BLOG DEDICADO À PROVINCIA DE NAMPULA- CONTRIBUINDO PARA UMA DEMOCRACIA VERDADEIRA EM MOCAMBIQUE

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ALL MENKIND WERE CREATED BY GOD AND ARE IQUAL BEFORE GOD, AND THERE IS WISDOM FROM GOD FOR ALL

Friday, July 6, 2012

Dhlakama convida jovens a prepararem-se para o substituírem na liderança da Renamo

Em Conselho Nacional que decorre desde ontem. No encontro, a deputada Lúcia Afate chamou atenção aos presentes para reflectirem sobre as eleições autárquicas e criticou a Renamo por excluir-se das intercalares. A intervenção foi ovacionada. Em discurso de abertura da primeira sessão ordinária do Conselho Nacional da Renamo, alargada aos delegados políticos provinciais, que decorre desde ontem em Nampula, o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, direccionou a sua mensagem à juventude, instado os jovens que fazem parte das fileiras daquela formação política e outros que pretendem aderir à mesma a prepararem-se para assumir a liderança daquele partido. Dhlakama disse que o Conselho Nacional, que decorre desde ontem, vai debater questões ligadas a perspectivas e progressões da juventude na liderança do partido, porque, na sua opinião, a juventude mostra ter capacidade para o efeito. O líder lembrou aos presentes que começou a dirigir a Renamo aos 23 anos de idade, portanto, quando jovem, e provou ter capacidade, uma vez que contribuiu para a introdução da democracia no país. “Meus amigos, temos jovens que não são da nossa idade, que precisam de olhar para a Renamo com perspectivas do que este partido poderá ser nos próximos 30 anos. O que eu era em 1977 com o meu colega André Matxangaissa? Éramos jovens inteligentes, com visão para frente. é, por isso, que aos 23 anos já dirigia a Renamo. É preciso que os jovens saibam que não estão na Renamo apenas para aumentar o número de membros ou reivindicar 20% dos assentos parlamentares. Têm que ter perspectivas e olharem o que é que esse partido será nos próximos 30 anos; preparem-se para assumir a liderança do partido”, disse Dhlakama. Fonte: «Jornal O País»

Sunday, July 1, 2012

Religião: População católica encolhe no Brasil. Evangélicos avançam

Censo 2010 mostra que, pela primeira vez, total de católicos no país teve redução em números absolutos. Assembleia de Deus é a maior corrente evangélica Foto dos "milagres" que acontecem durante o culto (fiéis em cadeiras de rodas que andam, no detalhe: cadeira de rodas) na igreja pentecostal Deus é Amor em São Paulo - Roberto Setton O Brasil ainda é a maior nação católica do mundo, mas, na última década, a Igreja teve uma redução da ordem de 1,7 milhão de fieis, um encolhimento de 12,2%. Os dados são da nova etapa de divulgação do Censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A tendência de redução dos católicos e de expansão das correntes evangélicas era algo esperado. Mas pela primeira vez o Censo detecta uma queda em números absolutos. Antes do levantamento de 2010, o quadro era apenas de crescimento de católicos em ritmo cada vez menor. Mantida essa tendência, em no máximo 30 anos os católicos e evangélicos estarão empatados em tamanho na população. Os números mostram uma redução acentuada de poder da Igreja Católica no país nas últimas décadas: a mudança foi lenta entre 1872 e 1970, com perda de 7,9% de participação no total da população ao longo de quase um século; e tornou-se acelerada nos últimos 20 anos, quando a retracção foi de 22%. “O impacto desta mudança é grande para a Igreja Católica. A Rússia teve uma revolução e permaneceu ortodoxa. Os Estados Unidos, mesmo com a Guerra Civil, mantiveram-se protestantes. Entre os países grandes, mudanças assim só ocorreram em consequência de de guerras e revoluções. No Brasil, a revolução é silenciosa”, diz José Eustáquio Diniz, demógrafo da Escola Nacional de Estatísticas. Se em 1970 havia 91,8% de brasileiros católicos, em 2010 essa fatia passou para 64,6%. Quem mais cresce são os evangélicos, que, nesses quarenta anos saltaram de 5,2% da população para 22,2%. O aumento desse segmento foi puxado pelos pentecostais, que se disseminaram pelo país na esteira das migrações internas. A população que se deslocou era, sobretudo, de pobres que se instalaram nas periferias das regiões metropolitanas. Nesses locais, os evangélicos construíram igrejas no vácuo da estrutura católica. “Houve uma mudança na distribuição espacial das pessoas. A Igreja Católica é como um transatlântico, que demora muito para mudar um pouquinho a rota, devido ao tamanho da sua estrutura burocrática. Já os evangélicos são como pequenas embarcações”, explica Cesar Romero Jacob, cientista político da PUC-Rio. A analogia apresentada por Jacob aplica-se com perfeição à comparação entre o tempo e o custo para se ordenar um padre e o período de formação de um pastor, algo que ocorre em menos de três meses. “Não existe espaço vazio”, resume.
Nas periferias, na ausência do estado e da Igreja Católica, os pentecostais actuaram como guias espirituais e como figuras centrais do assistencialismo. “As evangélicas pegaram fieis onde a Igreja Católica não tinha se preparado para arregimentar a nova população, e adaptaram a mensagem para diversos públicos”, diz Eustáquio Diniz. Família – A preservação da família é um dos motivos que, segundo Jacob, serve para explicar o crescimento da Assembleia de Deus no país. De acordo com o censo de 2010, ela é o maior segmento evangélico, com 12 milhões de fiéis, e o segundo maior do Brasil, atrás da Igreja Católica. Em comparação com a igreja Universal do Reino de Deus, por exemplo, que perdeu 228 mil fiéis nos últimos 10 anos e hoje tem 1,8 milhão de arrebanhados, a Assembleia de Deus prega valores morais mais rígidos. “Nos anos 90, época de expansão da favelização, a mãe não queria a desestruturação da sua família, o que a Assembleia não deixa”, explica Jacob, lembrando-se da proibição, por exemplo, de bebidas alcoólicas e de roupas femininas mais insinuantes. A favelização e a ocupação das periferias são resultado da migração dos anos 80 e 90, que deixou de ser motivada pela possibilidade de ascensão social e passou a acontecer pela expulsão das pessoas do campo, na sua maioria pobres. As correntes pentecostais acompanharam esses deslocamentos e, ainda na década de 90, entraram maciçamente na política. A política tornou-se um instrumento de crescimento da própria igreja pentecostal ou do pastor. “É uma população com baixa renda e escolaridade. Entre as pessoas independentes economicamente e bem formadas fica mais difícil o voto de cabresto”, afirma Jacob. A pesquisa do censo revela que, apesar de os pentecostais crescerem na população pobre e de baixa renda, na última década fez-se presente também na nova classe média. “A “teologia da prosperidade” é um dos factores desse processo”, diz Eustáquio Diniz.
Missa da manhã desta sexta-feira na Igreja de Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, Rio de Janeiro: catolicismo encolheu no Brasil - Lucas Landau Detalhes regionais e etários - Nos últimos 10 anos, manteve-se estável a proporção de cristãos. Isso indica tanto uma migração de católicos para as correntes evangélicas e para outras religiões. O segmento dos sem religião também cresceu percentualmente, e chegou a 8% da população em 2010. O contingente de católicos foi reduzido em todas as regiões e manteve-se mais elevado no Sul e no Nordeste. O Norte foi onde houve a maior redução relativa dos católicos. Quanto à faixa etária, a proporção de católicos foi maior entre as pessoas com idade superior a 40 anos. Segundo o estudo, isso é decorrente de gerações formadas durante os anos de hegemonia católica. Já os evangélicos pentecostais têm a sua maior proporção entre as crianças e os adolescentes, sinalizando uma renovação da religião. O grupo com idade mediana mais velha é o dos espíritas (37 anos) que cresceu na última década e chegou a 3,8 milhões de pessoas, sobretudo nas regiões Sudeste e Sul. Os espíritas são os que apresentaram melhores indicadores, como a maior proporção de pessoas com nível superior completo (31,5%). Fonte: Cecília Ritto, veja.com.br

