BLOG DEDICADO À PROVINCIA DE NAMPULA- CONTRIBUINDO PARA UMA DEMOCRACIA VERDADEIRA EM MOCAMBIQUE

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Thursday, October 20, 2011

Muammar Kadafi é morto, após mais de 40 anos no poder




O líder líbio Muammar Kadafi foi morto nesta sexta-feira em Sirte após quase nove meses de conflito armado entre o regime líbio e as forças rebeldes, e após se manter durante mais de 40 anos no poder. Em setembro de 1969, ele chegou ao poder na Líbia com um golpe de Estado contra a monarquia do rei Idris. Estes são os fatos mais relevantes de seu mandato:.
-1969: Dirige o golpe de Estado que derrota o rei Idris.

-1973: Após um fracassado golpe de Estado, declara uma "revolução cultural" e cria os comitês populares de base como os responsáveis por executar a revolução.

-1975: Supera uma tentativa de golpe.

-1976: Publica o chamado "Livro Verde", onde defende uma "terceira teoria universal", que rejeita o capitalismo e o socialismo, por considerá-los alheios ao contexto social árabe.

-1977: Proclama a Jamahiriya (República de massas) com a criação dos chamados comitês revolucionários (organizações de base que controlam a atividade política do país) do novo Estado.

-1981: Caças americanos derrubam dois aviões líbios sobre o golfo de Sirte.

-1986: Os Estados Unidos bombardeiam com mais de 30 aviões alvos em Trípoli e Benghazi, causando a morte da filha adotiva de Kadafi.

-1988: Em 21 de dezembro, um voo regular da companhia aérea americana Pan Am explode no ar sobre a cidade escocesa de Lockerbie. Morreram as 259 pessoas que estavam no avião e mais 11 pessoas em terra. Investigadores acusam os serviços secretos líbios da responsabilidade pelo acidente.

-1992: É sancionado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas por sua recusa a entregar os suspeitos dos atentados contra a Pan Am, em 1988, e UTA em 1989.

-1994: A ONU endurece as sanções e ordena o congelamento de ativos líbios no exterior.

-1999: Entrega os dois suspeitos do atentado de Lockerbie e empreende uma campanha de promoção internacional.

-2004: Anuncia a indenização a 160 vítimas do atentado contra a discoteca berlinense "La Belle" em 1986, pelo qual foram responsabilizados os serviços secretos líbios.

-O Governo líbio e os familiares das 170 vítimas do atentado contra o avião da companhia UTA em 1989, que também foi indicado como responsabilidade da Líbia, assinam em Paris um acordo de indenização de US$ 1 milhão.

-2009: O Reino Unido entrega à Líbia o principal acusado do atentado de Lockerbie, que estava doente.

-2010: Vários cabos diplomatas americanos disseram que Kadafi atua conforme seus caprichos, e o classificaram de "volúvel e excêntrico", afetado por graves fobias, informações divulgadas no Wikileaks.

-2011: Fevereiro: Começa uma revolta popular sem precedentes contra seu regime, fortemente reprimida pelo Exército, que deixou pelo menos 10 mil mortos, de acordo com organizações humanitárias.

Março: Explode um conflito civil.

Maio: O Tribunal Penal Internacional (TPI) solicita uma ordem de detenção contra ele, seu filho Saif al-Islam e o diretor de inteligência militar do regime, seu cunhado Abdullah al Senussi, por supostos crimes de lesa-humanidade.

-21 de agosto: Após vários dias de combates os rebeldes tomaram o controle de Trípoli e vários filhos de Muammar Kadafi são detidos.

-23 Agosto: Os rebeldes tomam o complexo presidencial de Kadafi, seu último reduto, mas não acham o líder líbio.

-20 de Outubro: O Conselho Nacional de Transição (CNT) anuncia a captura e morte de Muammar Kadafi.

Fonte: EFE - Agência EFE -

Wednesday, October 19, 2011

Dhlakama convida empresários que não empregam elementos da RENAMO a abandonarem o país

O líder da RENAMO, Afonso Dhlakama, convidou os investidores estrangeiros que se recusam a empregar os membros do seu partido a abandonarem o país, durante um comício no norte de Moçambique.

"Os moçambicanos querem trabalhar e alguém recebe ordens da FRELIMO (no poder) para não aceitar os membros da RENAMO que constituem a maioria em Moçambique, (então) vão-se embora", disse o presidente do maior partido da oposição em Moçambique.

