BLOG DEDICADO À PROVINCIA DE NAMPULA- CONTRIBUINDO PARA UMA DEMOCRACIA VERDADEIRA EM MOCAMBIQUE

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Wednesday, May 16, 2012

Pobreza é calcanhar de Aquiles do rápido crescimento económico

Moçambique Crescimento resulta em desigualdades Notícias Portuguese Moçambique: Crescimento resulta em desigualdades Moçambique poderá ocupar o segundo lugar no continente africano em termos de crescimento económico no período 2011/2015. Mas a pobreza continua a ser o calcanhar de Aquiles desse desenvolvimento, diz um relatório acabado de publicar. Segundo o grupo de personalidades “Africa Progress Panel”, liderado pelo antigo Secretário-geral da ONU Kofi Annan e do qual faz parte também a antiga primeira-dama moçambicana Graça Machel, o grande desafio moçambicano neste momento é a falta da redução da pobreza. O relatório diz que Moçambique não tem conseguido baixar a pobreza apesar dos seus níveis de crescimento. Um dos grandes perigos para Moçambique, diz o documento, é o crescimento das desigualdades entre ricos e pobres, acrescentando que Moçambique é um dos países com maior desníveis, já que 10% dos considerados ricos têm rendimentos 19 vozes superiores aos primeiros 10% dos mais pobres do país. Na introdução do relatório Annan afirma que aumentar a produtividade de pequenos produtores agrícolas é crucial para reduzir as desigualdades. Isto aliás coincide com as propostas apresentadas por um relatório da ONU sobre a situação de insegurança alimentar e que a Voz da América aborda nutra reportagem neste “site”. O documento faz notar que a produtividade agrícola em Moçambique é a mais baixa da África Austral. O ministério da planificação e desenvolvimento de Moçambique recusou-se a comentar o relatório do “Africa Progress Pannel”. Ouça a reportagem do Simião Pongoane VOA – 15.05.2012

Thursday, April 19, 2012

Eletrobras firma acordo para barragem em Moçambique

A Eletrobras firmou um acordo para construir em Moçambique uma hidroléctrica de 1.500 megawatts (MW) e duas linhas de transmissão de extensão de cerca de 1.500 quilômetros cada uma, disse o presidente da estatal brasileira, José da Costa Carvalho Neto, nesta quarta-feira.

Segundo Neto, os projectos demandarão investimentos totais de 6 bilhões de dólares.

"Uma das coisas que estão a ser estudadas é um financiamento do BNDES. Vamos verificar as condições deles", disse ele, referindo-se ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

"Há outras empresas interessadas, internacionais, porque é um projecto muito grande. A Eletrobras pode ter até 49 por cento de participação no projecto, mas o mais provável para acontecer é que fique em torno de 30 por cento."

A infra-estrutura apenas está orçada em 2,3 bilhões de dólares e as duas linhas de transmissão em 3,7 bilhões de dólares.

Segundo o executivo, um acordo de confidencialidade já tinha sido firmado entre os dois países ainda no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o projecto vem a caminhando.

Foram firmados acordos de pré-viabilidade e de estudo de viabilidade. "Se tudo passar como esperamos, o projecto vai ser feito, mas ainda falta assinar", disse.

Eles explicou que as empresas envolvidas no projecto, Eletrobras e a Electricidade de Moçambique (EDM), teriam cerca de um ano e meio para avaliar os custos e orçamento, e depois desse período seria assinado um contrato comercial para definir a participação precisa de cada envolvida.

Carvalho Neto acredita que no final do ano que vem o projecto estará pronto para ser executado e a construção levaria de três a quatro anos.

Carvalho Neto informou que recebeu nesta quarta-feira a visita de autoridades do governo de Moçambique e da empresa Electricidade de Moçambique.

Fonte: RM

Monday, April 16, 2012

Presidente Guebuza e Dlakhama encontraram-se em Nampula

Domingo, 15 Abril 2012 22:36


O presidente da República Armando Guebuza e o líder da Renamo Afonso Dhlakama estiveram reunidos na tarde deste domingo na sede do governo provincial da província de Nampula. O encontro, que durou cerca de duas horas, serviu para, mais uma vez, resolver um impasse ligado a questões de paz, democracia e bem-estar dos moçambicanos, segundo Afonso Dhlakama.

Este encontro aconteceu rodeado de secretismo, por parte do Governo central e dos assessores da Presidência da República, mas já tinha sido anunciado pela Renamo no último sábado, embora sem avançar os assuntos que iriam ser discutidos.

No fim do encontro, o líder da perdiz mostrou-se satisfeito por ter dialogado com o chefe do Estado pela segunda vez em menos de seis meses e considera que “este é um sinal de que as coisas estão a mudar para o bem e que Armando Guebuza começa a entender que é através da comunicação que as pessoas se entendem. Este encontro significa uma viragem para a solução dos vários problemas que afectam o povo moçambicano. Este era um homem duro, mas agora está a entender que o país precisa de diálogo entre as pessoas”.