Friday, June 29, 2012

Brasil e Japão lançam instrumento de apoio à agricultura de Nacala

Agricultura de Nacala vai conhecer novo impulso Em Julho próximo. Os dois países são importantes parceiros de apoio à erradicação da fome no país, estando envolvidos em vários projectos de promoção da produção e produtividade agrícola. O Nacala Fund, um instrumento financeiro que visa desenvolver a agricultura no Corredor de Nacala, província de Nampula, vai ser lançado em Julho próximo na capital política brasileira, Brasília, informou o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Moçambique (CCIBM). O presidente da CCIBM, Sinfrónio Júnior, apresentou ao Presidente da República, Armando Guebuza, semana passada, no Rio de Janeiro, a proposta técnica para a constituição do fundo de investimento que foi elaborada com o apoio da Fundação Getúlio Vargas. O Nacala Fund visa proporcionar capital de investimento para projectos agrícolas de grande escala e de construção de infra-estruturas no Corredor de Nacala, no norte de Moçambique, sendo uma iniciativa triangular entre os governos de Moçambique, Japão e Brasil, para a promoção do desenvolvimento económico e social de Moçambique. Citado pelo jornal JM Online, de Uberaba, estado de Minas Gerais, Sinfrónio Júnior adiantou que, depois do lançamento do projecto em Brasília, com a presença do ex-presidente brasileiro, Luís Inácio Lula da Silva, o Nacala Fund será apresentado em Nampula, Moçambique, e, no início de Agosto, no Tóquio, capital do Japão. Fonte: «Jornal O País»

Entidades islâmicas aliciam jovens de famílias pobres nas mesquitas para o Sudão

Entidades islâmicas moçambicanas estão a aliciar jovens de famílias pobres nas mesquitas do interior de Moçambique, para alegadamente estudarem no Sudão num "processo não transparente", denunciaram hoje os cinco estudantes moçambicanos repatriados pelo Governo sudanês. Cinco dos 45 estudantes moçambicanos no Sudão chegaram na quinta-feira à capital moçambicana, Maputo, depois de terem sido expulsos pelo Governo de Cartum, na sequência de um diferendo com a Universidade que frequentavam. Recentemente, o grupo de moçambicanos que estudava na Universidade Internacional de África no Sudão denunciou à Lusa as "precárias condições" de vida naquele país africano, responsabilizando "algumas organizações islâmicas" moçambicanas de os terem enviado a Cartum, mas com "objetivos obscuros". Em declarações hoje aos jornalistas, os estudantes contaram que o processo de seleção de estudantes do nível médio para o Sudão é feito pelas mesquitas nas regiões pobres de Moçambique por organizações islâmicas que "anualmente usam nova metodologia de recrutamento". "Num ano, há uma organização que recruta numa mesquita, no ano seguinte é noutra", contou o porta-voz do grupo de estudantes, Magaia João Albino, natural de Nampula, no norte de Moçambique. Segundo o estudante moçambicano expulso da Universidade Internacional de África no Sudão, "os responsáveis (pela mobilização) estão em Maputo", contudo, desconhece-se ao certo "o número total destes responsáveis que estão metidos nesse assunto". "Os que conhecemos são pessoas que trabalharam diretamente connosco. Segundo eles, as bolsas partem de Maputo, mas eles têm várias pessoas (que alistam jovens) nas províncias de Nampula e Zambézia, concretamente nos distritos de Nacala e Pebane", disse Magaia João Albino. "Eu, por exemplo, sou natural de Nampula e estava no Gurué (na província da Zambézia). Fiz a minha 12.ª (classe) na Escola Secundária de Gurué. Depois de eu concluir, chegou-me um comunicado na mesquita e eu tive que enviar uma cópia do meu certificado a Quelimane, onde está um responsável ligado aos de Maputo. Mais tarde fui convocado para ir fazer exame de admissão para adquirir a bolsa. Fui a Quelimane", contou. Segundo Magaia João Albino, alguns candidatos às bolsas de estudo fazem exames de admissão "nas mesquitas, outros em casa de alguém", ou seja, dos responsáveis islâmicos que alistam jovens moçambicanos interessados em fazer o ensino superior no Sudão. Mas cada estudante deve ter um valor monetário para sair da sua província de origem até Maputo, onde é recebido por um membro de uma das organizações islâmicas, que retirou todo o dinheiro dos candidatos, supostamente para cambiar para a libra sudanesa e prometeu atribuir um subsídio correspondente a 300 dólares a cada um. "Primeiramente, quando ele nos recebeu o tipo de alojamento que nós tivemos logo descobrimos que isso não era bolsa de estudo, era uma jogada, porque ele nos tirou da estação (de autocarros) pôs-nos em casa dele, depois colocou-nos na mesquita, depois pôs-nos noutro sítio. Tudo isso para que o governo ou alguém não se apercebesse que existem estudantes aglomerados em algum sítio" em Maputo, disse. De acordo com os cinco estudantes, as organizações islâmicas moçambicanas enviam jovens para o Sudão "para ganhar algo dos dirigentes árabes, ou seja, eles vendem os estudantes". MMT. Fonte:Lusa – 29.06.2012

