BLOG DEDICADO À PROVINCIA DE NAMPULA- CONTRIBUINDO PARA UMA DEMOCRACIA VERDADEIRA EM MOCAMBIQUE

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Tuesday, November 30, 2010

ECONOMIA SEM A "POLITICA"?




O Descusro do Sr. Presidente da Libia trouxe a claridade daquilo que sempre se pensou sobre os líderes Africanos. Assim, quando cuidadosamente se dar uma olhada nas foto dos lideres Africanos, pode se observar que na maioria deles estao cansados e mesmo de pe nao conseguiam ficar.Dei uma olhada cuidadosa, e conclui que muitos deles se tornaram Presidentes deste as independencia dos seus paises ate a data, ou foram ministros varias vezes e agora estao a servir como Presidentes. Esse é o caracter dos politicos Africanos. Nao precisam de "política" apenas precisam economia.

A pergunta é : Como uma economia pode ser erquida sem uma politica uniforme e democratica?

E'dificil de entender o discurso do Sr. Presidente Kadafi. Entratanto para muitos Africanos nao constitue uma novidade o discurso do Senhor Kadafi que junto com a sua magnada defende a vatalicidade e o infinito dos seus poderes.

O kadafi certamente falou em nome de todos ali presentes, “África precisa de economia e não de política”,. Esta é a ideologia dos lideres Africanos que acreditam que um desenvolvimento economico dum país nao requer fe uma poltica de boa governaçao.

Nao existem duvidas que ali o kadafi estava se defender junto com os seus lacaios ditactores Africanos contra os defensores da democracia e boa governaçao. Deve se ter a certesa que o Sr. Pr Roberto Mugabe do Zimbabwue gostou do discurso e o Jose eduardo dos santos de Angola aplaudiu demais em favor do discurso do Kadafi.

Mas que Africa é essa nossos líderes querem nos deixar?
Uma África com ausencia de politica? Um continente dominado por ditactores? Por isso a imigraçao na África para os continentes mais ricos do mundo nao parará, pois os Africanos fogem da pobreza e uma das razoes que provoca a pobreza na Africa é a falta da política democratica eficiente, que faz com que a economia nao seja bem gerada e planificada devido da dominaçao definitiva dos governos paroquiais e vitalicios.

É a falta da boa politica que faz com que os homens Áfricanos sobretudo"academicos" se refugiam para Europa,EUA e alguns países da America latina.
É a falta de politica que faz com que os lideres Áfricanos tendem ser vitalicios e Ditactores. E'por falta de politica que a pobreza torna cada vez mais grande. E'falta de poítica Senhores Presidentes Africanos.
Pocurem maneiras de nao exluir a boa politica de governaçao porque é so com ela que se pode alcançar medidas economicas que possa contribuir no desenvolvimento do nosso lindo continente.

Uma boa politica, em fim uma boa deplomacia é importante e necessária no desenvolvimento de um país.

África precisa politica sim! Precisa uma politica onde o poder do povo é respeitado e obedecido.Precisa a politica com pessoas maduras no poder ,fora dos Ninjas que assaltam o poder do povo para sempre. Africa precisa politica de eleiçoes sem fraudes, tambem uma politica onde o povo Africano possa confiar o seus líderes.

Sim Sr. Presidente Kadafi;
Sim Sr. Presidentes Africanos; Africa chora já desde a muito tempo para uma boa política.

Abraços!!

Kadafi compara FMI e Banco Mundial à Al-Qaeda de Bin Laden


Na abertura da Cimeira África/União Europeia



“O FMI e o Banco Mundial destruíram a África e, por isso, a palavra terrorismo também pode ser aplicada ao Banco Mundial e a OMC, bem como a Osama bin Laden e à al-Qaeda”, afirmou Kadafi.
O líder líbio, Muamar Kadafi, advertiu ontem a Europa afirmando que, na falta de uma parceria em pé de igualdade com a África, este continente poderá ponderar noutras opções, particularmente a China, Índia, Rússia ou países da América Latina.

Kadafi falava em Tripoli, capital líbia, durante a sessão de abertura da Cimeira África-União Europeia (África-UE), um evento, de dois dias, no qual Moçambique se faz representar por uma delegação chefiada pelo Presidente Armando Guebuza.

