BLOG DEDICADO À PROVINCIA DE NAMPULA- CONTRIBUINDO PARA UMA DEMOCRACIA VERDADEIRA EM MOCAMBIQUE

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Sunday, January 10, 2010

Governo de Togo pede retorno da seleção após atentado






O governo de Togo pediu que a sua seleção regresse e abandone a disputa da Copa Africana de Nações, depois que o ônibus que transportava a equipe foi metralhado assim que cruzou a fronteira entre a República Popular do Congo, onde fez a sua preparação, e Angola, a sede da competição, na sexta-feira.

A revelação do pedido de Togo da competição foi feita por Pascal Bodjona, ministro de Administração Territorial e porta-voz do poder executivo. "O governo togolês decidiu a pedir a sua equipe que regresse. Não podemos continuar nestas circunstâncias dramáticas na Copa Africana de Nações", declarou.

O ataque ao ônibus da delegação togolesa ocorreu na região de Cabinda. O território é rico em petróleo e palco de conflitos separatistas. A cidade, inclusive, será a sede do Grupo B da Copa Africana de Nações. Os rebeldes da Frente de Libertação do Estado de Cabinda reivindicaram o atentado, que teria deixado três mortos e nove feridos - as baixas ainda não confirmadas pelas autoridades.


Source: yahoo Br.

Friday, January 8, 2010

A AIM Nao Sabe Destinguir Entre Reconciliacao e Pertencer a um Partido





A AIM -Agencia de Informacao de Mocambique esta' mesmo de pernas para baixo sobre do que escreve. Ou somente quer apenas desviar a verdade da politica Mocambicana atacando o Simango de ser contraditor no que fala.

Ou apenas podemos dizer que a IAM nao e' uma agencia desonesta e os seus artigos sao a penas destinados a desviar a verdade. para confirmar isso passo aqui duas entrevistas distintas onde O Daviz Simango foi entrevistado e lhe direccionado duas perguntas bem diferentes:

Com o Pais: Voltaria à Renamo?

Daviz: Não!

O Pais: Nem que Afonso Dhlakama e o partido Renamo lhe peçam desculpas?

Daviz: Não, não voltaria à Renamo.

O Pais: Porquê?

O Davis : É preciso compreender que o que estamos a fazer hoje, como MDM, é um chamamento de uma parte de moçambicanos. Esse chamamento puxa-nos às responsabilidades que nos exigem uma formação política séria. Nós precisamos de um partido que possa ser alternativa nesse país, daí que avancemos com o MDM, com o galo. É isso o que estamos a fazer, cumprir com aquilo que é o anseio de muitos moçambicanos


1- A primeira entrevista acima o Davis foi perguntad se podia Voltar para Renamo

2- A outra com jornal independente foi perguntado se ele se reconciliaria com O Dhalakama.



Na intrevista com magazine Independente O Davis afirmou claramente que existe avenidas para uma reconciliacao. E' possivel haver reconciliacao entre o Dhalakama e O Davis. Claramente respondida.

O Davis respondeu que sim. Ele pode de facto se recociliar com o lider da perdiz. Isso e' normal; e mostra de facto o que Daviz e'. Democrata e crente que acredia em perdao e reconciliacao como motor de paz.

Na entrevista com O pais Online Daviz respondeu que nao. Ele nao voltaria para a Renamo.


Qual e' a semelhanca entre reconcilicaoa individual entre duas pessoas, e pertencer a um partido?
Acho eu que cada palavra tem o seu contesto e significado.

O Daviz sim pode se reconciliar com O Dhalakama mas nao significa ir pertencer a Renamo. O Davis pode se encontrar e manter conversacoes com o Dhalakama sem a amargura.

Muito bem se sabe que os Simangos se reconciliaram com os fremelisatas que assassiram os seus pais mas nao entegraram a Frelimo. Se reconciliaram com o Chissano, Guebuza e Marcelino dos Santos os participaram no assassinato dos seus pais tbem pode fazer o mesmo com Dhalakama que apenas se tratou de uma politica de campanha.

O simango nao contradiz nada. Ele sim pode se reconciliar com Dhalakama, mas nao voltar a Renamo.

Entao o que se passa com AIM? Uma Agencia de infomacao desonesta? Penso que sim.

saibam bem escrever os vossos artigos. O tempo ja passou que vcs enfiavam cada coisa nas mentes de gente e apenas ficavam calados.