Sunday, June 24, 2012

África do Sul: Zuma, um estadista defensor de uma “Nação” Zulu

Dom, 24 de Junho de 2012 18:28 . Um segundo mandato do Presidente Jacob Zuma, na liderança do Congresso Nacional Africano (ANC), no poder na África do Sul, está sendo refutado por vários quadrantes da vida, com uns a considerarem o estadista sul-africano como um defensor da “Nação” Zulu. Prince Mashele, Director Executivo do Forum para o Diálogo Público e professor de Ciêncas Políticas na Universidade sul-africana de Pretória, capital sul-africana, fez uma análise, há dias, sobre o assunto. Mashele, que é também autor de um livro intitulado “Death of Our Society”, que traduzido de inglês para português significa “Morte da Nossa Sociedade”, disse que Zuma passa mais tempo em construir alianças estratégicas na província do KwaZulu-Natal, sua terra natal, o que dá imprensão de estar a dar primazia a sua tribo (Zulu). Citando um membro do Comité Exectivo Provincial (PEC) do Congresso Nacional Africano (ANC) em Mpumalanga, a oeste da província sulista moçambicana de Maputo, o articulista admitiu que o apoio de Zuma no KwaZulu-Natal é mais por ser um Zulu. No anonimato, o referido membro considerou se tratar de um segredo que existe desde que Zuma se tornou Presidente, nas eleições gerais de 2009, que a província do KwaZulu-Natal tem sido premiada. Ilustrou o caso do grosso dos postos ministerais ser chefiado por pessoas de origem Zulu. Os Xosas, da tribo dos antigos Presidentes, Nelson Mandela, e Thabo Mbeki, foram afastados dos seus postos. Sublinhou que o aparato de segurança é dirigido por Zulus, não só, como também eventos de importância internacional decorrem na província do KwaZulu-Natal. Mashele escreveu que até existem sul-africanos que acreditam que a área de Nkandla, aldeia natal de Zuma, tornar-se-á, num futuro próximo, numa grande cidade, onde estão sendo construidos hoteis e igrejas de categoria mundial. O articulista afirmou que como resultado disso, a lealidade política zulu mudou do Partido da Liberdade Inkatha (IFP), do Príncipe Zulu, Mangosuthu Buthelezi, para o ANC. A província do KwaZulu-Natal, segundo Mashele, é a mais representativa do partido no poder no país. Ele considerou que o que está a acontecer naquela região é um simples cálculo utilitário, a avaliar que para um Zulu, o importante é o IFP, uma pequena formação fundamentalista cultural a operar em algumas partes do KwaZulu-Natal, e o ANC, dirigido por um Presidente de Nkandla. Ele falou do que classificou da morte lenta do Inkatha e a tomada do ANC do grosso do KwaZulu-Natal. Sendo um partido político que procura ganhar as próximas eleições, o ANC deve, de facto, aplaudir o papel que Zuma está a efectuar, com vista a trazer antigos membros do Inkatha nas suas fileiras. Não passa muito tempo que a região do KwaZulu-Natal foi uma “dores” de cabeça para o ANC, sobretudo antes e depois da queda do “apartheid” em 1994. O Inkatha notabilizou-se em campanhas tendentes a frustrar o processo negocial sul-africano, o que viria a resultar em escaramuças sangrentas na região, entre seus apoiantes e do ANC. Houve um tempo em que para acabar como o Inkatha parecia um sonho. É precisamente Zuma que agora aparece a revitalizar o IFP, sempre numa perspectiva, segundo Mashele, de galvanizar a cultura Zulu. Por muitos anos, Buthelezi provou ser um adepto do empreendimento tribal Zulu, o que é um perigo para o próprio nacionalismo sul-africano, a avaliar que o ANC poderá ser visto como um instrumento de exaltação de uma dada etnia. Fonte: (RM/AIM)

Tuesday, June 19, 2012

Angola/Eleições: Isaías Samakuva da UNITA é adversário de José Eduardo dos Santos

A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA, maior partido da oposição), formalizou hoje, 18, junto do Tribunal Constitucional (TC) a candidatura às eleições gerais de 31 de agosto, tornando-se a 11.ª força política a fazê-lo. Os documentos, entregues quando faltam apenas 24 horas para o fim do prazo, foram apresentadas pelo mandatário nacional, José Pedro Katchiungo. O secretário-geral da UNITA, Vitorino Nhany, salientou que a candidatura do maior partido da oposição em Angola "visa contribuir para a democratização do país". Os candidatos da UNITA à Presidência e Vice-Presidente da República são o líder do partido, Isaías Samakuva, e o número dois da direcção, Ernesto Mulato. "Achamos que estamos num processo democrático. Se as condições estiverem reunidas, em termos de transparência, para que as eleições sejam livres, justas e credíveis, será um grande contributo para a democratização do país", disse Vitorino Nhany, que acrescentou que a UNITA "está a preparar-se para competir em pé de igualdade com quem quer que seja". Nos primeiros dias, formalizaram candidaturas às eleições gerais de 31 de agosto, o Partido Socialista Angolano (PSA), o Partido Republicano de Angola (PREA), a Convergência Ampla de Salvação de Angola-Coligação Eleitoral (CASA-CE), a coligação eleitoral Nova Democracia (ND), o Conselho Político da Oposição (CPO) e o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder). No domingo, foi a vez da facção da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) encabeçada por Lucas Ngonda, que é reconhecida pelo TC angola, e da União Democrática - Coligação Política Eleitoral (UDCPE). Hoje, antes da UNITA, estiveram no TC as direcções do Movimento de Defesa dos Interesses de Angola-Partido de Consciência Nacional (MDIA-PCN) e o Movimento Patriótico Renovador de Salvação Nacional (MPR-SN). Na terça-feira, último dia do prazo, está prevista a entrega de candidaturas por outra facção da FNLA, liderada por Ngola Kabango e não reconhecida pelo TC, e pelo Partido de Renovação Social (PRS). O Tribunal Constitucional deverá divulgar na quarta-feira, em conferência de imprensa, o número e a identificação das forças políticas que concorrentes às eleições, estando por lei obrigado a publicar até ao dia 06 de julho a lista de partidos e coligações que preenchem as condições legais para disputar o voto dos cerca de nove milhões de eleitores registados. Um total de 77 partidos e sete coligações estão habilitados a formalizar os respectivos processos de candidatura às eleições gerais, de onde sairá a nova composição da Assembleia Nacional angolana, com 230 assentos, e o Presidente e vice-Presidente de Angola, eleitos por via indirecta e que correspondem aos primeiro e segundo nomes da lista vencedora pelo círculo nacional. O círculo nacional elege 130 deputados e os restantes 90 são eleitos por cada uma das 18 províncias de Angola (cinco por cada uma). Nas eleições legislativas de 2008, o MPLA, partido no poder desde a independência, em 1975, totalizou 81 por cento dos votos expressos, enquanto a UNITA, se quedou pelos 10 por cento. Os restantes partidos representados no parlamento eleito em 2008 foram o PRS e a FNLA. Fonte: (RM/Lusa)

Saturday, June 16, 2012

ESTOU SABENDO CADA VEZ MAIS.......