Afonso Dhlakama disse ainda que em relação à invasão da delegação do seu partido pela Força de Intervenção Rápida, efectuada no dia 8 de Março, Armando Guebuza mostrou-se sensibilizado e pediu desculpas. “Eu queixe-me da provocação e ele lamentou muito. Se eu tivesse autorizado o direito de resposta o país estaria em caos”.

Aliás, antes do encontro, alguns membros da Guarda Presidencial, agentes da FIR e os homens da segurança e deputados da Renamo trocaram palavras no exterior do edifício do governo provincial. Os homens da Renamo diziam estar preparados para começar a guerra, posição reiterada pela segurança da Presidência.


Fonte: A Verdade

Tuesday, April 10, 2012

Guebuza e Coelho selam acordo que completa transferência da HCB




O Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza, e o Primeiro-Ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, assinaram esta tarde o acordo que formaliza a transferência de 7.5 % das acções da Hidroeléctrica de Cahora Bassa que ainda estavam na posse do Governo luso.

O acto marcou o ponto mais alto da visita de dois dias que Passos Coelho efectua a Maputo e que teve início na manha desta segunda-feira. Com o acordo, Moçambique passa a deter 92.5 % das acções da HCB e os restantes 7.5% que estavam na posse de Portugal passam para a empresa lusa REN-Rede de Energia.

Pela compra dos 7.5% Moçambique deverá efectuar o pagamento de 42 milhões de dólares norte-americanos, facto que deverá acontecer até Setembro de 2012, segundo explicou o Ministro da Energia, Salvador Namburete, logo após a assinatura do acordo.

Falando instantes depois das conversações que decorreram no Gabinete da Presidência da Republica, o Chefe de Estado Armando Guebuza considerou que este protocolo vai contribuir para a concretização dos projectos energéticos no nosso país.

Por seu turno, Pedro Passos Coelho disse que este acordo veio marcar novos passos no relacionamento entre Moçambique e Portugal. Para esta noite está previsto um banquete oficial que será oferecido pelo Chefe de Estado Moçambicano a delegação chefiada por Pedro Passos Coelho. Na agenda da visita para amanhã do Primeiro-Ministro Luso está prevista uma visita a um projecto social financiado pelo Governo Português.

Por Alfredo Lituri (Texto e Fotos)

Fonte :SAPO MZ – 09.04.2012

Friday, April 6, 2012

Presidente do Malawi morreu




O presidente do Malawi, Bingu wa Mutharika, morreu após sofrer um ataque cardíaco esta quinta-feira, disseram fontes oficiais. Segundo as fontes, citadas pela agências Reuters, Mutharika de 78 anos, deu entrada já sem vida no hospital Central Kamuzu, onde foi internado após desmaiar na manhã de quinta-feira.


Um repórter da Reuters em Lilongwe, a capital, testemunhou cenas caóticas no momento em que a primeira-dama Callista Mutharika e vários ministros deixavam o Hospital, onde o presidente foi internado. "Houve pânico", disse um funcionário do hospital à Reuters. "Nunca estivemos preparados para tal eventualidade. Ele sofreu uma parada cardíaca, e sua condição ainda é instável."

O Malawi, um dos países mais pobres do mundo, não tem recursos hospitalares adequados, e por isso uma ambulância deixou o hospital levando o presidente para o aeroporto, de onde ele embarcou para a África do Sul.

A vice-presidente Joyce Banda, inimiga política de Mutharika, deverá assumir o cargo em caso mas isso pode colocá-la em rota de colisão com o círculo íntimo de Mutharika, inclusive com seu irmão Peter, ministro do país, que costuma assumir o cargo na ausência do titular.

A polícia mobilizou forças na capital, tendo se posicionado nas proximidades da residência de Joyce Banda. Há indicações de oficiais militares terem assumido posições na casa do presidente, segundo testemunhas.

A doença de Mutharika despertou pouca solidariedade nas ruas de Blantyre, maior cidade do país, onde muita gente o vê como um ditador responsável por falhas económicas que causam escassez de combustível, alimentos e moedas estrangeiras.

Muito contestado

Bingu wa Mutharika chegou a presidência em 2004, e foi reeleito em 2009. Era um economista de formação que trabalhou para várias organizações internacionais dos quais o Banco Mundial (BM).

O seu poder tem sido muito contestado nos últimos meses, devido a degradação da situação económica e política do país e numerosos opositores e investidores estrangeiros criticam a sua governação autoritária.

Uma manifestação, organizada pela sociedade civil em Julho de 2011, foi reprimida pela polícia e foram mortas 19 pessoas.

Fonte: Verdade