BLOG DEDICADO À PROVINCIA DE NAMPULA- CONTRIBUINDO PARA UMA DEMOCRACIA VERDADEIRA EM MOCAMBIQUE

BLOG DEDICADO À PROVINCIA DE NAMPULA- CONTRIBUINDO PARA UMA DEMOCRACIA VERDADEIRA EM MOCAMBIQUE
ALL MENKIND WERE CREATED BY GOD AND ARE IQUAL BEFORE GOD, AND THERE IS WISDOM FROM GOD FOR ALL

Thursday, April 5, 2012

APREENDIDAS ARMAS DE FOGO DE PROVENIÊNCIA DUVIDOSA

Na posse do comandante da PRM em Nacala-Porto

-São 64 espingardas automáticas e semi-automáticas

Um total de 64 espingardas automáticas e semi-automáticas de diversos calibres e mais de cinco mil munições que se encontravam guardadas ilegalmente nas instalações do comando distrital da Polícia da República em Nacala-porto, foram apreendidas há dias pela corporação naquela região do país, num processo que, aparentemente, envolve o comandante local da PRM, Damião Moiane e outros quatro agentes subalternos, bem como gestores das empresas MOCARGO e JDIConsultores, que operam naquele município.

São armas de tipo AK-47, “Rifles” de alta precisão de tiro, munidas de mira telescópica com capacidade de atingir o alvo a uma distância de 7 mil metros, de fabrico russo, chinês e americano.

Segundo Inácio Dina, porta-voz do comando da Polícia em Nampula, as equipas técnicas mandatadas para investigar a denúncia da circulação daquele material bélico no território nampulense, chegaram à conclusão de que o mesmo era introduzido via aérea, a partir do aeroporto de Nampula, bem como marítima em Nacala.


Depois de desembarcado, num processo clandestino, o material era posteriormente “escoltado” por agentes da PRM afectos ao comando de Nacalaporto, que confessaram terem agido a mando do respectivo comandante, Damião Moiane.

Chegadas a Nacala-porto, as armas eram imediatamente acondicionadas nas instalações do Comando distrital da PRM, antes de serem novamente “escoltadas” para os navios agenciados pela MOCARGO, empresa que se presume saber o destino final das mesmas.

Para a PRM, pesam sobre o comandante Damião e outros quatro agentes subalternos, o crime de desvio de fundos do Estado. Pois que consta que o grupo teria recebido entre Maio de 2011 a Março de 2012 (data do início do esquema e da sua neutralização, respectivamente), muito dinheiro (havendo fontes que falam de pouco mais de 500 mil dólares americanos), pela logística referente ao transporte, arrecadação e escolta do armamento clandestino do material bélico.

Por lei, os valores resultantes desta actividade devem reverter para os cofres da Policia e dos serviços sociais da mesma e não para os bolsos de quem efectua a tarefa.

No transporte de uma arma de Nampula a Nacala-porto, o comandante Damião teria fixado a taxa de 15 mil meticais, para além de 7 mil/dia e 1.500 meticais, pelo acondicionamento nas instalações do comando da PRM e transporte para os navios da MOCARGO, respectivamente.

O que prova o envolvimento dos agentes da lei são os cheques nominais que as empresas MOCARGO e JDIConsultores pagavam aos homens da lei, segundo revelam os extractos bancários.

As armas foram encontradas no gabinete do comandante, chefe das operações e não na arrecadação do comando, local apropriado. Para além disso, o comandante chegou a propor a movimentação de alguns agentes envolvidos no esquema, de um local para outro onde podiam ser muito mais prestáveis ao negócio – explicou Dina.

Quanto à MOCARGO, que se presume ser a instituição que, juntamente com uma outra de consultoria denominada JDI, faziam o encaminhamento das armas para o destino final, não conseguiram provar que, para além da vocação de transporte de carga normal e actividade de consultoria, respectivamente, também podem manusear armas de fogo.

Algumas malas, onde as armas se encontram acondicionadas, ostentam nomes de empresas de segurança, designadamente MODANCE SECURITY, SEA GUARD, KENYA RISCK, BLACK PEARL, entre outras em número de nove, supostamente responsáveis pela escolta de navios cujo trajecto marítimo para os locais de destino, passa pelo golfo de Aden, na Somália, onde a acção de pirataria marítima é uma realidade.