Estou sabendo cada vez mais e, me desculpe; eu tenho que falar. Após de assistir o video referente a ientrevista dada por o ilustre Fanuel Malhuza, muita coisa que não sabia fiquei sabendo. Em primeiro lugar tenho que afirmar que fiquei a saber como é que o Dr. Eduardo Chivambo Mondlane chegou a se tornar Presidente da Frelimo. Fiquei a saber que Rev. Urias Simango não poderia dirigir a Frelimo por ser de Sofala (Ndau. Fiquei a saber que existe uma rivalidade natural e tribalista muito grande entre Tshongas Vs Ndaus. E sem falar.... e que os Makuas, Jawas, Nhanjas, makondes e Suahilis, Masuabos em fim os ditos (Chingondos) como neutros so ficam e passam o tempo todo a se juntar aos Tshongas ou aos Indaus para sobreviverem. Até hoje isso existe e acontece. Contudo é preciso compreendermos que o tempo já é outro. Os Makuas devem erguer as suas cabeças para recuperar a porção do poder que lhes foi sempre negado. É tempo para se entender que o Moçambique não é de Ndaus, ou Tshongas ou Makuas mas sim dos moçambicanos do Rovuma ao Maputo. Sempre lamentei quando crescia ao ver todos directores de empresas na minha provincia vindos de Maputo, Gaza ou Inhambane e nenhum de Namapa, ou Alto Molokue , por exaemple. Agora já intendi embora seja tarde quando isso está mudando. Mas ficam a saber que isso tem que acabar e já vai e está acabando, pois o Makua é simpatico, passifico mas tem poderes absolutos de vencedor que floreçarão para sempre.Uma mensagem para os tribalistas Tshongas, Indaus,e Makuas esses ultimos se bem que existem... Nenhum país pode desenvolver economicamente, politicamente e socialmente se não haver uma integração total de seus recursos. falo muito mais no que refere aos recursos humanos. Seja voce Ndau, Makua ou Tshangane, você é importante para Moçambique e tem valor. Moçambique chama por todos nós e para que ele possa vibrar bem. Temos todos que viver com uma unidade nacional mas com direitos de nos federar democratimente nos nossos respetivos estados (provincias). Não podemos aquentar mais esperar muito tempo com tipos de governos de unidade nacional falsa e que descrimina pessoa só por causa da sua filiação política. dantes eramos descriminados porque eramos Makuas, ou Ndaus. Hoje, somos descriminados porque somos neutros, ou da Renamo, PDD ou MDM e outros. caso voce não seja da Frelimo, prontos voce automaticamente é considerado descendente do Mateus Mole, Urias Simango e outros . Isso deve acabar meus camaradas. Nós outros não queremos formar partidos, pois já existem muitos partidos em Moçambique começando com a Frelimo, Renamo MDM e outros. O que queremos é que o governo eleito possa respeitar a lei, cidadãos e honrar os seus comprimissos perante todos indescriminalmente. Viva Moçambique Viva os Makuas Viva os Tshonga Viva Indaus Viva Matshanganes Viva Makundes Viva Mashuabos Viva Suahlis Viva AJawas Viva Nhanjas Viva Manhungues Viva Matewes Viva todos moçambicanos do Rovuma ao Maputo Viva democracia!!!!

Thursday, May 24, 2012

Governo está a negociar três biliões de dólares para linha-férrea Sena-Nacala-Porto

Maputo (Canalmoz) - O Governo moçambicano está a negociar junto das instituições financeiras nacionais e estrangeiras uma verba de cerca de três mil milhões de dólares norte-americanos para a construção da linha-férrea Sena-Nacala-Porto, ligando as províncias de Sofala e Nampula, respectivamente. O facto foi revelado esta quarta-feira em Maputo pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, durante a trigésima terceira reunião da Associação dos Caminhos-de-Ferro da África Austral (SARA). Tratou-se de um encontro que tinha como principal objectivo fazer o balanço das actividades realizadas pela Associação durante o ano passado, bem como perspectivar acções futuras tendentes a mover mecanismos que permitam a melhoria e a adopção de infra-estruturas e equipamentos ferroviários que se adoptam à dinâmica do actual mercado nacional e regional, como é o caso do crescimento da indústria de extracção mineira no país. É nesta perspectiva que o ministro dos Transportes e Comunicações anunciou que o Governo moçambicano está a trabalhar no sentido de encontrar uma solução viável e sustentável em termos de transporte para o escoamento do carvão mineral de Moatize e outros minerais de Tete para o Porto de Nacala. E esta solução passa pela construção de uma linha-férrea a partir de Sena, na província de Sofala, para Nacala, em Nampula. Uma linha que não passe pelo Malawi. Trata-se de uma linha que, segundo Zucula, se espera que esteja “pronta entre 2017 e 2020”. “Com esta linha esperamos duplicar o nosso sistema de caminhos-de-ferro, o que nos permitirá responder melhor aos actuais desafios da economia da região e nacional, no tocante ao transporte de mercadorias com particular destaque para minérios e produtos agrícolas produzidos localmente”, sublinhou o ministro dos Transportes e Comunicações para depois concluir que “como se pode depreender, é uma linha muito importante para o país e região Austral, daí o esforço do Governo no sentido de obter este financiamento que também servirá para a construção de uma outra linha-férrea que ligará a província de Tete e o norte do país via Malawi”. É preciso modernizar equipamentos ferroviários Na ocasião, o ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique lançou um apelo a todos os gestores dos Caminhos-de-Ferro da região Austral da África no sentido de mobilizar o incremento de investimentos na área de construção de mais infra-estruturas ferroviários e aquisição de equipamentos modernos, visando fazer face à concorrência de outros meios de transporte de mercadoria e de passageiros. “Como é de conhecimento de todos, a alta do custo de transporte ferroviário está a contribuir para a desaceleração das exportações e importações na Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), concorrendo para a redução da competitividade dos negócios da região no mercado global”, afirmou Paulo Zucula, para depois explicar que “a solução deste problema passa pelo incremento de mais investimentos que nos permitirá reabilitar e construir mais linhas-férreas, bem como a aquisição de equipamentos modernos”. Com estas metas realizadas, de acordo com Zucula, estarão reunidas todas as condições para que haja uma redução das taxas de transporte de mercadorias e de passageiro e, consequentemente, permitirá concorrer em pé de igualdade com os outros meios de transporte. Refira-se que o encontro ficou marcado pela eleição do Presidente do Conselho de Administração (PCA), dos Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM), Rosário Mualeia, como presidente do SARA. E por via disso, Moçambique assumiu a presidência desta organização por um período de um ano. (Raimundo Moiane) Fonte: CANALMOZ

Wednesday, May 16, 2012

Pobreza é calcanhar de Aquiles do rápido crescimento económico

Moçambique Crescimento resulta em desigualdades Notícias Portuguese Moçambique: Crescimento resulta em desigualdades Moçambique poderá ocupar o segundo lugar no continente africano em termos de crescimento económico no período 2011/2015. Mas a pobreza continua a ser o calcanhar de Aquiles desse desenvolvimento, diz um relatório acabado de publicar. Segundo o grupo de personalidades “Africa Progress Panel”, liderado pelo antigo Secretário-geral da ONU Kofi Annan e do qual faz parte também a antiga primeira-dama moçambicana Graça Machel, o grande desafio moçambicano neste momento é a falta da redução da pobreza. O relatório diz que Moçambique não tem conseguido baixar a pobreza apesar dos seus níveis de crescimento. Um dos grandes perigos para Moçambique, diz o documento, é o crescimento das desigualdades entre ricos e pobres, acrescentando que Moçambique é um dos países com maior desníveis, já que 10% dos considerados ricos têm rendimentos 19 vozes superiores aos primeiros 10% dos mais pobres do país. Na introdução do relatório Annan afirma que aumentar a produtividade de pequenos produtores agrícolas é crucial para reduzir as desigualdades. Isto aliás coincide com as propostas apresentadas por um relatório da ONU sobre a situação de insegurança alimentar e que a Voz da América aborda nutra reportagem neste “site”. O documento faz notar que a produtividade agrícola em Moçambique é a mais baixa da África Austral. O ministério da planificação e desenvolvimento de Moçambique recusou-se a comentar o relatório do “Africa Progress Pannel”. Ouça a reportagem do Simião Pongoane VOA – 15.05.2012

Thursday, April 19, 2012

Eletrobras firma acordo para barragem em Moçambique

A Eletrobras firmou um acordo para construir em Moçambique uma hidroléctrica de 1.500 megawatts (MW) e duas linhas de transmissão de extensão de cerca de 1.500 quilômetros cada uma, disse o presidente da estatal brasileira, José da Costa Carvalho Neto, nesta quarta-feira.