Estas declarações foram proferidas durante um comício popular na segunda-feira no bairro de Matapue, na cidade portuária de Nacala, norte de Moçambique, por ocasião do 32.° aniversário da morte de André Mantsangaíssa, fundador do antigo Movimento de Resistência Nacional de Moçambique (RNM, atual RENAMO).

Mantsagaíssa, primeiro presidente da RENAMO, dirigiu a guerra contra o governo da FRELIMO durante cerca de dois anos. A sua morte aconteceu a 17 de outubro de 1979 na então vila Paiva de Andrade, distrito de Corongosa, província central de Sofala, durante um confronto armado.

Para Afonso Dhlakama, à semelhança dos heróis da luta de libertação nacional, Matsangaissa é um herói nacional, por, disse, ter sacrificado a sua própria vida à paz e democracia.

"Eu tenho essa obrigação política e moral de explicar ao povo, porque entendo que as novas gerações não conhecem as reais causas que o levaram a pegar em armas", disse.

Atualmente, Moçambique assinala os 25 anos da morte de Samora Machel, presidente da FRELIMO e primeiro presidente do país, ocorrida na queda do avião que o transportava da Zâmbia para Maputo, a 19 de outubro de 1986.

O ponto alto das cerimónias ocorre na quarta-feira, com a inauguração de uma estátua gigante em Maputo, cerimónia que deverá contar com a presença de seis Presidentes: Armando Guebuza (Moçambique), Robert Mugabe (Zimbabué), Bingu wa Mutharika (Malauí), Jakaya Kikweti (Tanzânia), Ian Seretse Kama Seretse (Botsuana) e Dilma Rousseff (Brasil).

Na segunda-feira, militantes da RENAMO manifestaram-se na Beira, segunda cidade do país, contrapondo André Matsangaíssa aos "heróis nacionais impostos".

Noé Marambique, delegado político da RENAMO na Beira, manifestou-se contra o investimento feito na estátua a Samora Machel em Maputo, afirmando não fazer sentido que pessoas "morram de fome, como em Inhambane e Tete, e o Governo invista milhões e milhões de meticais" naquele monumento.

LYR/LAS.

Fonte: Lusa – 18.10.2011

Um desafio à chefe da bancada da Frelimo na Assembleia da República

Editorial

A Frelimo, depois de criar uma onda de nervos por ter deixado subentendido que se preparava para mudar a Constituição a fim de acomodar um terceiro mandato para o seu presidente e actual chefe de Estado Armando Emílio Guebuza, deixou tudo e todos de ‘boca aberta’ quando anunciou o seu projecto de revisão constitucional, a semana passada, e se viu que “a montanha pariu um rato”, apesar de os cépticos admitirem que ainda possa querer chegar ao que se suspeitava, fazendo-o à posteriori, através de propostas de que ainda estará à espera, provenientes da “sociedade”…

Seja como for, considerando o convite a todos os cidadãos endereçado pela chefe de bancada da Frelimo na Assembleia da República, Margarida Talapa, achamos mais interessante aceitar o desafio do que entrarmos numa “diálogo de surdos” que venha a “parir” outro “rato”. E, sendo assim, vamos directos ao assunto: propor de facto que se altere o actual quadro de organização política e administrativa do Estado, modernizando a actual Lei Mãe fazendo-a acomodar um modelo mais descentralizado e mais inclusivo dos cidadãos, com poderes mais partilhados, menos dependente de um núcleo central de pessoas, em que todos possam sentir-se diária e constantemente parte da administração do interesse comum sem terem que o fazer dentro de uma única organização de direito privado – o Partido Frelimo – a que muitos não se associam, nem querem associar-se, como só a eles assiste o direito de assim procederem.

O caso de Tete, que reportámos na nossa última edição, e vários outros órgãos de comunicação social também trataram, relacionado com a exploração dos recursos minerais sem vantagens objectivas para os “indígenas” dessas regiões, conhecido e reconhecido que é o magnífico trabalho de promoção da Unidade Nacional conseguido até aqui por todos no País – de que a Frelimo reivindica os louros para si em exclusivo – indica-nos que nesta fase actual, com os moçambicanos maduros que estão em torno da bandeira nacional, o País estará preparado para descentralizar o poder político e administrativo, dando passos concretos e ousados, não apenas no âmbito das autarquias.