De recordar que no dia 15 de Setembro de 2011, quatro cidadãos norte americanos, portando armas de fogo de referência similar ou igual às apreendidas em Nacala-porto, foram neutralizados no Aeroporto Internacional de Nampula, após desembarcar num voo da Kenya Airways. Os quais confessaram, na altura, pertencerem à empresas de segurança marítima e que se deslocavam à Nacala-porto para embarcar num navio com destino à Ásia.

Por determinação do Procurador-Geral da República, o grupo viria a ser restituído à liberdade.

A PRM assegura que as espingardas serão revertidas para o Estado.

Fonte: WAMPHULA FAX – 04.04.2012

Monday, April 2, 2012

Inhambane – um sinal dos tempos!




Edwin Hounnou - edhounnou@yahoo.com.br

O comportamento da Frelimo, no poder desde a Independência Nacional, em 1975, na cidade de Inhambane, é típico de quem nunca sentiu escoriação política na luta pela conquista de espaço.

A tranquilidade que tem estado a demonstrar ou mesmo a ausência total de actividade de base revela a mentalidade de quem pensa que o Sul é seu “feudo político” por direito natural.

Acha que não é preciso trabalhar com as bases porque o povo vai votar em si e em seus candidatos.

A Frelimo pensa que basta lançar a Força da Intervenção Rápida e o STAE para manobras mais sofisticadas a fim de impedirem que seja perturbado o eterno sono dos “grandes da Nação”.

Desde os primórdios do multipartidarismo que o território ficou, aparentemente, dividido. Entre o Rio Save e a Ponta de Ouro, zona de línguas derivadas do tsonga, pertence à Frelimo. A Renamo não trabalha nesta região por se ter convencido de que é território do “outro”.

Entre os rios Save e Rovuma, pertence à Renamo, notando-se nesta região malabaristas da Frelimo num exercício de dominar tudo, diferente da Renamo que se encontra em profunda letargia. Assim, assistiu-se à reconquista da Zambézia, Nampula, Niassa, Tete, Manica e Sofala, pela Frelimo, nas eleições de 2004 e a perda dos cinco municípios governados pela “perdiz”, a partir de 2003.

Agora, é diferente. Não há divisão territorial por afinidade e nisso enganou-se o “defensor” dos camaradas, Dr. Almeida Santos, ex-presidente da Assembleia portuguesa, que profetizou que o MDM é um fenómeno circunscrito ao Xiveve.

Quando Quelimane foi tomada, a 07 de Dezembro de 2011, Almeida Santos ficou calado. Vai ficar mudo com a eminente queda de Inhambane, a 18 de Abril próximo.

A Força de Intervenção Rápida usada para abafar os levantamentos populares e aniquilar os adversários do partido governamental, como ficou demonstrado em Quelimane, não será capaz de parar o vento com as balas, cassetetes e algemas.

A polícia deixa antever que a eleição intercalar de 18 de Abril poderá vir a ser uma das batalhas mais difíceis travadas depois da longa guerra dos 16 anos. A intimidação dos jornalistas já começou e a travessia do Rio Save voltou aos tempos das guias de marcha, alegando quem o faz que está para controlar “movimentos estranhos”.

Mas entretanto vai procurando humilhar gente honesta, gente pacífica, moçambicanos simples com projectos de vida sérios como aconteceu com os jovens que integrados numa comitiva do MDM foram recentemente mal tratados pela Polícia a mando de alguém que continua a querer que se confunda Estado com os seus interesses pessoais.

Não será a polícia que vai impedir a vontade do povo de Inhambane de escolher o seu novo presidente municipal. Não será o STAE que irá conseguir desviar a vontade popular.

A Polícia e o STAE não sabem ler os sinais dos tempos como as forças dos regimes de Hosni Mubarack, do Egipto, e Muhamar Khadafi, da Líbia, não souberam interpretar a vontade dos povos oprimidos pelos regimes que serviam.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, escreveu Luís de Camões.

Inhambane poderá ser mais um passo no sentido do desmoronamento do absolutismo da Frelimo e o princípio de um Moçambique realmente unido.

Sem intimidação policial nem a “magia” do STAE, a Frelimo poderá ser, severamente, vencida nestas eleições “intercalares” de Inhambane cuja campanha eleitoral se inicia na próxima terça-feira, 03 de Abril.

Todos os condimentos estão no espírito, sobretudo das gentes fartas de promessas, para que Inhambane se torne um ponto de viragem. Na Frelimo o discurso é que se Inhambane cai, cai o resto. Inhambane ganha com isso uma importância vital no percurso da construção da democracia em Moçambique. Foi ali que se escreveu a primeira Constituição, é ali que os “manhambanas” poderão ditar novos rumos à História do País.