Segundo Neto, os projectos demandarão investimentos totais de 6 bilhões de dólares.

"Uma das coisas que estão a ser estudadas é um financiamento do BNDES. Vamos verificar as condições deles", disse ele, referindo-se ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

"Há outras empresas interessadas, internacionais, porque é um projecto muito grande. A Eletrobras pode ter até 49 por cento de participação no projecto, mas o mais provável para acontecer é que fique em torno de 30 por cento."

A infra-estrutura apenas está orçada em 2,3 bilhões de dólares e as duas linhas de transmissão em 3,7 bilhões de dólares.

Segundo o executivo, um acordo de confidencialidade já tinha sido firmado entre os dois países ainda no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o projecto vem a caminhando.

Foram firmados acordos de pré-viabilidade e de estudo de viabilidade. "Se tudo passar como esperamos, o projecto vai ser feito, mas ainda falta assinar", disse.

Eles explicou que as empresas envolvidas no projecto, Eletrobras e a Electricidade de Moçambique (EDM), teriam cerca de um ano e meio para avaliar os custos e orçamento, e depois desse período seria assinado um contrato comercial para definir a participação precisa de cada envolvida.

Carvalho Neto acredita que no final do ano que vem o projecto estará pronto para ser executado e a construção levaria de três a quatro anos.

Carvalho Neto informou que recebeu nesta quarta-feira a visita de autoridades do governo de Moçambique e da empresa Electricidade de Moçambique.

Fonte: RM

Monday, April 16, 2012

Presidente Guebuza e Dlakhama encontraram-se em Nampula

Domingo, 15 Abril 2012 22:36


O presidente da República Armando Guebuza e o líder da Renamo Afonso Dhlakama estiveram reunidos na tarde deste domingo na sede do governo provincial da província de Nampula. O encontro, que durou cerca de duas horas, serviu para, mais uma vez, resolver um impasse ligado a questões de paz, democracia e bem-estar dos moçambicanos, segundo Afonso Dhlakama.

Este encontro aconteceu rodeado de secretismo, por parte do Governo central e dos assessores da Presidência da República, mas já tinha sido anunciado pela Renamo no último sábado, embora sem avançar os assuntos que iriam ser discutidos.

No fim do encontro, o líder da perdiz mostrou-se satisfeito por ter dialogado com o chefe do Estado pela segunda vez em menos de seis meses e considera que “este é um sinal de que as coisas estão a mudar para o bem e que Armando Guebuza começa a entender que é através da comunicação que as pessoas se entendem. Este encontro significa uma viragem para a solução dos vários problemas que afectam o povo moçambicano. Este era um homem duro, mas agora está a entender que o país precisa de diálogo entre as pessoas”.

Afonso Dhlakama disse ainda que em relação à invasão da delegação do seu partido pela Força de Intervenção Rápida, efectuada no dia 8 de Março, Armando Guebuza mostrou-se sensibilizado e pediu desculpas. “Eu queixe-me da provocação e ele lamentou muito. Se eu tivesse autorizado o direito de resposta o país estaria em caos”.

Aliás, antes do encontro, alguns membros da Guarda Presidencial, agentes da FIR e os homens da segurança e deputados da Renamo trocaram palavras no exterior do edifício do governo provincial. Os homens da Renamo diziam estar preparados para começar a guerra, posição reiterada pela segurança da Presidência.


Fonte: A Verdade

Tuesday, April 10, 2012

Guebuza e Coelho selam acordo que completa transferência da HCB




O Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza, e o Primeiro-Ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, assinaram esta tarde o acordo que formaliza a transferência de 7.5 % das acções da Hidroeléctrica de Cahora Bassa que ainda estavam na posse do Governo luso.

O acto marcou o ponto mais alto da visita de dois dias que Passos Coelho efectua a Maputo e que teve início na manha desta segunda-feira. Com o acordo, Moçambique passa a deter 92.5 % das acções da HCB e os restantes 7.5% que estavam na posse de Portugal passam para a empresa lusa REN-Rede de Energia.

Pela compra dos 7.5% Moçambique deverá efectuar o pagamento de 42 milhões de dólares norte-americanos, facto que deverá acontecer até Setembro de 2012, segundo explicou o Ministro da Energia, Salvador Namburete, logo após a assinatura do acordo.

Falando instantes depois das conversações que decorreram no Gabinete da Presidência da Republica, o Chefe de Estado Armando Guebuza considerou que este protocolo vai contribuir para a concretização dos projectos energéticos no nosso país.

Por seu turno, Pedro Passos Coelho disse que este acordo veio marcar novos passos no relacionamento entre Moçambique e Portugal. Para esta noite está previsto um banquete oficial que será oferecido pelo Chefe de Estado Moçambicano a delegação chefiada por Pedro Passos Coelho. Na agenda da visita para amanhã do Primeiro-Ministro Luso está prevista uma visita a um projecto social financiado pelo Governo Português.

Por Alfredo Lituri (Texto e Fotos)

Fonte :SAPO MZ – 09.04.2012

Friday, April 6, 2012

Presidente do Malawi morreu




O presidente do Malawi, Bingu wa Mutharika, morreu após sofrer um ataque cardíaco esta quinta-feira, disseram fontes oficiais. Segundo as fontes, citadas pela agências Reuters, Mutharika de 78 anos, deu entrada já sem vida no hospital Central Kamuzu, onde foi internado após desmaiar na manhã de quinta-feira.


Um repórter da Reuters em Lilongwe, a capital, testemunhou cenas caóticas no momento em que a primeira-dama Callista Mutharika e vários ministros deixavam o Hospital, onde o presidente foi internado. "Houve pânico", disse um funcionário do hospital à Reuters. "Nunca estivemos preparados para tal eventualidade. Ele sofreu uma parada cardíaca, e sua condição ainda é instável."

O Malawi, um dos países mais pobres do mundo, não tem recursos hospitalares adequados, e por isso uma ambulância deixou o hospital levando o presidente para o aeroporto, de onde ele embarcou para a África do Sul.

A vice-presidente Joyce Banda, inimiga política de Mutharika, deverá assumir o cargo em caso mas isso pode colocá-la em rota de colisão com o círculo íntimo de Mutharika, inclusive com seu irmão Peter, ministro do país, que costuma assumir o cargo na ausência do titular.

A polícia mobilizou forças na capital, tendo se posicionado nas proximidades da residência de Joyce Banda. Há indicações de oficiais militares terem assumido posições na casa do presidente, segundo testemunhas.

A doença de Mutharika despertou pouca solidariedade nas ruas de Blantyre, maior cidade do país, onde muita gente o vê como um ditador responsável por falhas económicas que causam escassez de combustível, alimentos e moedas estrangeiras.

Muito contestado

Bingu wa Mutharika chegou a presidência em 2004, e foi reeleito em 2009. Era um economista de formação que trabalhou para várias organizações internacionais dos quais o Banco Mundial (BM).