Agora nao. Existem muitos meios para dizer que nao. Pessoal da AIM Parem com mentiras e abracem a verdade nas vossas noticias. Parem de escrever artigos com a mente na defesa da Frelimo. Aprendam ser neutros.

Paz

Paz

O dia em que o mundo estará de olho na magia Negra


CAN-2010 Arranca no domingo a maior competição futebolística do continente africano.

Apenas seis das 16 selecções têm treinadores locais, nomeadamente, Rabah Saadane (Argélia),Hassan Shehata (Egipto), Kinnah Phiri (Malawi), Shaibu Amodu (Nigéria) e Faouzi Benzarti (Tunísia). O nigeriano Stephen Keshi treina o Mali, sendo o único técnico africano a orientar uma selecção de outra nacionalidade. Os restantes 10 treinadores são estrangeiros, cinco dos quais franceses.

Arranca este domingo o Campeonato Africano das Nações (CAN- 2010), em Angola. Trata-se da 27ª edição da maior prova futebolística do continente africano. Vão evoluir, durante 21 dias, 16 selecções nacionais, movimentando 368 jogadores que actuam em diversos campeonatos mundiais. Desses jogadores (368) convocados para este campeonato, 208 jogam em 28 campeonatos europeus. A França, com 67 jogadores, é claramente o principal destino da emigração dos africanos, seguindo-se a Inglaterra (26), Alemanha (21), Espanha (12) e Portugal (9), com mais um atleta do que Itália (8).

Os campeonatos de Israel, Rússia e Turquia contam com sete africanos, Holanda e Suíça (6), Chipre e Roménia (4), Bélgica, Escócia, Moldávia e Suécia (3) e Noruega (2), enquanto Azerbeijão, Arménia, Áustria, Bulgária, Grécia, Hungria, Macedónia, República da Irlanda, República Checa e Ucrânia têm apenas um representante.

Entre as selecções, destaque para os Camarões e Nigéria em que a totalidade dos convocados alinha na Europa, enquanto na Costa do Marfim apenas um atleta compete em casa.

Do lado oposto estão Egipto e Malawi com apenas dois emigrantes, enquanto Moçambique tem quatro, Tunísia seis, Zâmbia sete, e Angola oito.

Guebuza toma posse debaixo de fortes pressões


O SAVANA sabe que Oldemiro Baloi foi indicado para liderar um processo de consultas com a oposição




Armando Guebuza, vencedor das eleições de Outubro passado, num sufrágio eleitoral onde concorria à sua própria sucessão, vai tomar posse na próxima quinta-feira, mas debaixo de fortes pressões para trilhar por uma governação inclusiva.

Ao que o SAVANA apurou, foi destacado Oldemiro Baloi, actual ministro dos Negócios Estrangeiros, para liderar um processo de consultas com a oposição. A missão de Baloi, que consta num short list para Primeiro-Ministro em subs¬tituição de Luísa Diogo, é verificar até que ponto é possível acomodar as exigên¬cias da oposição.
O termo oposição deve ser percebido como mais amplo que os próprios partidos políticos, uma vez que mesmo dentro da própria Frelimo, há sectores que não escondem um profundo mal-estar pela forma como o ambiente de negócios tem sido conduzido nos últimos cinco anos. Aliás, os posicionamentos da Rena¬mo em exigir uma governação mais inclusiva, não se res¬tringem apenas à formação política de Afonso Dhlakama, mas a outras forças, incluindo as de dentro do próprio partido Frelimo.
“Os membros do Governo e do partido Frelimo mantêm a economia sob total controlo, através de participações ac¬cionistas em todos os ramos de actividades. Os membros de partidos da oposição são perseguidos na função pública e limitados a sua progressão nas carreiras. Não têm possibi¬lidades de fazer negócios. É nestes sectores que a Frelimo poderá encontrar mecanismos mais transparentes para aco¬modar a oposição e não num Governo tipo Quénia e Zim¬babwe”, afiançou-nos uma fonte frelimista próxima desta operação.
As posições da comunidade doadora, de algum modo, têm vindo a fazer eco dos posi¬cionamentos internos sem acesso, e sem a visibilidade que aqueles têm, uma vez que contribuem com mais de 50% do apoio ao Orçamento do Estado.
O SAVANA soube que Armando Guebuza está de acordo com o método mais inclusivo, mas enfrenta a oposição de uma ala frelimista que não vê com bons olhos este tipo de cedências. Tal sector pressiona Guebuza para não aceitar aquilo que eles apelidam de “chanta¬gens”. Tais posicionamentos dominaram animados debates radiofónicos na Rádio estatal e preencheram páginas de jornais em artigos de opiniões nas últimas semanas.
Guebuza, apesar de ter um mandato de cinco anos, dentro de dois anos vai enfrentar poderosos confrontos internos no partido que lidera para a escolha de um sucessor e que seja o candidato presidencial em 2014.