Estas eleições de 18 de Abril em Inhambane, poderão ficar para a História. Neles pode-se fazer História.

Os cidadãos de Inhambane querem mudanças e estão fartos de mentiras.

A mensagem que poderá sair de Inhambane nestas “intercalares” é que

“Ninguém é dono de nada” e o País pertence realmente ao Povo.

Fonte: Canal de Moçambique – 28.03.2012

Friday, March 30, 2012

Visita de Daviz Simango a Mocuba provoca erupção



O líder do Movimento Democrático de Moçambique(MDM), Daviz Simango, visitou, última terça-feira, o município de Mocuba, a segunda cidade da província da Zambézia.

Naquela manhã, milhares de pessoas circulavam nas artérias daquela cidade em direcção ao local por onde Simango iria entrar.

Logo ao chegar, o líder do MDM foi recebido pelos seus membros e simpatizantes que o aguardavam empunhando material publicitário daquele partido.

Na ocasião, mais uma vez Daviz Simango voltou a reiterar o que havia dito em Quelimane aquando da sua chegada, último domingo.

“Queremos envenenar Mocuba, a partir de Quelimane” - disse por repetidas vezes o líder do MDM. E os presentes assumiram o desafio em fazer tudo para que, nas próximas eleições, marcadas para 2013, o MDM e o seu candidato saiam vitoriosos.

Aliás, os presentes quando viram o edil de Quelimane, Manuel de Araújo, que também estava com Daviz Simango, disseram que afinal a mudança é possível, dando exemplo concreto com a cidade de Quelimane e o seu edil como sendo as peças fundamentais.

Erupção em Mocuba

Quando Daviz Simango e a sua comitiva saíram de Mocuba, debaixo de um sol escaldante, ficaram os comentários.

Os munícipes dizem que a visita de Simango a Mocuba foi oportuna, olhando pelo descontentamento que se vive naquela cidade.

Outros não hesitaram em dar o seu posicionamento, dai que ficaram muitas lições com aquela visita, uma vez que Mocuba não tem visto com bons olhos a gestão do Rogério Gaspar, da Frelimo, naquele município que vive com grandes problemas de falta de água potável.

Recorde-se que Mocuba tem sido, nos últimos tempos, um grande cavalo de batalha dos políticos. Do lado da Frelimo, quase todos os dirigentes de alto nível, não visitam Zambézia sem escalarem Mocuba.

Fonte: DIÁRIO DA ZAMBÉZIA – 29.03.2012

Wednesday, March 28, 2012

Enfim... Portugal cedeu!

Salvador Namburete confirma negócio de 7,5%, mas diz faltarem detalhes.

Moçambique fechou o negócio de compra de metade dos 15% que Portugal controla na HCB. As autoridades querem, contudo, ir mais longe e propõem a compra de todo o capital luso.

O governo moçambicano fechou ontem, em Lisboa, o negócio de compra de 7,5% do capital da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), controlado pelo governo português.

Uma fonte ligada ao processo, que assegurou ao “O País” esta informação, revelou que as partes trabalham, agora, nos detalhes do dossier, e que deverão elaborar um comunicado dando conta da conclusão do negócio.

A equipa de negociadores moçambicanos é liderada pelo ministro da Energia, Salvador Namburete, que se faz acompanhar, entre outros, pelo seu director nacional de Energia, Pascoal Bacela, e pelo administrador financeiro da HCB, Max Tonela.

Tonela é uma peça-chave neste processo, tendo em conta que é também administrador para a área Financeira da Companhia Eléctrica do Zambeze (CEZA), empresa criada para gerir a HCB, pouco antes da reversão para as mãos dos moçambicanos.

O ministro da Energia foi cauteloso quando contactado pelo “O País” a partir de Lisboa. Salvador Namburete confirmou a existência de consenso na alienação dos 7,5%, mas prefere falar “quando todos os detalhes estiverem fechados”.

Explicou que, até aqui, foram levados à mesa de negociações apenas 7,5% dos 15% detidos por Portugal. Aliás, é isto que o memorando de entendimento que regula este negócio estabelece: a divisão ao meio dos 15% entre Moçambique e Portugal.

Só que as autoridades nacionais querem ir mais longe. A própria Assembleia da República de Moçambique recomendou ao Ministério da Energia para convencer os portugueses a venderem todos os 15%.