O seu poder tem sido muito contestado nos últimos meses, devido a degradação da situação económica e política do país e numerosos opositores e investidores estrangeiros criticam a sua governação autoritária.

Uma manifestação, organizada pela sociedade civil em Julho de 2011, foi reprimida pela polícia e foram mortas 19 pessoas.

Fonte: Verdade

Thursday, April 5, 2012

APREENDIDAS ARMAS DE FOGO DE PROVENIÊNCIA DUVIDOSA

Na posse do comandante da PRM em Nacala-Porto

-São 64 espingardas automáticas e semi-automáticas

Um total de 64 espingardas automáticas e semi-automáticas de diversos calibres e mais de cinco mil munições que se encontravam guardadas ilegalmente nas instalações do comando distrital da Polícia da República em Nacala-porto, foram apreendidas há dias pela corporação naquela região do país, num processo que, aparentemente, envolve o comandante local da PRM, Damião Moiane e outros quatro agentes subalternos, bem como gestores das empresas MOCARGO e JDIConsultores, que operam naquele município.

São armas de tipo AK-47, “Rifles” de alta precisão de tiro, munidas de mira telescópica com capacidade de atingir o alvo a uma distância de 7 mil metros, de fabrico russo, chinês e americano.

Segundo Inácio Dina, porta-voz do comando da Polícia em Nampula, as equipas técnicas mandatadas para investigar a denúncia da circulação daquele material bélico no território nampulense, chegaram à conclusão de que o mesmo era introduzido via aérea, a partir do aeroporto de Nampula, bem como marítima em Nacala.


Depois de desembarcado, num processo clandestino, o material era posteriormente “escoltado” por agentes da PRM afectos ao comando de Nacalaporto, que confessaram terem agido a mando do respectivo comandante, Damião Moiane.

Chegadas a Nacala-porto, as armas eram imediatamente acondicionadas nas instalações do Comando distrital da PRM, antes de serem novamente “escoltadas” para os navios agenciados pela MOCARGO, empresa que se presume saber o destino final das mesmas.

Para a PRM, pesam sobre o comandante Damião e outros quatro agentes subalternos, o crime de desvio de fundos do Estado. Pois que consta que o grupo teria recebido entre Maio de 2011 a Março de 2012 (data do início do esquema e da sua neutralização, respectivamente), muito dinheiro (havendo fontes que falam de pouco mais de 500 mil dólares americanos), pela logística referente ao transporte, arrecadação e escolta do armamento clandestino do material bélico.

Por lei, os valores resultantes desta actividade devem reverter para os cofres da Policia e dos serviços sociais da mesma e não para os bolsos de quem efectua a tarefa.

No transporte de uma arma de Nampula a Nacala-porto, o comandante Damião teria fixado a taxa de 15 mil meticais, para além de 7 mil/dia e 1.500 meticais, pelo acondicionamento nas instalações do comando da PRM e transporte para os navios da MOCARGO, respectivamente.

O que prova o envolvimento dos agentes da lei são os cheques nominais que as empresas MOCARGO e JDIConsultores pagavam aos homens da lei, segundo revelam os extractos bancários.

As armas foram encontradas no gabinete do comandante, chefe das operações e não na arrecadação do comando, local apropriado. Para além disso, o comandante chegou a propor a movimentação de alguns agentes envolvidos no esquema, de um local para outro onde podiam ser muito mais prestáveis ao negócio – explicou Dina.

Quanto à MOCARGO, que se presume ser a instituição que, juntamente com uma outra de consultoria denominada JDI, faziam o encaminhamento das armas para o destino final, não conseguiram provar que, para além da vocação de transporte de carga normal e actividade de consultoria, respectivamente, também podem manusear armas de fogo.

Algumas malas, onde as armas se encontram acondicionadas, ostentam nomes de empresas de segurança, designadamente MODANCE SECURITY, SEA GUARD, KENYA RISCK, BLACK PEARL, entre outras em número de nove, supostamente responsáveis pela escolta de navios cujo trajecto marítimo para os locais de destino, passa pelo golfo de Aden, na Somália, onde a acção de pirataria marítima é uma realidade.

De recordar que no dia 15 de Setembro de 2011, quatro cidadãos norte americanos, portando armas de fogo de referência similar ou igual às apreendidas em Nacala-porto, foram neutralizados no Aeroporto Internacional de Nampula, após desembarcar num voo da Kenya Airways. Os quais confessaram, na altura, pertencerem à empresas de segurança marítima e que se deslocavam à Nacala-porto para embarcar num navio com destino à Ásia.

Por determinação do Procurador-Geral da República, o grupo viria a ser restituído à liberdade.

A PRM assegura que as espingardas serão revertidas para o Estado.

Fonte: WAMPHULA FAX – 04.04.2012

Monday, April 2, 2012

Inhambane – um sinal dos tempos!




Edwin Hounnou - edhounnou@yahoo.com.br

O comportamento da Frelimo, no poder desde a Independência Nacional, em 1975, na cidade de Inhambane, é típico de quem nunca sentiu escoriação política na luta pela conquista de espaço.

A tranquilidade que tem estado a demonstrar ou mesmo a ausência total de actividade de base revela a mentalidade de quem pensa que o Sul é seu “feudo político” por direito natural.

Acha que não é preciso trabalhar com as bases porque o povo vai votar em si e em seus candidatos.

A Frelimo pensa que basta lançar a Força da Intervenção Rápida e o STAE para manobras mais sofisticadas a fim de impedirem que seja perturbado o eterno sono dos “grandes da Nação”.

Desde os primórdios do multipartidarismo que o território ficou, aparentemente, dividido. Entre o Rio Save e a Ponta de Ouro, zona de línguas derivadas do tsonga, pertence à Frelimo. A Renamo não trabalha nesta região por se ter convencido de que é território do “outro”.

Entre os rios Save e Rovuma, pertence à Renamo, notando-se nesta região malabaristas da Frelimo num exercício de dominar tudo, diferente da Renamo que se encontra em profunda letargia. Assim, assistiu-se à reconquista da Zambézia, Nampula, Niassa, Tete, Manica e Sofala, pela Frelimo, nas eleições de 2004 e a perda dos cinco municípios governados pela “perdiz”, a partir de 2003.

Agora, é diferente. Não há divisão territorial por afinidade e nisso enganou-se o “defensor” dos camaradas, Dr. Almeida Santos, ex-presidente da Assembleia portuguesa, que profetizou que o MDM é um fenómeno circunscrito ao Xiveve.

Quando Quelimane foi tomada, a 07 de Dezembro de 2011, Almeida Santos ficou calado. Vai ficar mudo com a eminente queda de Inhambane, a 18 de Abril próximo.

A Força de Intervenção Rápida usada para abafar os levantamentos populares e aniquilar os adversários do partido governamental, como ficou demonstrado em Quelimane, não será capaz de parar o vento com as balas, cassetetes e algemas.

A polícia deixa antever que a eleição intercalar de 18 de Abril poderá vir a ser uma das batalhas mais difíceis travadas depois da longa guerra dos 16 anos. A intimidação dos jornalistas já começou e a travessia do Rio Save voltou aos tempos das guias de marcha, alegando quem o faz que está para controlar “movimentos estranhos”.