Conflito eleitoral
Soubemos que não se trata propriamente de uma resposta às questões colocadas pelos doadores externos, mas fontes do partidão fazem notar que a forma como será internamente gerido o chamado “conflito eleitoral” poderá ajudar a melhorar os tradicionais níveis de entendimento e cooperação entre o Governo e os seus parceiros externos. Recorde-se que a causa próxima da tensão foi o processo que levou à realização das eleições de 28 de Outubro passado que deram uma vitória confortável a Armando Guebuza e à Frelimo. A Frelimo, partido no poder, ganhou com 75 por cento dos votos, elegendo 191 dos 250 deputados da As-sembleia da República.
O novo Parlamento vai tomar posse na próxima terça-feira. Porém ainda não está claro se os 51 deputados da Renamo irão tomar posse. Recentemente, Afonso Dhla¬kama disse que os 51 depu¬tados da RENAMO não toma¬rão posse, porque os resul¬tados das eleições foram, nas suas palavras, uma fraude generalizada.
No entanto, nos termos da lei, os deputados da RENAMO que não tomaram os seus lugares esta terça-feira nas Assembleias Provinciais têm 30 dias para o fazer, findo os quais e caso não apresentem uma justificação plausível perdem automaticamente o mandato. Porém, no tocante à Assembleia da República a Constituição da República no seu artigo 178, alínea C) diz que perde o mandato o depu¬tado que não tome assento. Contudo, consta que um entendimento poderá ser alcançado entre a Frelimo e a Renamo antes da próxima terça-feira, o que permitirá a tomada de posse dos 51 deputados da “perdiz”.

Parceiros externos
Contudo, o SAVANA apu¬rou que as aproximações que a Frelimo busca com a oposi¬ção liderada pela Renamo, coincidem com as preocupa¬ções dos apoiantes externos do Orçamento do Estado, agrupados no G-19. Lembre-se que na visão dos parceiros externos, o acesso da Frelimo aos recursos do Estado exa¬cer¬bou um terreno de jogo dese¬quilibrado, a escolha dos votantes foi restringida e os órgãos de gestão eleitoral não gozam da percepção de serem neutrais. Os embaixadores pretendem igualmente rece¬ber respostas a questões relacio¬nadas com a boa governação, democracia e combate à corrupção.
- Recorde-se que os par¬ceiros pretendem que uma plataforma de entendimento deve ser encontrada até meados do mês de Março, quando um novo Governo já esteja em funções. Esta posição, tornada pública na edição de 18 de Dezembro de 2009 do semanário SAVANA, provocou uma onda de reac¬ções hostis, com uns a ape¬lidarem de “chantagens e ultimatos de mau gosto” o pedido de diálogo feito pelos parceiros externos. Mas uma fonte diplomática contactada pelo SAVANA a propósito desta onda de reacções, negou que se trata de um ultimato ou chantagem. Ex-plicou que a data “meados de Março” aparece pelo facto de as decisões sobre ajudas externas nas suas capitais políticas serem tomadas exactamente nos princípios de cada ano.

Renamistas revoltaram-se contra Dhlakama em Nampula

Membros e simpatizantes do partido Renamo, maioritariamente composto por eleitos a deputados para as Assembleias da República e Provincial, concentraram-se, na manhã desta quarta-feira, defronte da residência do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, na cidade de Nampula. Estes queriam saber junto do líder da Renamo as razões que fazem com este os proíba de tomar posse nos órgãos em que foram eleitos. Contudo, contra todas as expectativas, o líder da Renamo recusou recebê-los alegando que estava ocupado.


