BLOG DEDICADO À PROVINCIA DE NAMPULA- CONTRIBUINDO PARA UMA DEMOCRACIA VERDADEIRA EM MOCAMBIQUE

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Monday, September 5, 2011

AQUARTELAMENTO INICIA ESTA SEMANA



Dos ex- guerrilheiros da RENAMO

Anuncia, em Nampula, Afonso Dhlakama

O processo de aquartelamento dos antigos guerrilheiros do então movimento armado em Moçambique, Renamo, começa esta semana, através da região centro do país, anunciou na passada sexta-feira, em Nampula, Afonso Dhlakama.

Dhlakama adverte, porém, que a medida não tem como finalidade o retorno à guerra, mas garantir um melhor controlo dos seus desmobilizados e reformados de guerra afim de evitar que estes se envolvam em eventuais desmandos.

Entretanto, o líder do maior partido da oposição no país voltou a acusar o governo de Armando Guebuza por alegada violação do Acordo Geral de Paz, assinado na cidade italiana de Roma, em 4 de Outubro de 1992, concernente a criação de um único exército imparcial e profissional, com cerca de 30 mil homens de ambos os lados.

Sustenta estas suas afirmações com o que descreve de reformas compulsivas dos generais da Renamo, enquanto os oficiais da Frelimo continuam a ostentar altas patências e funções nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

O líder da “perdiz” convocou uma conferência de imprensa, bastante concorrida, para reiterar a sua intenção de levar a cabo uma “ revolução “ para retirar a Frelimo do poder. Disse que a acção será desencadeada antes do Dia do Natal, para permitir, nessa altura, a instalação de um governo de transição que vai conduzir os destinos do país até às próximas eleições gerais, agendadas para 2014. Não vamos promover uma manifestação, mas uma revolta nacional para estabelecer uma nova ordem pública. Pretendemos, pois, desse modo, desalojar a Frelimo das escolas, tribunais, hospitais e até dos negócios privados. Disse.

Instado a esclarecer se as suas ameaças não seriam induzidas por interesses financeiros, a fonte disse que não sobrevive de qualquer espécie de apoio do governo .

Afonso Dhlakama afirmou ainda que o seu partido não está interessado em concorrer às eleições intercalares nos municípios de Pemba, Cuamba e Quelimane, nas províncias de Niassa, Cabo-Delgado e Zambézia, respectivamente. Pois, considera de fantochadas as renúncias dos três presidentes municipais porque estes, por qualquer razão obscura, caíram no desagrado no seio do partido Frelimo.

Fonte: WAMPHULA FAX – 05.09.2011

Saturday, September 3, 2011

RENAMO PODERÁ NÃO PARTICIPAR NAS ELEIÇÕES INTERCALARES



03-09-2011 12:15:01
MAPUTO, 03 SET (AIM) – O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, disse Sexta-feira última na cidade de Nampula, Norte de Moçambique, que o seu partido não vai participar nas eleições intercalares nos municípios de Pemba e Cuamba, Norte, e Quelimane, Centro do país.

Dhlakama disse saber o que se pretende na realidade com tais eleições, pois nenhum dos edis em questão teria renunciado a presidência municipal, tratando-se apenas de uma ‘fantochada’ do partido no poder, a Frelimo.

Segundo Dhlakama, desde cedo, o edil de Quelimane, Pio Matos, por exemplo, não constou da lista dos filhos queridos do partido Frelimo e não se pode evocar a gestão ou sua governação como razão da renuncia, porque há municípios mal geridos mas que não foram mexidos.

Adiantou que a ser verdade que se pretende penalizar os presidentes daqueles municípios por mau exercício, a mesma medida devia recair aos presidentes dos municípios de Maputo, Matola e Manhiça, Sul de Moçambique, que, na sua opinião, estão a ser mal geridos, mas porque tal gestão é feita por ‘filhos queridos do partido (Frelimo)’ nada lhes é feito.