Mas entretanto vai procurando humilhar gente honesta, gente pacífica, moçambicanos simples com projectos de vida sérios como aconteceu com os jovens que integrados numa comitiva do MDM foram recentemente mal tratados pela Polícia a mando de alguém que continua a querer que se confunda Estado com os seus interesses pessoais.

Não será a polícia que vai impedir a vontade do povo de Inhambane de escolher o seu novo presidente municipal. Não será o STAE que irá conseguir desviar a vontade popular.

A Polícia e o STAE não sabem ler os sinais dos tempos como as forças dos regimes de Hosni Mubarack, do Egipto, e Muhamar Khadafi, da Líbia, não souberam interpretar a vontade dos povos oprimidos pelos regimes que serviam.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, escreveu Luís de Camões.

Inhambane poderá ser mais um passo no sentido do desmoronamento do absolutismo da Frelimo e o princípio de um Moçambique realmente unido.

Sem intimidação policial nem a “magia” do STAE, a Frelimo poderá ser, severamente, vencida nestas eleições “intercalares” de Inhambane cuja campanha eleitoral se inicia na próxima terça-feira, 03 de Abril.

Todos os condimentos estão no espírito, sobretudo das gentes fartas de promessas, para que Inhambane se torne um ponto de viragem. Na Frelimo o discurso é que se Inhambane cai, cai o resto. Inhambane ganha com isso uma importância vital no percurso da construção da democracia em Moçambique. Foi ali que se escreveu a primeira Constituição, é ali que os “manhambanas” poderão ditar novos rumos à História do País.

Estas eleições de 18 de Abril em Inhambane, poderão ficar para a História. Neles pode-se fazer História.

Os cidadãos de Inhambane querem mudanças e estão fartos de mentiras.

A mensagem que poderá sair de Inhambane nestas “intercalares” é que

“Ninguém é dono de nada” e o País pertence realmente ao Povo.

Fonte: Canal de Moçambique – 28.03.2012

Friday, March 30, 2012

Visita de Daviz Simango a Mocuba provoca erupção



O líder do Movimento Democrático de Moçambique(MDM), Daviz Simango, visitou, última terça-feira, o município de Mocuba, a segunda cidade da província da Zambézia.

Naquela manhã, milhares de pessoas circulavam nas artérias daquela cidade em direcção ao local por onde Simango iria entrar.

Logo ao chegar, o líder do MDM foi recebido pelos seus membros e simpatizantes que o aguardavam empunhando material publicitário daquele partido.

Na ocasião, mais uma vez Daviz Simango voltou a reiterar o que havia dito em Quelimane aquando da sua chegada, último domingo.

“Queremos envenenar Mocuba, a partir de Quelimane” - disse por repetidas vezes o líder do MDM. E os presentes assumiram o desafio em fazer tudo para que, nas próximas eleições, marcadas para 2013, o MDM e o seu candidato saiam vitoriosos.

Aliás, os presentes quando viram o edil de Quelimane, Manuel de Araújo, que também estava com Daviz Simango, disseram que afinal a mudança é possível, dando exemplo concreto com a cidade de Quelimane e o seu edil como sendo as peças fundamentais.

Erupção em Mocuba

Quando Daviz Simango e a sua comitiva saíram de Mocuba, debaixo de um sol escaldante, ficaram os comentários.

Os munícipes dizem que a visita de Simango a Mocuba foi oportuna, olhando pelo descontentamento que se vive naquela cidade.

Outros não hesitaram em dar o seu posicionamento, dai que ficaram muitas lições com aquela visita, uma vez que Mocuba não tem visto com bons olhos a gestão do Rogério Gaspar, da Frelimo, naquele município que vive com grandes problemas de falta de água potável.

Recorde-se que Mocuba tem sido, nos últimos tempos, um grande cavalo de batalha dos políticos. Do lado da Frelimo, quase todos os dirigentes de alto nível, não visitam Zambézia sem escalarem Mocuba.

Fonte: DIÁRIO DA ZAMBÉZIA – 29.03.2012

Wednesday, March 28, 2012

Enfim... Portugal cedeu!

Salvador Namburete confirma negócio de 7,5%, mas diz faltarem detalhes.

Moçambique fechou o negócio de compra de metade dos 15% que Portugal controla na HCB. As autoridades querem, contudo, ir mais longe e propõem a compra de todo o capital luso.

O governo moçambicano fechou ontem, em Lisboa, o negócio de compra de 7,5% do capital da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), controlado pelo governo português.

Uma fonte ligada ao processo, que assegurou ao “O País” esta informação, revelou que as partes trabalham, agora, nos detalhes do dossier, e que deverão elaborar um comunicado dando conta da conclusão do negócio.

A equipa de negociadores moçambicanos é liderada pelo ministro da Energia, Salvador Namburete, que se faz acompanhar, entre outros, pelo seu director nacional de Energia, Pascoal Bacela, e pelo administrador financeiro da HCB, Max Tonela.

Tonela é uma peça-chave neste processo, tendo em conta que é também administrador para a área Financeira da Companhia Eléctrica do Zambeze (CEZA), empresa criada para gerir a HCB, pouco antes da reversão para as mãos dos moçambicanos.

O ministro da Energia foi cauteloso quando contactado pelo “O País” a partir de Lisboa. Salvador Namburete confirmou a existência de consenso na alienação dos 7,5%, mas prefere falar “quando todos os detalhes estiverem fechados”.

Explicou que, até aqui, foram levados à mesa de negociações apenas 7,5% dos 15% detidos por Portugal. Aliás, é isto que o memorando de entendimento que regula este negócio estabelece: a divisão ao meio dos 15% entre Moçambique e Portugal.

Só que as autoridades nacionais querem ir mais longe. A própria Assembleia da República de Moçambique recomendou ao Ministério da Energia para convencer os portugueses a venderem todos os 15%.

“A perspectiva é de ficar com os 15%, mas ainda não estamos a esse nível de negociação. Estamos a negociar só os 7,5%”, afirmou o ministro da Energia.

A nossa fonte garante, contudo, que Moçambique foi a Lisboa com uma proposta para ficar com toda a parte gerida por Portugal. Essa negociação deverá avançar assim que estiver selado o negócio dos primeiros 7,5%.

Factor Passos Coelho

O primeiro-ministro português, Passos Coelho, é determinante para o fim deste dossier. O dirigente português deveria ter visitado Moçambique nos dias 15 e 16 deste mês, mas a agenda não o permitiu.

A braços com uma crise financeira profunda, mas sobretudo devido à realização do congresso do Partido Social Democrático (PSD), de que é presidente, Passos Coelho cancelou a deslocação ao país.

A vinda do dirigente português tinha em vista desbloquear o impasse, que veio à superfície na cimeira luso-moçambicana, realizada em Novembro do ano passado, em Lisboa.