O que vemos neste momento a fermentar, se nada for feito com carácter politicamente inteligente, talvez leve as coisas a descambarem para o inevitável desmembramento do actual território nacional, mais tarde ou mais cedo. Hoje em dia, o empoderamento está a ser feito à base do “vale tudo”. Tem valido mais para os que até aqui repentinamente apareceram empoderados sem que se lhes conheça ou reconheça trabalho com rendimento para tal. A seguir-se por esta via, não tarda que o caos possa instalar-se. E dificilmente terá retorno.

É preciso, por isso, salvar a unidade nacional para que as actuais fronteiras nacionais sejam salvaguardadas.

Para já a força ainda pode ser evitada. Para já ainda há muito a fazer-se que possa corrigir as desigualdades. Com instituições militarizadas ou paramilitarizadas, não se poderá evitar. Com tratamento político adequado será possível evitar o caos. Com recurso às armas só iremos mais depressa para o precipício.

Passos ousados e politicamente inteligentes já outros povos deram em períodos difíceis da história de cada um deles – quiçá contra a corrente e ideia dos que estavam no poder. No momento em que decidiram, quem estava no poder estava bem e, naturalmente, desaconselhava mecanismos constitucionais ousados. Novos modelos de organização política constitucional só se fossem para se irem mantendo no poder. Sucede, porém, que a razão levou-os a darem passos ousados, e curiosamente, esses países são hoje os mais desenvolvidos dos respectivos continentes ou regiões. Na América do norte os Estados Unidos da América e o Canadá; na Ásia, o Japão, a Indonésia, a Índia; na América do Sul, o Brasil; na Europa a Alemanha, a Confederação Helvética ou Suiça, todos eles são bons exemplos de estabilidade política e de desenvolvimento económico e social. E são repúblicas federadas.

Todos esses Estados são unidos, as especificidades culturais de cada Estado que constitui as respectivas federações são respeitadas, não deixam de ter um governo central único, congregador e promotor da unidade nacional. Nesses estados acima indicados a unidade nacional é plenamente aceite, ninguém a questiona e têm economias fortes, algumas delas que até financiam o nosso estado unitário actual.

Não têm é governantes glutões, açambarcadores de oportunidades e espezinhadores dos seus concidadãos, acobertados por constituições modelo de Estados unitários onde a democracia representativa tantas vezes não passa de uma farsa.

Nesses modelos constitucionais federais até há leis específicas de interesse local que não são necessariamente aplicadas noutros Estados do mesmo País federal. Há, entretanto, leis gerais dessas respectivas federações ou confederações que remetem para o contexto nacional, o que tem relevância para tal.

O facto desses países terem constituições federais não significa que não tenham a preocupação de salvaguardar a unidade territorial e nacional. Não se conhece entre os Estados com constituições federais os que tenham problemas de unidade nacional. Conhecem-se, sim, Estados com constituições unitárias com sérios problemas de unidade nacional, embora neles se pretenda fazer crer que não existem. Citar-nos-ão o caso da Nigéria como um mau exemplo.

Mas as razões religiosas suscitadas por uso do Estado para fins político-partidários como o ensaio recente que o primeiro-ministro Aires Ali fez quando se deixou subjugar pela IURD – essa igreja que a Justiça brasileira conhece bem e está agora a processar por alegado envolvimento no crime organizado e prática de terrorismo e lavagem de dinheiro – serão as causas próximas. Não o tipo de constituição em si.

Quando há respeito pela Constituição e pelas leis e os governantes não se julgam donos dos Estados, o federalismo já provou ser o melhor dos sistemas.

Os países mais desenvolvidos do mundo são Estados federados.

Na hora própria, nessas repúblicas federais, sente-me mais unidade em torno da bandeira nacional do que em certos Estados com constituições unitárias, como o nosso. Com o pretexto de se evitar o tribalismo, o regionalismo e tantos outros ismos, em países com constituições unitárias acaba-se promovendo, através da prática de imposição seguida por certos figurões, lideranças contestadas no seio de determinadas comunidades ou regiões.