Segundo Kadafi, com a emergência de outras potências económicas no mundo, torna-se imperativo para a África olhar para as áreas onde as condições de comércio e investimento poderão traduzir-se numa melhoria significativa das condições de vida.

Maior parceiro da África

Estatísticas da UE, divulgadas semana passada, indicam que, em 2009, cerca de 36 por cento das importações de África foram da Europa, contra 12,7 da China, 6,2 por cento dos Estados Unidos e 3,2 por cento da Índia.

No mesmo ano, 37 por cento das exportações de África foram para a UE, seguindo-se os EUA com 16,5 por cento, a China com 10,6 por cento e a Índia com 4,7 por cento.

No seu longo discurso, de pouco menos de uma hora, o líder líbio também apelou à abolição da Organização Mundial do Comércio (OMC), porque, segundo afirmou, não serve os interesses de África e de outros países em desenvolvimento.

O líder da revolução verde argumentou que a OMC exige a abertura das fronteiras de África, para aniquilar as indústrias deste continente.

Para Kadafi, a parceria entre a Europa e África falhou. O líder líbio criticou algumas organizações mundiais tais como a (OMC) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), considerando-as “terroristas”.

“O FMI e o Banco Mundial destruíram a África e, por isso, a palavra ‘terrorismo’ também pode ser aplicada ao Banco Mundial e a OMC, bem como a Osama bin Laden e à al-Qaeda”, afirmou Kadafi.

Segundo disse, a Europa insiste em falar de governação e de direitos humanos. “África precisa de economia e não de política”, declarou Kadafi.

Doravante, o continente exige uma relação “win-win” baseada em interesses mútuos e não exploração.

Kadafi disse que a África quer negociar com grupos que respeitam o seu espaço, soberania, regimes e que não interfiram nos seus assuntos internos.

Também apelou para a introdução de reformas no Conselho de Segurança das Nações Unidas, afirmando que a África exige um assento permanente para a União Africana e para União Europeia.

O estadista líbio abordou a questão da imigração ilegal para a Europa, advertindo que o seu país poderá interromper, a qualquer momento, os seus esforços para travar este fenómeno se os europeus não incrementarem a assistência técnica e financeira ao seu país.

“Nós temos que travar esta imigração ilegal. Se não o fizermos, a Europa vai transformar-se num continente negro, e será engolida por pessoas de diferentes religiões”, disse Kadafi.

O líder líbio afirmou que a Líbia não será mais o “guarda” da Europa. Aliás, a questão de imigração é um dos pontos da agenda da presente cimeira. Eventualmente, disse Kadafi, o continente “branco” poderá tornar-se “negro”.

Por isso, reiterou a sua exigência para os países europeus desembolsarem uma soma anual de cinco biliões de euros, para travar o fluxo de imigrantes africanos através do Mar Mediterrâneo.

Segundo Kadafi, a Europa deve resolver um problema que ela própria criou, explicando que apenas a Itália conseguiu entender a dimensão real do problema, daí que aquele país europeu está a cooperar com a Líbia. Esta é a razão pela qual a Itália conseguiu adiar a questão da imigração ilegal.

Kadafi considerou a sua proposta justa, pois a culpa era da colonização de África pelos europeus, motivo pelo qual cabe a estes países suportar os respectivos custos. “Os nossos recursos naturais foram roubados”, disse Kadafi.

A cimeira decorre sob o lema “Investimentos, Crescimento Económico e Criação de Emprego”, que se enquadra perfeitamente naquilo que são as aspirações dos africanos, e Moçambique em particular.

Leia mais na edição impressa do «Jornal O País

Anadarko descobre maior reserva mundial de gás natural na bacia do Rovuma


gás encontrado pela Anadarko é suficiente para desenvolver um projecto de exploração para posterior exportação do recurso

A multinacional americana Anadarko Petroleum Corporation anunciou a descoberta de maior reserva mundial de gás natural na bacia do Rovuma. A descoberta aconteceu concretamente ao longo da costa norte da província de Cabo Delgado.
“A descoberta também encontrou mais de 550 metros de rede de gás natural em vários Oligoceno de alta qualidade e Eoceno areias”, avança um comunicado de imprensa Anadarko, citado pela AIM.