DHLAKAMA VOLTA A AMEAÇAR PARALISAR MOÇAMBIQUE

Na mesma Sexta-feira e em conferência de imprensa, Afonso Dhlakama disse que a sua formação esta a preparar uma revolução, alegadamente para paralisar o país o que deverá acontecer até 25 de Dezembro próximo.

Dhlakama, citado pela edição de hoje do Diário de Moçambique, jornal editado na cidade da Beira, Centro de Moçambique, disse que tal revolução visa acabar com a governação da Frelimo, o partido governamental, e Armando Guebuza, actual Presidente da Republica.

Na ocasiao, Dhlakama disse que o seu partido está, nos últimos dias, a incutir este plano nos seus membros de forma a evitar má interpretação e oportunismo.

Segundo Dhlakama o que vai acontecer não é uma manifestação, mas sim revolução porque a mesma visa paralisar todo o país, impedindo que nenhum membro do Governo ou qualquer cidadão saia do seu quintal, culminando com a rendição da Frelimo e Guebuza.

Ele disse que a única via de evitar que haja revolução no país é o diálogo para o qual se afirma disposto, sustentando que ele é defensor da paz, democracia e bem-estar de todos, sendo por isso que aceitou a ‘humilhação’ ao longo de todos estes tempos.

Dhlakama referiu que após a assinatura do acordo de paz, a 04 de Outubro de 1992, Moçambique entrou para uma etapa política de referência em resultado da postura aberta ao diálogo do ex – Presidente Joaquim Chissano, mas que alegadamente veio a mudar com a eleição de Armando Guebuza.

A dado passo, ele explicou que não pretende assaltar o palácio da Ponta Vermelha, mas sim pressionar a Frelimo a abandonar o poder e seguir-se a instalação de um Governo de transição que em dois anos terá a missão de organizar eleições.

Fonte:(AIM)






Uma cidadela que mudou a geografia do Zimpeto



Localizada numa área contígua ao Estádio Nacional de Zimpeto, a Vila Olímpica, com 26,5 blocos de quatro andares, um parque de estacionamento para 130 autocarros, é certamente um complexo habitacional que mudou a geografia do bairro periférico do Zimpeto.

Nesta zona, existem duas piscinas, sendo uma olímpica, que conta com 10 pistas, e uma bancada com capacidade para 1 500 espectadores...
Quase todos os residentes da Vila Olímpica já tomaram os seus aposentos, nos 848 apartamentos concebidos para albergar os seis mil atletas previstos para disputar esta olimpíada continental. A comitiva nacional foi a primeira a ocupar os apartamentos daquele magnífico complexo habitacional, cuja construção está orçada em 150 milhões de dólares norte-americanos. Privilegiados pelo facto de terem sido os primeiros a ocupar a Vila Olímpica, os moçambicanos tiveram a oportunidade de se adaptar à nova realidade, assim como de escolher os dias e os horários dos treinos nos diferentes recintos de competições, entregues depois da reabilitação. Lembre-se que a vila olímpica, que ocupa uma área de 15 hectares, com ruas pavimentadas e sinalizadas, para além de jardins, foi entregue pela Mota Engil ao governo moçambicano no dia 20 de Agosto, numa cerimónia que contou com a presença de figuras da arena política, desportiva, empresarial, religiosa e autoridades administrativas do Zimpeto. o refeitório irá funcionar num conjunto de tendas montadas no Instituto Superior de Relações Internacionais, uma vez que falhou o plano de construção de um restaurante na vila. o comércio ao redor da Vila Olímpica, onde há escassos metros localiza-se o mercado Grossista de Zimpeto, é também cada vez mais intenso. Os vendedores ambulantes deambulam pelas vias que dão acesso ao local onde as delegações estão hospedadas. Alheios aos jogos estão também os vários cidadãos que todos os dias estão nas cercanias do estádio a ganhar o pão. Elucidados por alto sobre o que vai acontecer e o potencial que isso pode ser, ficam a olhar para o ar como quem diz todos os dias prometem-nos um futuro melhor que nunca chega.