Em países com constituições unitárias, por falta precisamente de espaço para verdadeiros exercícios democráticos, a repartição da riqueza pelas regiões não existe. Não se obedece a padrões de equidade de direitos entre os cidadãos. Os que estão no poder não fazem leis para se manterem eternamente no poder a usufruir do “vale tudo” e quando há lei os poderes são tão promíscuos que se torna tudo uma grande família de lapidadores.

Um grupo que se julga a si próprio como insubstituível e com ideias iluminadas, julgando os outros como meros meninos de coro que sem eles não conseguiriam sobreviver, impõe a sua autoridade sem aplicar as leis que existem a si próprios e aos seus familiares. As leis só aplicam aos outros. Um filme muito peculiar entre nós.

Aqui fica por isso o nosso desafio para que a senhora deputada Margarida Talapa e a bancada do seu partido tenham a “esmagadora” coragem de incluir, sem receios, no debate nacional, extensivo a todo o País e não apenas às fronteiras do Parlamento, a oportunidade de se instituir um modelo federal na futura Constituição, ou seja, na constituição que se quer rever.

Não nos venha dizer que é inoportuno, porque sabemos que no seio da própria Frelimo há quem esteja a questionar se o próximo líder da organização deve continuar a ser do Sul ou deve passar a ser alguém do Centro ou do Norte.

O tipo de debate clandestino que está a ser feito põe em perigo a unidade nacional, porque permite que todo o “jogo” seja manipulado e assente em pressupostos que não se aconselham de forma alguma, por serem pressupostos de grupinhos de pessoas e não verdadeiramente do interesse de um Moçambique unido por razões verdadeiramente patrióticas e inclusivas.

Fonte: Canal de Moçambique – 19.10.2011

Mais do que maiorias esmagadoras o país precisa de consensos funcionais




Opinião

Noé Nhantumbo

Obliterar a oposição e fazê-la desaparecer não é democrático e o perigo pode provir dessas tentativas…

Nem as melhores armas e aparatos militares, policiais e serviços de segurança travaram a Primavera Árabe.

Occupy Wall Street e toda a corrente mundial dos indignados mostram realmente que os povos, os cidadãos estão cansados de demagogias e de uma situação insustentável em que vivem.

Em Moçambique ao invés de se acomodarem discursos redutores e de inspiração marcadamente estalinista é preciso que os políticos no activo se sentem e reconheçam que o país não está bem de saúde. Há muitos recursos naturais que poderiam significar emprego sólido e bem pago.

Neste momento em que falamos de que a democracia está em perigo no país, há governantes que parecem entender que adquirir mais meios bélicos será suficiente para lhes dar segurança e controlo da situação no caso de alteração da ordem. Há muito pouca memória de um passado recente de conflito armado generalizado que ceifou vidas e destruiu muitas infra-estruturas.

Naqueles tempos de guerra civil o exército governamental até possuía superioridade bélica face ao outro beligerante mas isso de pouco valeu as FPLM como se sabe.

Mesmo com o auxílio de forcas militares de Zimbabwe, Tanzânia e assessores militares soviéticos, cubanos e alemães as força da guerrilha conseguiam avançar e estender sua acção por todo o país. Com um pouco de realismo e de honestidade não poderá haver quem discorde disto.

Sente-se num país uma tentativa de alguns poucos imporem sua suposta superioridade por vias insidiosas.

Cada vez que se levantam cidadãos apelando ao bom senso dos políticos e governantes e que o diálogo seja abraçado a bem da nação que estamos construindo de alguns quadrantes surgem ameaça veladas e um retomar de teses derrotadas pela história.

Porque tanta teimosia e tanta insensatez?

A solução é conversar abertamente e com responsabilidade sobre os problemas da nação e não fazer joguinhos de palavras. Parece que há gente está sendo muito mal aconselhada.

Gente adulta e que protagonizou momentos importantes da nossa história está se revelando irresponsável ao negar-se a um dialogo sério. Quando o assunto é tomado com responsabilidade não se mandam juniores e juvenis para a mesa de negociações.

Se é realmente dialogo que se pretende então que falem os líderes e deixemo-nos de dúvidas sobre a validade de supostos encontros exploratórios.

Queremos diplomacia aberta e não silenciosa porque como o tempo se encarregou de ensinar-nos o silêncio abre oportunidade para que haja jogadas debaixo da mesa que não conduzem as soluções que os cidadãos precisam.