O local da nova descoberta de gás (Campo da Lagosta) encontra-se próximo de onde a empresa Anadarko possui outras duas descobertas, mais concretamente nos campos de Barquentine e Windjammer. Refira-se que o gás descoberto no Windjammer ocorreu em Fevereiro de 2010, sendo que em Barquentine ocorreu em Outubro último.

Recorde-se que, em Agosto último, a Anadarko revelou a descoberta, em mar, de presença de petróleo na bacia do Rovuma. Trata-se de uma descoberta com potencial para a exploração de mais de três biliões de barris. Os americanos adiantaram ainda, na sua página de internet, que as características da zona de descoberta de petróleo em Moçambique são muito similares às do Golfo de México, nos Estados Unidos de América (EUA).

De acordo com o vice-presidente da Anadarko para exploração no mundo, Bob Daniels, a



recente descoberta de gás natural “coloca a província de Cabo-Delgado como um

potencial produtor de nível mundial de gás natural”.

O gás encontrado pela Anadarko é suficiente para desenvolver um projecto de exploração para posterior exportação do recurso.

Daniels afirmou que “será necessária uma perfuração adicional de avaliação, no local da descoberta, apesar de acreditarmos que as três descobertas anunciadas, até agora, já superam os recursos necessários para apoiar o desenvolvimento de um projecto de GNL (Gás Natural Liquefeito). Dado o comércio global de GNL e a sua indexação ao mercado global dos combustíveis, este recurso pode oferecer um valor económico enorme para Moçambique, o governo e a sociedade”.

Anadarko deverá, em breve, perfurar mais um poço de pesquisa de hidrocarbonetos, localizado a mais de 17 milhas para o sul em relação ao poço da recente descoberta. Trata-se do quarto furo a nível da bacia do Rovuma.

Noticias- O pais online

Kenya Airways explora rota Nampula-Nairobi


Terça, 30 Novembro 2010 00:00 Redacção .

"Os voos serão realizados todas as segundas e quintas-feiras, sem escalas


A companhia aérea Kenya Airways, em parceria com as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), lança no próximo dia 2 de Dezembro a sua nova rota directa Nampula-Nairobi.
De acordo com um comunicado enviado ao nosso jornal, os voos serão realizados todas as segundas e quintas-feiras, sem escalas.

O lançamento destes voos será feito em dois eventos, sendo que o primeiro irá realizar-se no aeroporto de Nampula, no dia 2 de Dezembro, onde irá ser cortada a fita cerimonial, e o segundo será em Maputo, no dia 3 de Dezembro.

Com estes voos, os residentes de um dos pólos económicos mais importantes de Moçambique e não só passam agora a ter acesso directo a Nairobi e à extensa rede global de destinos da Kenya Airways. 

Este é o 51º destino para onde a Kenya Airways viaja e o 42º em África, expandindo desta forma a rede de voos da companhia aérea.

A Kenya Airways tem crescido nos últimos anos como parte de uma iniciativa estratégica de ligar as maiores cidades africanas ao resto do mundo. 

Leia mais na edição impressa do «Jornal O País»