EDM garante que não haverá cortes

A Electricidade de Moçambique (EDM) investiu cerca de um milhão de dólares para a construção de uma linha exclusiva, para a alimentar a Vila Olímpica. Com vista a assegurar o fornecimento de energia naquele local, onde estarão alojadas as delegações aos X jogos africanos, a Electricidade de Moçambique construiu uma linha de raiz, numa extensão de 12 quilómetros a partir da sub-estação de Magoanine. Mais: a EDM desenhou planos alternativos, dentre eles a montagem na vila Olímpica de um transformador-elevador de uma linha de 11 Kw/h, elevados para 33 Kw/h. O outro plano consiste na alimentação da vila a partir da sub-estação do bairro do Jardim, igualmente numa linha elevada para 11 Kw/h. Por outro lado, segundo Albertino Mourinho, director da Electricidade de Moçambique para a região metropolitana de Maputo, esta empresa montou na vila olímpica uma equipa operativa que vai funcionar 24 horas.

Apelo ao civismo nas estradas

O tráfego de e para a Vila Olímpica é cada vez mais intenso. As filas de carros são cada vez mais longas, sobretudo nas horas de ponta, exigindo-se uma maior fiscalização por parte da Polícia de Trânsito e seus auxiliares.

“Cedam passagem, usem vias alternativas ou transportes públicos”, é o apelo do COJA perante os automobilistas, com vista a praticarem o civismo nas estradas, particularmente quando virem uma viatura a transportar atletas ou outros participantes dos jogos. Para permitir a fluidez de todos intervenientes dos jogos, foram estabelecidas algumas rotas oficiais:

ROTA 1 - Avenida Julius Nyerere (Hotel Polana) – Avenida Kenneth Kaunda – Avenida Joaquim Chissano – Av. de Moçambique (EN1) – Estádio Nacional/ Vila dos Jogos. ROTA 2 - Aeroporto Internacional de Mavalane – (Avenida 4 de Outubro) Base Aérea – Joaquim Chissano – Avenida de Moçambique (EN1) – Estádio Nacional/ Vila dos Jogos. Nestas rotas estarão posicionados agentes de trânsito que deverão garantir a existência permanente de uma faixa (central) sempre desimpedida e onde será interdito o parqueamento de viaturas nas bermas de estrada a partir da rotunda (Igreja de são Roque) até à báscula. No troço onde só existe uma faixa de rodagem, esta será dividida centralmente em duas vias, através de cones de sinalização, sendo uma das faixas exclusivamente para as viaturas dos oficias dos jogos e outra para o público, em geral. As viaturas oficiais também poderão utilizar algumas rotas alternativas, nomeadamente: Estádio Nacional/ Vila dos Jogos – Avenida Grande Maputo - Avenida Nelson Mandela, Avenida Sebastião Marcos Mabote, Avenida Dom Alexandre até à Rua da Beira. Ou ainda pela Avenida Grande Maputo –

Fonte: O país Online

Friday, September 2, 2011

A outra face de Samora Machel

Friday, 02 September, 2011. 9:44:07
Canal de Opinião

por Edwin Hounnou

Maputo (Canalmoz) - Quando muitos falam de Samora Machel como se fosse um ser sobrenatural, pode parecer um sacrilégio mostrar a outra face menos boa do primeiro presidente de Moçambique. Não pretendo desvirtuar o seu contributo para a derrocada do colonialismo português, mas a História não deve ser escamoteada. Não se deve ensinar mentiras às novas gerações, do mesmo modo que haviam escamoteado as circunstâncias em que morreu Eduardo Mondlane, o primeiro presidente da FRELIMO (1963-1969) dizendo que ele morreu no escritório da Frelimo quando afinal morreu numa residencial da secretária da sua esposa, a americana Betty King. Mentiram para iludir o Povo!