Vai-se para eleições intercalares em três municípios do país e os moçambicanos querem testar se as forcas políticas concorrentes aprenderam alguma coisa com o passado recente.

A motivação que ditou a saída inesperada dos edis dos três municípios é assunto interno da Frelimo mas também do interesse do país porque as eleições intercalares vão custar dinheiro do erário público.

Mas pela democratização do país pode--se dizer que é um “mal que vem por bem”.

Os moçambicanos que forem a votar têm a oportunidade de eleger quem realmente querem que governe seu município. Toda a atenção é pouca em pleitos eleitorais no país como a experiencia passada já o demonstrou. Há gente que já se habituou a manobrar fora-da-lei. Há gente que vai tentar trazer pessoas com carão eleitoral de outras zonas que não aquelas em que se realizam as eleições. Há gente que vai engendrar esquemas para atrapalhar o processo de modo a que se tenha que recorrer a polícia. Há gente com tradição de utilizar a PRM como se fosse sua propriedade e há oficiais da PRM que correm a cumprir instruções de políticos na mira de uma promoção rápida. Isso deve ser denunciado com todo o vigor porque é batota e contrário a democracia.

Vamos ter muita atenção com o uso de viaturas do estado para promover campanhas político-eleitorais.

Vão tentar encobrir as faixas e logótipos de instituições do estado e de empresas públicas das viaturas com cartazes de seus candidatos e de seu partido. Isso já foi testado em muitos lugares do país. Porque é anti-democrático é obrigação dos cidadãos denunciar isso.

A democracia só ganha e se enraíza quando os cidadãos deixam de ter receio de gozar de suas liberdades garantidas pela Constituição da República.

Vamos apoiar o candidato de nossa preferência sem recearmos perder o emprego ou a posição que ocupamos na escola ou hospital.

Não se constrói um país com cobardia e com receio de dar os passos pertinentes.

Sabemos que está mal e temos oportunidade de fazer história estendendo a democracia para mais três municípios deste país.

É preciso que com responsabilidade todos os moçambicanos digam e repitam para seus líderes políticos que não queremos ser cobaias de projectos dantescos de alguma elite político-económica.

Há uma atmosfera favorável internacional que deve ser aproveitada para aprofundar a democracia no país. Tivemos a oportunidade de assistir a levantamentos populares no Norte de África. Nem a sofisticação militar e policial do coronel de Tripoli o safou de ser efectivamente removido do poder.

Essa é uma das maiores lições que se podem aprender dos acontecimentos recentes em África.

Nenhum poderio bélico pode opor-se a vontade dos povos como se pode verificar no Afeganistão.

Após 10 anos de presença de forças militares estrangeiras sofisticadas e superiormente equipadas a solução a pacificação daquele país ainda não aconteceu. É preciso entender que nem nossos vizinhos do passado nos vão safar em caso de conflito em Moçambique. Vamos mandar os “falcões” para a reforma e encetar-se um diálogo produtivo que nos traga consensos que de facto promovam uma UNIDADE NACIONAL que todos sintam.

Os moçambicanos estão de facto fartos de serem os últimos nos benefícios e os primeiros nos sacrifícios…

Canal de Moçambique – 19.10.2011

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Dilma Rousseff já está em Moçambique




Para uma visita que visa avaliar os projectos entre os dois países.

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, chegou na noite de ontem, ao país, para uma curta visita que visa, essencialmente, avaliar o ponto de situação dos projectos entre Moçambique e Brasil, aprovados no reinado de Lula da Silva.
Mais do que diplomática, a visita da estadista latino-americana é económica, a avaliar pelos mega-projectos em desenvolvimento em Moçambique que contam com uma importante participação tanto do estado como do sector privado brasileiros.

Rousseff, presidente de umas das economias mais influentes do mundo na actualidade, deverá encontrar-se com o Presidente Armando Guebuza, cerca de três meses depois de a brasileira Vale ter iniciado a exploração de carvão de Moatize, em Tete.

A Vale não é o primeiro investimento brasileiro em Moçambique, mas constitui um dos mais substanciais na relação entre os dois países. O interesse da Vale em Moçambique ultrapassa a esfera do carvão. passa pelo fosfato, em Nampula, e vai desaguar no investimento em infra-estruturas ferro-portuárias, que visam, essencialmente, permitir o escoamento do carvão mineral.

Fonte: O país