Aqueles membros e simpatizantes da Renamo eleitos a deputados das Assembleias da República e Provincial, pelo círculo eleitoral de Nampula, dizem-se traídos pelo seu líder alegadamente pelo facto de os estar a proibir de tomar posse naqueles órgãos.
Para o efeito, aquele grupo concentrou-se na manhã desta quarta-feira, defronte da residência de Afonso Dhkalama.
Soube o SAVANA que os renamistas queriam saber do seu líder as razões que fazem com este não os deixe tomar posse nos órgãos em que foram eleitos pelo povo.
Ademais, questionam o facto de em outros pontos do país os membros da Renamo terem tomado posse sem que nada de mal lhes tenha acontecido.
Avançam referindo que o comportamento da liderança da Renamo perante estes actos os faz pensar que estão a ser enganados por Afonso Dhlakama e os seus correligionários.
“Estamos aqui para dialogar com o nosso presidente. Pelo bem do partido e da democracia, ele deve nos explicar o porquê de não tomarmos posse, visto que, no nosso entender, o facto de a gente tomar posse não implica que vamos deixar de reivindicar os nossos direitos, não quer dizer que deixaremos de protestar contra a fraude de que fomos vítimas. Queremos apenas cumprir a lei ”, disse um dos presentes.
Aquele grupo de renamistas permaneceu durante quatro horas naquele local e abandonou sem que tenha sido recebido pelo líder.
Ao deixar o local, os nossos interlocutores disseram-nos que o líder da Renamo alegou que estava ocupado. Contudo, não disse quando é que estaria em condições de receber o grupo em alusão.
No contacto que o SAVANA manteve com aquele grupo notou que a questão pessoal é que está a pesar mais nas reivindicações. Antes do partido, os deputados eleitos estão já a pensar em salários e outras regalias que se vêem na iminência de perder apenas porque o líder e os seus colaboradores directos não estão interessados.
Um dos nossos entrevistados disse que o líder da Renamo está a obrigar os seus membros a não tomar posse enquanto ele cumpre com tudo o que a lei preconiza e desfruta das respectivas benesses.
“Não queremos desobedecer às suas ordens, mas agradecíamos que nos autorizasse a tomar posse primeiro para depois irmos às manifestações”, frisou.
Com vista a obter mais esclarecimentos acerca do assunto, o SAVANA contactou Arnaldo Chalaua, porta-voz da Renamo em Nampula. Este disse que não estava autorizado a falar sobre o assunto.

Membros da Renamo ignoram ordens de Dhlakama
Com excepção da cidade de Maputo, que por força da lei não houve eleições, os membros das assembleias provinciais tomaram posse em todo país, na manhã desta terça-feira.
O acontecimento foi caracterizado pela presença, em alguns círculos, dos membros eleitos pela Rena-mo, contrariando a voz superior de que ninguém devia tomar posse.
Tal como se verificou nas últimas eleições autárquicas, sobretudo no município de Nacala, alguns membros da Renamo eleitos para as assembleias provinciais, ignoraram as ordens da liderança do partido e tomaram os seus assentos naqueles órgãos.
Lembre-se que em Fevereiro de 2009, os membros da Renamo eleitos para as assembleias municipais também ignoraram as ordens do partido e tomaram posse nas suas autarquias. O mesmo se verificou com o edil cessante de Nacala, Manuel dos Santos, que não acatou as ordens de não entregar as chaves do município ao candidato vencedor.
São os casos das assembleias provinciais de Maputo e Zambézia que ignoraram por completo as ordens de Afonso Dhlakama e se fizeram ao local das cerimónias.
Enquanto que na província da Zambézia, apenas três membros de um total de 38 assentos ganhos pela Renamo, é que se fizeram ao local do evento, em Maputo, todos membros eleitos tomaram posse e um deles até foi eleito como segundo vice-presidente.
Dizem os membros da Renamo ao nível da província de Maputo, que a ordem da liderança da Renamo não foi acatada na medida em que esta nunca chegou a ser conhecida pelos mesmos.
Segundo estes, oficialmente, a delegação política da Renamo na província de Maputo, não chegou a receber informação sobre o tal boicote e tudo o que sabiam se limitava ao que foi difundido na imprensa.
Em contacto com o S SAVANA, Issufo Momade, secretário-geral da Renamo, desvalorizou estes factos referindo que não vê motivos para alarme na medida em que nas 10 províncias, apenas Maputo é que não acatou.
Disse que os membros da Renamo que tomaram posse têm 24 horas para se redimirem e renunciarem os seus mandatos sob o risco de serem sancionados com a pena de desobediência à ordem partidária.
“Tenho a certeza de que quando eles tomaram posse, não estavam conscientes do que estavam a fazer. Nós os entendemos e demos 24 horas para se redimirem. Se não obedecerem tomaremos as devidas medidas disciplinares”, frisou.