“A perspectiva é de ficar com os 15%, mas ainda não estamos a esse nível de negociação. Estamos a negociar só os 7,5%”, afirmou o ministro da Energia.

A nossa fonte garante, contudo, que Moçambique foi a Lisboa com uma proposta para ficar com toda a parte gerida por Portugal. Essa negociação deverá avançar assim que estiver selado o negócio dos primeiros 7,5%.

Factor Passos Coelho

O primeiro-ministro português, Passos Coelho, é determinante para o fim deste dossier. O dirigente português deveria ter visitado Moçambique nos dias 15 e 16 deste mês, mas a agenda não o permitiu.

A braços com uma crise financeira profunda, mas sobretudo devido à realização do congresso do Partido Social Democrático (PSD), de que é presidente, Passos Coelho cancelou a deslocação ao país.

A vinda do dirigente português tinha em vista desbloquear o impasse, que veio à superfície na cimeira luso-moçambicana, realizada em Novembro do ano passado, em Lisboa.

Fonte: O PAÍS – 28.03.2012

Friday, March 9, 2012

Renamo diz que matou sete agentes da Força de Intervenção Rápida (FIR)

Polícia tem outra versão


Maputo (Canalmoz) - Sete agentes da FIR, incluindo o comandante da unidade que perpetrou a acção, foram abatidos na manhã desta quinta-feira quando assaltavam a sede do partido Renamo em Nampula. Os agentes da FIR foram abatidos por desmobilizados de guerra do partido de Afonso Dhlakama, segundo o secretário-geral desta formação política, Ossufo Momade. Mas a Polícia tem outra versão de que damos conta numa outra notícia nesta edição.

O secretário-geral da Renamo, avançou os dados de balanço do assalto que as forças especiais (FIR) da Polícia da República de Moçambique (PRM) efectuaram ontem, cerca das 05h00 da manhã à sede provincial da Renamo em Nampula, numa conferência de imprensa em Maputo, às 10h30. A conferência de Imprensa convocada pela Renamo, poucas horas depois da ocorrência em Nampula, serviu para abordar os acontecimentos que estão a deixar Nampula em alvoroço e ameaçam estender-se ao resto do País.

Na referida conferência de imprensa esteve presente o general “Bob”, Hermínio Morais, um dos mais temidos operacionais da Renamo durante da Guerra Civil, que é agora membro da Assembleia Municipal da Cidade de Maputo e já foi membro do Conselho Nacional de Defesa e Segurança.

O SG da Renamo, general Ossufo Momade, disse na ocasião que o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, já telefonou ao chefe de Estado moçambicano, que é simultaneamente presidente do Partido Frelimo, Armando Guebuza, a perguntar-lhe se o ataque da FIR à sede da Renamo era do seu conhecimento ou não. Até à realização da conferência de Imprensa, segundo o SG da Renamo, Armando Guebuza ainda não tinha respondido.

Uma tentativa semelhante havia sido programada pela FIR para quarta-feira, por ordens que, segundo ontem noticiámos, haviam sido dadas por agente do SISE provenientes de Maputo. Essa acção acabou por não se realizar, alegadamente porque em Nampula houvera quem se opusesse a uma intervenção militarizada da força especial da PRM. Contudo, o assalto da FIR acabou por se concretizar na madrugada seguinte, ontem, cerca das 05h00 da madrugada, tendo um forte tiroteio durado entre vinte e cinco e trinta minutos, pondo em alvoroço as imediações da sede da Renamo e deixado Nampula sobressaltada.

Sobre o ataque à sede da Renamo em Nampula, o SG do Partido Renamo, Ossufo Momade disse que foi ordenado pela ala radical do partido Frelimo que pretende minar a paz, que foi conquistada com muito sacrifício.

O secretário-geral da Renamo lembrou à tal “ala radical” da Frelimo que o seu partido ama a paz e tudo tem feito para manter a paz, mas não vai deixar de responder quando for atacado pelas forças da Frelimo. “Nós amamos a paz e tudo temos feito para manter a paz, mas não vamos tolerar ataques a pessoas indefesas que se encontram na nossa sede”, disse, para depois acrescentar que Afonso Dhlakama está agastado com a atitude da FIR.

Ossufo Momad disse ainda que da parte da Renamo não houve nem mortos, nem feridos. (Matias Guente)


Fonte: CanalMoz