É preciso lembrar que as liberdades haviam sido limitadas pelo regime imposto pelos libertadores da dita “Pátria Amada”. Machel instalou, no País, um regime de terror, guias-de-marcha que impediam cidadãos de se movimentarem livremente, aldeias comunais e machambas colectivas.

A lei de pena de morte e a de chicotada foram instituídas.

O SNASP – a secreta do regime de Machel – tinha poderes para prender, torturar, desterrar, julgar e matar, bastando conotar a sua vítima como “inimigo do povo e da revolução”.

Os métodos do SNASP eram iguais aos do NKVD/KGB, secreta do ditador soviético, Joseph Stálin.

Machel matou seus adversários políticos que discordavam da metodologia e não do conteúdo da luta, depois da Independência.

O SNASP, em colaboração com a sinistra CIM (Contra-Inteligência Militar, dirigida pelo carrasco general Lago Lidimo) prendeu oficiais militares, em 1981, acusando-os de serem agentes de países estrangeiros. Não houve provas, mas, lançou-os, vivos, para o fundo do mar, algemados das mãos aos pés. É a este homem que, em sua honra, erguem dezenas de estátuas.

Machel criou o Tribunal Militar Revolucionário (TMR) que dava por provadas as mais absurdas acusações sem que aos réus fosse dado o direito a defesa e a sua sentença era irrecorrível, como as da Inquisição, da Santa Sé Medieval; da GESTAPO, de Adolph Hitler e do NKVD/KGB. Os acusados não podiam constituir advogado, aliás, a Faculdade de Direito havia sido encerrada por ter sido considerada um ninho de reaccionários.

No tempo de Machel questionar as violações dos direitos fundamentais do homem, era incorrer em riscos de ser deportado, se pena de morte não coubesse.

Foi a falta de liberdade de opção política, e não só, que provocou a guerra civil dos 16 anos.

Para além de coisas boas, Samora Machel, também, fez coisas muito más.

Stálin, durante anos, escondeu os horrores do seu regime. Mais tarde, Michail Gorbatchov mandou retirar as ossadas do ‘grande líder do povo soviético e de todos os seres humanos na terra’ da Praça do Kremlin.

A Frelimo está a criar uma imagem falsa da História do País.

O “reaccionários”, grosso modo, são do Centro e Norte.

O primeiro governo de Moçambique era composto, na sua maioria, por gente do Sul e isto evidencia que Machel era regionalista.

Os ora dirigentes dos órgãos de soberania – Presidente da República, Presidente da Assembleia da República; presidentes dos tribunais Supremo e Administrativo, do Conselho Constitucional, Procurador-Geral da República; os ministros do Interior, da Justiça, dos Negócios Estrangeiros – são todos do Sul. Porquê isso? (Edwin Hounnou /

Fonte: Canalmoz / Canal de Moçambique)






Thursday, September 1, 2011

Angolanos preparam manifestação contra Eduardo dos Santos


"A manifestação irá realizar-se na Praça da Independência, e a intenção já foi dada a conhecer ao governo provincial de Luanda"

jovens angolanos tencionam voltar a manifestar-se em Luanda, no próximo dia 03 de setembro, contra o regime de José Eduardo dos Santos, que, alegam, «não tem legitimidade». Contactado telefonicamente a partir de Lisboa, Carbono Casimiro, um dos mais conhecidos «rappers» angolanos, explicou que a manifestação irá realizar-se na Praça da Independência, e a intenção já foi dada a conhecer ao governo provincial de Luanda.

O objectivo é “exigir a destituição de José Eduardo dos Santos, que até agora não legitimou o seu poder”, explicou Carbono Casimiro. “É a primeira coisa que nós queremos. A segunda coisa é a democratização dos órgãos públicos, que são praticamente partidários”, casos da comunicação social e da polícia, entre outras exigências.

Refira-se que o presidente José Eduardo dos Santos celebrou no passado dia 28 de Agosto o 69º aniversário, o qual contou com diversas actividades realizadas pelo MPLA, partido no poder.

Fonte: «Jornal O País»