naquele grupo. Em conformidade com a Lei dos Barões da Droga, o Gabinete de Controlo de Bens Estrangeiros do Departamento do Tesouro (OFAC) designou o Grupo MBS Limitada, Grupo MBS – Kayum Center, e o Maputo Shopping Center como Traficantes de Narcóticos Especialmente Designados, devido ao facto de serem propriedade de Mohamed Bachir Suleimane ou estarem sob o seu controlo.

Na verdade, segundo apurou a investigação do Canal de Moçambique, nenhuma de empresas também sancionadas pela Administração Obama, tem no seu registo directamente o nome de M. Bachir Suleimane.

Desde a construção do majestoso shopping – que tem o “Guebuza Square”, como atracção – os empreendimentos da família de Bachir vem sendo feitos pela esposa e filhos. Nada está feito em nome do grande patrão do MBS. Tudo está encoberto pela família.

Em 2006, de acordo com o Boletim da República nº 43, da III serie, Momade Kayum Bachir, um dos filhos de Mohamed Bachir Suleimane, constituiu juntamente com Vladimir Domingos Rafael Manuel, Diederick Johanes Gilliland, Gracinda Abiatar Mutemba Tivane e Johann Andreas Rautenbach, a Moçambique Construções, limitada. O capital social desta empresa, à data da sua constituição foi de cem mil meticais da nova família, o metical corrente.

No mesmo ano, em Dezembro, Momade Kayum Baschir, junto da Abida Banu Mussa – esposa de Baschir Suleimane e dos irmãos Vali Momade Baschir e Saif Momade Baschir, constituiram em sociedade, o Maputo Shopping Center, Limitada.

Em 2007, Momade Kayum Bachir constitui com os irmãos Vali Momade Suleimane e Saif Momade Suleimane, o “Hiper Maputo, Limitada”.

No ano passado, os filhos de M.Bachir S. e esposa, juntaram-se a Akilis Jorge Macropulos, Kimon Manuel Macropulos e a João Romeu Martins de Carvalho, ao adquiriram parte das acções da PROTAL, quando esta alterou o seu pacto social.

Este ano, os irmãos Momade Kayum Bachir e Vali Momade Bachir, constituíram a Maputo Game Center, que tem como objecto social “a realização de actividades relacionadas com a exploração e gestão de jogos de entretenimento...”.

O único registo de sociedade em que Mohamed Baschir Suleimane se encontra matriculado, trata-se da Edge Tecnologias, Limitada. Esta segundo o Boletim da República nr. 13, de 29 de Março de 2006, é uma sociedade que MBS tem com a “Africom, Limitada”, “Delta Trading e Companhia Limitada”, “Niza, Limitada” e a “Kangela Comercial”. O objecto social da Edge é “a) A produção, distribuição e comercialização de todo o tipo de produtos, tecnologias e serviços dos sectores de telecomunicações dos mercados fixo e móvel, audiovisual e tecnologias de informação, e comunicações em geral, no quadro da legislação nacional e internacional aplicável; b) A importação e a exportação ou reexportação de equipamentos, aparelhos, materiais, produtos e tecnologias, no âmbito dos fins que prossegue, e bem assim; c) Quaisquer outros negócios que os sócios resolvam explorar e sejam permitidos por lei;”

Que implicações para MBS se ele não esta matriculado nas empresas sancionadas?

Sendo que o cidadão Mohamed Bashir Suleimane (MBS), não se encontra matriculado nas empresas sancionadas pelo Departamento do Tesouro Americano, conforme apurou a investigação do Canal de Moçambique, fomos buscar o parecer de juristas sobre que implicações isso pode ter.

Um jurista disse-nos que as empresas sendo de familiares e não constando o nome de MBS, não significa que não possam ser sancionadas. Explicou que as movimentações de dinheiro, certamente foram e são feitas pelo MBS, em nome das empresas, independentemente dele fazer parte das empresas, como sócio. Certamente tem mandato, procuração ou é comissário com poderes para fazer as movimentações de dinheiro. Ou então tem a sua assinatura nas contas bancárias da empresa.

O Canal de Moçambique apurou ainda, de fontes insuspeitas que MBS é quem movimenta as contas bancárias de Saif Momade Bachir, o seu filho menor. Até ser declarado “Barão de Droga”, Saif Momade Bachir, estudava na escola americana de Maputo, e quando o pai foi declarado “barão da droga”, aquela escola cancelou a sua matrícula. Esse facto levou MBS a aparecer aos prantos no canal televisivo estatal.

Outros juristas explicaram-nos que o próprio MBS acabou de certa forma assumindo a liderança das empresas do grupo com as iniciais do seu nome.

“Ao aparecer publicamente”, explicaram-nos, “a repudiar as alegadas acusações mostrando que é um “empresário de sucesso”, então é lógico que se pense que ele participa nessas empresas com lucros de actividades ilícitas”.

É preciso também lembrar que em Moçambique as três empresas citadas não foram sancionadas, mas indivíduos e empresas que tenham ligações com os americanos ou com algum sector da economia americana, são aconselhadas a não negociarem directa ou indirectamente com o Grupo MBS porque podem estar a contribuir para as suas alegadas actividades ilícitas.