Fonte: O PAÍS – 28.03.2012

Friday, March 9, 2012

Renamo diz que matou sete agentes da Força de Intervenção Rápida (FIR)

Polícia tem outra versão


Maputo (Canalmoz) - Sete agentes da FIR, incluindo o comandante da unidade que perpetrou a acção, foram abatidos na manhã desta quinta-feira quando assaltavam a sede do partido Renamo em Nampula. Os agentes da FIR foram abatidos por desmobilizados de guerra do partido de Afonso Dhlakama, segundo o secretário-geral desta formação política, Ossufo Momade. Mas a Polícia tem outra versão de que damos conta numa outra notícia nesta edição.

O secretário-geral da Renamo, avançou os dados de balanço do assalto que as forças especiais (FIR) da Polícia da República de Moçambique (PRM) efectuaram ontem, cerca das 05h00 da manhã à sede provincial da Renamo em Nampula, numa conferência de imprensa em Maputo, às 10h30. A conferência de Imprensa convocada pela Renamo, poucas horas depois da ocorrência em Nampula, serviu para abordar os acontecimentos que estão a deixar Nampula em alvoroço e ameaçam estender-se ao resto do País.

Na referida conferência de imprensa esteve presente o general “Bob”, Hermínio Morais, um dos mais temidos operacionais da Renamo durante da Guerra Civil, que é agora membro da Assembleia Municipal da Cidade de Maputo e já foi membro do Conselho Nacional de Defesa e Segurança.

O SG da Renamo, general Ossufo Momade, disse na ocasião que o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, já telefonou ao chefe de Estado moçambicano, que é simultaneamente presidente do Partido Frelimo, Armando Guebuza, a perguntar-lhe se o ataque da FIR à sede da Renamo era do seu conhecimento ou não. Até à realização da conferência de Imprensa, segundo o SG da Renamo, Armando Guebuza ainda não tinha respondido.

Uma tentativa semelhante havia sido programada pela FIR para quarta-feira, por ordens que, segundo ontem noticiámos, haviam sido dadas por agente do SISE provenientes de Maputo. Essa acção acabou por não se realizar, alegadamente porque em Nampula houvera quem se opusesse a uma intervenção militarizada da força especial da PRM. Contudo, o assalto da FIR acabou por se concretizar na madrugada seguinte, ontem, cerca das 05h00 da madrugada, tendo um forte tiroteio durado entre vinte e cinco e trinta minutos, pondo em alvoroço as imediações da sede da Renamo e deixado Nampula sobressaltada.

Sobre o ataque à sede da Renamo em Nampula, o SG do Partido Renamo, Ossufo Momade disse que foi ordenado pela ala radical do partido Frelimo que pretende minar a paz, que foi conquistada com muito sacrifício.

O secretário-geral da Renamo lembrou à tal “ala radical” da Frelimo que o seu partido ama a paz e tudo tem feito para manter a paz, mas não vai deixar de responder quando for atacado pelas forças da Frelimo. “Nós amamos a paz e tudo temos feito para manter a paz, mas não vamos tolerar ataques a pessoas indefesas que se encontram na nossa sede”, disse, para depois acrescentar que Afonso Dhlakama está agastado com a atitude da FIR.

Ossufo Momad disse ainda que da parte da Renamo não houve nem mortos, nem feridos. (Matias Guente)


Fonte: CanalMoz

Friday, February 24, 2012

Detidos dois agentes da Polícia Municipal em flagrante delito




Sexta, 24 Fevereiro 2012 00:00

Agentes da Polícia Municipal detidos em flagrante delito
Corrupção em plena via pública.

Os dois agentes da Polícia Camarária cobravam, ilicitamente, valores monetários entre 20 e 100 meticais aos transportadores semi-colectivos para a devolução dos seus documentos.
Dois agentes da Polícia Municipal da Cidade de Maputo foram detidos, em flagrante delito, última quarta-feira, por prática de corrupção em plena via pública, na cidade de Maputo, por uma equipa de investigadores do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), indica um comunicado de imprensa, recebido, ontem, pelo nosso jornal.

“A equipa de investigadores do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) deteve, ontem (22.02.2012), na cidade de Maputo, dois agentes da Polícia Municipal da Cidade de Maputo, afectos ao Distrito Municipal Ka Mavota, em resultado da cobrança ilícita de valores monetários aos automobilistas de transporte semi-colectivo de passageiros”, lê-se do documento.

Os referidos agentes, tal como indica o comunicado, realizavam as sua actividades de rotina na avenida das FPLM, no Bairro de Mavalane.

Foi naquele local onde interpelaram alguns automobilistas dos transportes semi-colectivos de passageiros e tomaram as suas cartas de condução e os restantes documentos da viatura, incluindo as licenças e os comprovativos de pagamento de seguros.

Fonte :Jornal O País

Monday, February 20, 2012

É urgente debater e aprovar pacote anti-corrupção


Escrito por Carlos
Segunda, 20 Fevereiro 2012 11:57



(Maputo) A Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) defende que o debate na Assembleia da República do chamado “pacote” legal anti-corrupção deve ser feito separadamente da revisão do Código Penal (CP) e o Código do Processo Penal (CPP), tendo em conta que o “uso daquele instrumento jurídico na administração da justiça é urgente”.
O Parlamento moçambicano adiou a análise do “Pacote Legal Anti-Corrupção” que havia sido agendada para a próxima sessão, a começar a 12 de Março, alegando complexidade de parte das propostas de lei.
De acordo com o porta-voz da OAM, Hélder Matlaba, a AR deve assumir o “pacote” Legal Anti-Corrupção como matéria prioritária e essencial da agenda nacional e o debate e aprovação das matérias que comporta.
Segundo Matlaba, citado pelo Diário de Moçambique, o debate em torno da futura lei anti-corrupção, deverá ocorrer com urgência e concomitantemente “de modo a conferir maior eficiência e eficácia aos seus comandos legais na resolução de casos de corrupção”.
Explicou que não faz sentido que a legislação anti-corrupção seja prejudicada pelo facto de o Parlamento precisar de mais tempo para produzir pareceres sobre a revisão do CP e do CPP, tendo em conta que é consensual que a corrupção é um mal que corrói a sociedade moçambicana.
“Continuamos a assistir a situações de impunidade no domínio da corrupção por falta de mecanismos legais suficientes. O próprio procurador-geral da República (PGR) já se queixou no próprio Parlamento da falta de instrumentos adequados para o seu combate”.
“A nossa proposta é a desintegração da proposta de lei do Código de Ética do Servidor Público e a Lei de Protecção de Denunciantes, Testemunhas e outros sujeitos processuais e outra legislação avulsa do CP e do CPP”, reiterou Matlaba.
Ele frisou que, por exemplo, os sequestros que actualmente estão na ordem do dia iniciam com o tráfico de influências “práticado por pessoas que têm muitos tentáculos e que se manobram à vontade nos corredores da política, polícia, justiça, economia e noutros sectores-chave da sociedade”.
“Esta facilidade com que se movem nesses sectores faz com que tenham armas que os fazem agir com alguma impunidade”, referiu Matlaba, avançando que a OAM vai levar dentro em breve e oficialmente os seus pontos de vista sobre estas matérias à AR.
No entanto, sobre o adiamento da revisão do CP e do CPP, a ODM entende que se for para ter tempo para amadurecer a proposta do Governo é bem vinda, “mas se tiver outra motivação é nociva”.(DM/Redacção)


Fonte Savana: Segunda, 20 Fevereiro 2012 12:07