Monday, November 29, 2010

UTILIZAR A LUSOFONIA E A CPLP COM CRIATIVIDADE É VITAL

Contrapondo a tendência das vantagens unilaterais

Beira (Canalmoz) - O mosaico lusófono no mundo é uma realidade e os países que o compõem encontram-se em situações diferentes de desenvolvimento socioeconómico.
Embora em termos numéricos sua população não seja nada que se compare a outros grupos de países a sua importância tem crescido ao longo dos anos.
Diplomaticamente é reconhecido o papel que Portugal tem desempenhado ao nível das Nações Unidas. Economicamente Brasil pertence aos BRIC e goza de posição cimeira em áreas como a avicultura e produção de açúcar, biocombustíveis, café, pesquisa e exploração de petróleo no mar a grandes profundidades, indústria aeroespacial, extracção mineira só para citar alguns exemplos. Angola já suplantou a Nigéria como o maior exportador de petróleo africano e possui um dos mais altos níveis de crescimento económico em África.
Mas o panorama nos países da CPLP não é nenhum mar de rosas como algumas interpretações podem querer fazer crer. Como no resto dos países do mundo existem problemas e alguns deles até bastante graves.
Politicamente pode-se dizer “sem papas na língua” que há problemas de deficit democrático e de cultura democrática. Excepto Portugal, Brasil, Cabo Verde que tem realizado eleições credíveis e transparentes, todos os outros países membros da CPLP têm problemas recorrentes de eleições suspeitas e tingidas pela manipulação, fraude, eliminação de concorrentes e deturpação do quadro legal para favorecer determinados partidos.
Outro deficit que merece atenção de todos é o que os diversos interlocutores, públicos e privados estão fazendo no quadro das relações existentes entre os nossos países. Há todo um potencial de cooperação que existe mas que não está a ser aproveitado pelos países, pelas empresas, pelas instituições.
A abordagem eleita pelos governos, pelos empresários e corporações que avançam com projectos multifacetados nos mais variados países da CPLP tem sido obviamente com vista a promover operações lucrativas e neste sentido a agressividade dos intervenientes difere. As estratégias postas em prática também são outra área em que os países da CPLP ainda têm que concertar posições.
Há espaço para progredir e isso só poderá acontecer se as diversas entidades políticas e corporativas envolvidas assumirem uma postura que promova os interesses de todos.
Há espaço para mudanças em conceitos e procedimentos. Se os parceiros da CPLP não conseguirem estabelecer fundamentos práticos que conduzam a uma cooperação mutuamente frutuosa e benéfica para todos os pronunciamentos políticos vão redundar no inócuo e inconsequente.
Até aos dias de hoje e perante um quadro cheio de possibilidades e com potencialidades de todo o tipo verifica-se um fraquíssimo aproveitamento dos mesmos. Os governantes abraçando a ideia em voga de criação de organizações baseadas em alinhamentos linguísticos e históricos embarcaram, na CPLP, aparentemente sem conceitos claros sobre o que cada governo membro pretendia ver realizado ou concretizado. Por causa de custos e de agendas internas muitas acções foram sendo adiadas e outras não sendo equacionadas. Se algum ímpeto existe nas relações entre os países lusófonos é fruto de interesses empresariais que se estão adiantando ao que os políticos fazem. E esse facto tira liderança e a capacidade dos responsáveis políticos desempenharem um papel de coordenação estratégica da cooperação entre os parceiros. Fica-se por vezes com a impressão de que com a CPLP veremos os seniores submetendo os juniores como acontece com a globalização em geral das relações político-económicas mundiais.
Importa redescobrir cenários e aceitar cooperar em termos que tragam mais-valias para os parceiros e não relações de subalternidade ou de dependência.
A países como Moçambique importa colocar os seus objectivos na mesa e manifestar com vigor quais são as suas pretensões ao cooperar com o Brasil, Angola, Portugal e outros integrantes da CPLP.
Falar a mesma língua é um factor importante mas não é o suficiente para definir as relações entre países. Os interesses e a avaliação de como se promovem tais interesses em benefício de quem coopera são fundamentais para que se criem fluxos e dinâmicas apropriadas e vantajosas para as partes.
A tendência muitas vezes evidenciada de sobrepor e colocar a agenda dos que mais recursos financeiros e tecnológicos possuem à frente de tudo que se faça na CPLP pode levar a que se produzam conflitos de interesse que acabem minando a cooperação que se pretende desenvolver.
Existem condições concretas para a mudança e enriquecimento das instituições implantadas que simplesmente requerem a clarividência de governantes e comunidade corporativa e empresarial dos países que constituem e compõem a CPLP.
Há que pegar no que se tem e explorar as vantagens comparativas que todos possuem. Entrar para um caminho de diplomacia responsável que ultrapasse os estreitos corredores da defesa de lobbies que muitas vezes não passam de interesses unilaterais e descobrir as vantagens da abertura e frontalidade negocial. Defendendo os interesses nacionais muitas vezes significa abdicar do que parece à primeira vista lucro fabuloso e optar por situações de equilíbrio de vantagens sustentáveis.
Os governantes de hoje tem de com responsabilidade e clarividência abrir caminho para uma CPLP mais forte, unida e coesa na arena internacional. De nada vale continuarmos a ver um fórum que se reúne periodicamente e que só produz resoluções programáticas que jamais se concretizam.
Enquanto há travões e demoras a concretizar projectos mutuamente vantajosos outros conquistam o espaço que produtos e mercadorias provenientes da CPLP poderiam estar ocupando no mundo.
Se queremos impacto e consequência nas nossas relações temos de abraçar outra maneira de estar e de agir.

(Noé Nhantumbo)



2010-11-29 11:43:00