O MBS, para além de ser um nome, é um grupo, por isso, faz sentido que todo o grupo seja alvo de investigação, na medida em que o “patriarca”, Sr. Bashir foi quem construiu o império que está agora nas mãos de seus familiares.

Os juristas a quem pedimos esclarecimentos explicaram-nos ainda que o direito penal rege-se pelo princípio da presunção da inocência e também pelo princípio da individualidade ou pessoalidade da responsabilidade criminal.

Uma vez que quem esta na lista negra de Casa Branca é o pai Bachir poderá ele participar de alguma forma nas tais empresas citadas, porque muito provavelmente contribui para elas com recursos obtidos em actividades ilícitas.

Se fosse o caso tratado a luz do direito moçambicano, continuaria a responsabilidade individual do Sr. Bachir e a sua família seria chamada à responsabilidade na medida da sua participação nas actividades do Bachir. Ai teria que ser avaliado até que ponto cada filho ou neto sabia das actividades narcotráficas do seu pai ou avô e até que ponto decidiram colaborar com o “grande patrão Bachir”. Só assim é que seriam responsabilizados.

O passo seguinte seria ver, nas empresas em que cada filho ou neto é proprietário, com que proporção proveniente do narcotráfico contribuiu para a sua construção.

No nosso direito, pais ou filhos nunca serão julgados como encobridores de um e do outro. Por isso, Bachir não é obrigado a denunciar seus filhos ou netos e nem estes são obrigados em relação aos seus pais.

Quem acusa tem a obrigação de provar o envolvimento tanto do pai como dos filhos, netos, esposas e outros.

Também, o que acusa, poderá provar se na verdade Bachir é ou não o dono das empresas, na medida em que não são poucas as vezes em que pessoas esclarecidas recorrem a fraudes para encobrir bens ilicitamente adquiridos.

A simulação pode ser uma das formas. Simular um registo, uma doação, uma venda, enfim, enquanto na verdade só se está a encobrir a titularidade ou um outro propósito ilícito. (Luís Nhachote)

Paquistão critica EUA e diz ter indicado esconderijo de Bin Laden




O governo paquistanês criticou declarações feitas por autoridades americanas de que o país não era confiável e por isso não foi informado dos detalhes da operação que matou Osama Bin Laden.

O diretor da CIA, Leon Panetta, disse que nenhuma informação de inteligência foi compartilhada com o Paquistão devido a temores de que o sucesso da operação fosse colocado em risco.

Mas o ministro do Exterior paquistanês, Salman Bashir, disse à BBC que esta visão é "desconcertante" e que seu país teve um "papel fundamental" na luta contra o terrorismo.

Bashir disse que Panetta tem direito a suas opiniões, mas que o Paquistão cooperou amplamente com os Estados Unidos.

Ele disse que o complexo em Abbottabad onde Bin Laden foi encontrado e morto no domingo já havia sido identificado como suspeito há algum tempo pelos serviços de inteligência do Paquistão (ISI), mas que foram necessários os abundantes recursos dos Estados Unidos para determinar que se tratava do esconderijo do líder da Al-Qaeda.

"Na maioria das coisas que aconteceram em termos de luta global anti-terrorismo, o Paquistão teve papel fundamental", disse Bashir. "Então é um pouco desconcertante quando temos declarações como esta."

"Incompetência"
Na terça-feira, o Ministério do Exterior do Paquistão defendeu o ISI e divulgou uma longa nota expressando "profundas preocupações e reservas" sobre a ação americana.

O Ministério insistiu que ações unilaterais não podem se tornar norma e enfatizou que a inteligência paquistanesa vinha compartilhando informações com os Estados Unidos nos últimos anos.

"Em relação ao complexo em questão, ISI tem compartilhado informações com a CIA e outras agências de inteligência desde 2009."

De acordo com analistas, se Bin Laden estava realmente escondido no local há cinco anos, como se suspeita, as autoridades paquistanesas foram incrivelmente incompetentes ou estavam protegendo o líder da Al-Qaeda. A mansão de Bin Laden ficava a menos de um quilômetro da Academia Militar do Paquistão, a maior do país.

Detalhes
A Casa Branca vem divulgando detalhes da operação que matou Osama Bin Laden, incluindo o fato de que ele estava desarmado quando foi alvejado, após resistir à prisão.

Dois de seus mensageiros e uma mulher morreram no ataque, enquanto uma das esposas de Bin Laden ficou ferida.

Os Estados Unidos não fizeram comentários sobre ninguém que foi capturado, revelaram apenas que o corpo de Bin Laden foi sepultado no mar. No entanto, a declaração divulgada pelo Ministério do Exterior paquistanês dizia que o restante da família de Bin Laden "está agora em segurança e sendo tratada de acordo com a lei".

Autoridades americanas vem discutindo como e quando divulgar as fotos do corpo de Bin Laden como forma de jogar por terra teorias que defendem que ele não morreu.

O porta-voz da Casa Branca Jay Carney disse que a imagem "pavorosa" poderia ofender algumas pessoas, mas Panetta disse que não há dúvidas de que, em algum momento, ela terá de ser trazida a público.


Fonte: BBC Brasil